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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Qua 24 Set 2014 - 14:52

Capítulo 14 - Corrompendo a Inocência

Soul Society



No décimo esquadrão, mais propriamente no quarto de uma morena adormecida, os raios solares estenderam-se até o seu quarto, despertando a shinigami.

- Droga, adormeci! A Rangiku-san vai matar-me!

Com uma assombrosa agilidade e prontidão a morena veste as suas roupas negras, faz a sua higiene pessoal e pega numa maçã, correndo e mordiscando o delicioso fruto enquanto se dirigia à sala de seu capitão, onde com certeza, uma tenente ruiva a aguardava. Ao encarar a porta de madeira, engoliu em seco antes de bater e entrar. Inspirou e receosa expirou, unindo toda a coragem possível que precisava para encarar a ruiva mais bela de toda a Soul Society.

- Desculpa o atraso Rangiku-san eu… Capitão! O que faz aqui?

A pequena Kurosaki adentrou na divisão, rindo nervosamente enquanto se desculpava com uma mão a coçar seu fino pescoço. Mas qual não foi seu espanto ao em vez de encarar duas esferas azuis fulminantes, encontrar olhos azuis-turquesa a encararem curiosos. Incrédula, Karin constatou o albino sentado na sua secretária a preencher a enorme papelada que ela e a ruiva deveriam completar. Por falar nela, onde aquela irresponsável se meteu?

- Estou na minha sala a trabalhar.

Responder o óbvio, sarcasticamente. Era comum ele estar sentado a preencher relatórios na sua sala, bastante perceptível para alguém responsável como ele. Mas essa rotina tinha mudado desde que os treinos se iniciaram… Era óbvio que ela ficaria surpresa por o encontrar ali como se nada tivesse acontecido. Ele nem avisou que regressaria às suas funções tão cedo. A morena teve de respirar fundo e apertar o punho fortemente para não se descontrolar. Ele era um capitão, ela uma subordinada. Havia uma relação de hierarquia e ela não o podia desrespeitar, caso contrário haveria problemas.

- Não é isso que eu estou a perguntar… Quer dizer sim é, mas não era a isso que me referia… Ai, não devia estar a treinar com o velho tarado?

Toushirou teve vontade de rir com a confusão da morena ao se explicar. Evidentemente ele percebeu o que ela queria perguntar mas não perderia a oportunidade de ver a shinigami irritada. Era estranho ele afirmar algo do género, mas ela ficava encantadora furiosa. Uma conclusão perversa. Estaria ele a desenvolver uma faceta sádica? Não se admirava com isso, Karin tem a incrível capacidade de revelar características suas que o próprio desconhecia. Ele ergue uma sobrancelha pela forma como ela tratava o seu pai, certo que sabia que não eram uma família normal… Mas eles nunca o deixavam de espantar.

- O treino acabou Kurosaki.

Respondeu com nostalgia. O albino evitava soar abalado mas não conseguira esconder seu estado a ela. Incrivelmente, ela o conhecia melhor que ninguém… Podia não saber rigorosamente nada do seu passado mas sabia sempre como ele se sentia. Seria algum poder oculto da sua zanpakutou? Karin observava a expressão cabisbaixa do capitão de gelo e deprimiu-se. Não conseguia imaginar o que ele estaria a sofrer. Durante anos, ele lutou pelo seu cargo e desenvolveu o seu poder… E agora um simples inimigo roubara-lhe os anos de trabalho e seu esforço. Sem a sua bankai ele não estava no nível de um capitão, possivelmente nem de um tenente. Era como se tudo o que ele tivesse feito durante anos fosse em vão. Queria ir abraça-lo e confortá-lo, afirmar que tudo se resolveria e ver um sorriso na face do shinigami. Mas quem era ela para isso? Eram só amigos, talvez nem tanto. Perante o seu dilema interno a jovem não reparou quando o albino se levantou, caminhando na direcção dela, e com uma mão acariciar o rosto róseo dela delicadamente. Os olhos ónix arregalaram-se pela acção ousada do capitão, um fortíssimo rubor tomou conta das suas maçãs.

- Não te preocupes, Karin.

Não era ela que o deveria reconfortar? A Kurosaki perdeu-se nas esferas brilhantes que a olhavam carinhosamente, e em pleno choque ouve quando ele a trata pelo seu nome e não pelo apelido. Desde quando ficaram tão íntimos? Bem é verdade que tinham trocado um selinho mas… Ela ia falar algo mas ele interrompe-a, sequestrando seus inocentes lábios. Toushirou corrompia sua alma, e como ela ansiava ser contaminada pelo seu capitão favorito.

As pérolas negras estavam esbugalhadas, encarando os olhos fechados de Toushirou. Perplexidade estava escrita em cada canto do seu rosto. Tentava assimilar o que acontecia, e procurava encontrar uma razão plausível para o que ele fazia. Porém ela decide deixar de pensar e entregar-se aos seus sentimentos. Quantas vezes não sonhara com aquele momento? Os motivos que ficassem para depois, agora ela queria sentir. Lentamente fechou os olhos, permitindo-se iluminar no olhar das sensações dos olhos fechados. Correspondendo ao beijo, impensadamente levou as suas mãos ao cabelo branco, puxando-o levemente. Arrancando um rouco gemido do albino, que em resposta apertou violentamente a cintura delgada puxando-a em encontro ao seu tórax definido.

Karin entreabriu os lábios concedendo a passagem da língua quente de Toushirou, fazendo com que estas se entrelaçassem numa deliciosa dança sedutora. Os amantes sentiram um choque percorrer seus corpos. Aquele beijo teve sensações que o primeiro nem de longe causara.

A morena sentia a reaitsu de Toushirou penetrar dentro de seu poder espiritual, circulando e envolvendo seu corpo. Karin começou a aperceber-se que em determinados lugares onde a reaitsu do albino se concentrava mais, gelo surgia na sua pele calorosa. Estranhamente isso não a incomodou, era de uma certa forma prazeroso. O choque térmico aumentou consideravelmente seu deleite. Sentia o beijo do capitão queimar sua alma, encher seu pensamento de poesia e fez com que sonhasse com ele rolando pelos lençóis da paixão.

O gelo congelava o pescoço de Karin, fazendo a mesma arquear as costas quando sentiu Toushirou com a sua língua circundar enciclicamente a região. A morena puxava fortemente as madeixas brancas, enquanto fechava seus olhos, tentando controlar os sons que escapavam de sua garganta sem os conseguir segurar. Evitava a todo o custo gritar, para não serem escutados. Com as mãos, o albino massajava todo o corpo feminino onde havia fluídos de gelo. Um capitão de gelo, que conseguia queimar. As suas chamas devoraram a pureza da morena.

Karin retira, num ato de desespero, o cachecol verde de Toushirou e atira-o para longe, desejando sentir a pele dele contra as suas mãos. A shinigami cravou as unhas na sua pele bronzeada, arranhando-a e castigando-a. Toushirou gemeu contra os lábios carnudos com a agressividade da morena, apreciando e aprovando as atitudes dela. As mãos masculinas apertaram a cintura  fina e num ato instintivo Karin apoiava-se nos ombros de Hitsugaya, erguendo-se e abraçando a sua cintura com as suas pernas torneadas.  

O capitão estava à beira de um colapso. Sentia a razão abandoná-lo. Fazia de tudo para não se perder nos seus instintos primitivos e manter-se sóbrio. Não poderia de forma alguma machucar a mulher que amava por conta de seu próprio prazer. Quando sentiu as pernas dela rodearem a sua cintura quase delirou, seus corpos estavam muito próximos, com as vestes levemente abertas, era possível o roçar entre peles. Uma deliciosa provocação. Tentava abafar seus gemidos, mas quase sempre falhava. Apertava com força as coxas definidas, ouvindo a morena gemer seu nome e por um momento permitiu-se sorrir. As mãos dela passeavam pelo seu peito o torturando, enquanto ele sugava seu pescoço e ombro esquerdo.

Karin nunca se tinha apercebido como ansiava por seu toque novamente, os lábios dele sob os seus. Tinha passado pouco tempo, mas longe dos braços do albino parecia que passara uma eternidade. Escutava minuciosamente o som do beijo deles, por vezes interrompidos por gemidos roucos. Só o seu coração sabia traduzir essa sensação. Ela era como a neve eterna cobrindo o topo do Monte Fuji. Ela jamais derreterá, enquanto tiver o Toushirou ao seu lado para a “esfriar”.

Os braços másculos acorrentavam-na, dominando-a sobre a vontade de Toushirou, não que ela reclamasse. Estar sob as ordens de seu capitão era uma honra. Não se importaria em ser mais vezes submissa. Depois que encontrou os seus beijos ardentes, a morena descobriu a fórmula que Kami-sama inventou para unir duas almas e fazer delas reféns do amor entre as cores do amar.

Partilhavam o mesmo ar, e quando este começou a escassear, ambos amaldiçoaram o elemento que os mantinha vivos. Afastaram-se lentamente sem destruir a sua aproximação, colando as suas testas. Entre olhavam-se famintos, com uma sede no olhar.

- Capitão…

- Toushirou.

- O quê?

- Chama-me de Toushirou, Karin. Não há motivo para tanta formalidade quando estamos sozinhos.

Sorria bobamente, a Matsumoto tinha razão! Ele gostava dela mesmo que fosse um pouquinho, perante esse pensamento Karin abraçou-o fortemente, arrancando uma pequena risada do mesmo. A morena tinha-se esquecido completamente que ainda estava enrolada na cintura dele, e Toushirou não se incomodava com isso. Simplesmente decidiram aproveitar, saborear aquele momento. Com certeza aquele beijo estaria sempre congelado na memória de ambos.

Ela sabia que estavam no meio de uma guerra caótica, mas nesse momento isso podia esperar. Alguém poderia supor quanto tempo ela esperou por aquilo? Mas a vergonha voltou a tingir a sua face quando reparou que ela ainda circulava as suas pernas nele. E timidamente afastou-se daquele contacto, recompondo-se.

- Née Toushirou…

- Hmm.

- Os relatórios…

Ele sorriu de canto, e concordando, levou-a com ele até a sua mesa e sentou-se com ela no seu colo. A Kurosaki, envergonhada, tentou fugir de seus braços mas ele não o permitiu.

- Toushirou eu ainda tenho coisas a fazer, deixa-me ir!

- Não aceito reclamações Karin. Deixa de resmungar e fica quieta.

A morena resmungava baixinho e furiosa reparou que o seu estado só alegrava ainda mais o albino. Possessa, acabou por ceder, sem contudo desmanchar sua cara emborrada.

- Shiro-chan!

Apesar do silêncio que se aposentou entre os dois, o clima estava agradável. Pelo menos até à entrada repentina e escandalosa de uma tenente de coque aparecer no meio da sala, apanhando-os naquela posição. Hinamori fica escandalizada com o que vê, e fica petrificada na porta, deixando os feijões secos, que trazia perto de seu peito, cair no chão. Karin extremamente vermelha, levanta-se e ajusta as suas roupas amarrotadas. Toushirou não parecia minimamente intimidado pela terceira presença, apenas frustrado por o ambiente agradável ter sido bruscamente interrompido.

- Capitão Hitsugaya, Hinamori! E desde quando entras na minha sala sem avisar?

- Desculpa é que eu ia convidar-te para irmos a casa da vovó em Rukongai… Há muito tempo que não a vamos ver. Era bom para relembrar os bons velhos tempos, comendo melancia e assistir o belo pôr do sol.

Cada palavra que Momo pronunciava era uma facada aguçada em Karin. A tenente de coque era arrogante e praticamente cuspia as dolorosas lembranças de infância deles na sua direcção. A morena teve uma vontade súbita de agredir a mulher falsa e hipócrita mas manteria a compostura. Não daria também o braço a torcer e sair da sala. Afinal ela acabou de beijar o Toushirou! Se alguém ali era um intruso, esse alguém era ela. Certo eram amigos de infância e depois? Era passado. Não se deixaria abalar mais com essa cartada. Se fossem tão unidos como ela descrevia, ela nunca teria dado a chance de o albino sentir uma mísera atenção por ela. Karin poderia não pertencer ao passado de seu amante mas seu presente e futuro, a história era diferente. Hinamori Momo não passaria de uma lembrança e a Kurosaki asseguraria-se disso pessoalmente.

Toushirou ficara pensativo, de facto há muito tempo que não via a sua avó mas neste momento estava muito atarefado. E obviamente a tensão entre as duas mulheres não lhe passou despercebida. Ele compreendeu perfeitamente as intenções da sua amiga e não permitiria isso a ninguém, nem mesmo a ela.

- Hinamori isso não vai ser possível, como vês estou cheio de trabalho e nem posso contar com a incompetente da Matsumoto. Estou por conta própria. E se não me engano o quinto esquadrão não está muito melhor. Esta guerra ocupa muito tempo para todos nós mas quando acabar iremos visitar a vovó em Rukongai. Já tenho saudades dela.

O sorriso da tenente caiu quando ouviu o que o Toushirou dizia porém ficou radiante quando ele afirmou que não deixariam de visitar a avó deles. Riu debochada para Karin que mantinha o rosto impassível, mas por dentro sentia uma tormenta tomar conta de seu coração. Inclusive escutava mentalmente Fujin rogar pragas à tenente por sua casa estar quase destruída por culpa dela.

- E posso finalmente apresentar à vovó a Karin.

A pequena Kurosaki sentiu os olhos marejarem quando Hitsugaya concluiu a sua fala, ela era tão importante a ponto de ele a reconhecer digna de conhecer sua antiga casa e sua única familiar? Desviou suas pérolas negras dele e agradeceu com um pequeno sorriso, enquanto ele acenou ligeiramente, escondendo o seu rosto nas madeixas rebeldes, omitindo o seu rubor visível.

Aquelas palavras que tanto alegraram a Kurosaki, foi como um embate para Momo. Uma colisão que esmigalhou seu coração em cinzas. Ele não só pretendia colocar a Kurosaki ocorrente do seu passado como a tratara pelo primeiro nome. Nada formalmente, diga-se de passagem. Nem a ela que era amiga de infância fora eleita para esse tratamento, mas aquela que ele teve uma aventura no Mundo Real fora? Porquê?

Os três permaneceram num silêncio perturbador. Uma aura negra rodeava todos os presentes. Ninguém sabia o que dizer naquela circunstância. Até que foram salvos por uma tenente barulhenta que apareceu gritando, reparando rapidamente no clima tenso. E decidiu actuar antes que as coisas piorassem.

- Karin-chan preciso da tua ajuda na biblioteca, e Hinamori-san o capitão Hirako exige a tua presença, acho que estão com problemas.

- Certo… Vou indo. Até logo Shiro-chan!

- É capitão Hitsugaya!

Hinamori desapareceu rapidamente com o shunpo, despedindo-se somente do albino, ignorando as duas mulheres que repudiaram a sua atitude. Matsumoto cumprimentou o seu capitão e antes que este começasse a reclamar por ela ter sumido durante um dia de trabalho, agarrou num braço de Karin fugindo da ira do seu capitão.

Finalmente sozinho, Toushirou relaxa os ombros, suspirando pesadamente. Levando uma das mãos à boca, contornou seus lábios e comentou, sorrindo:

- Chocolate com… maçã.

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Ter 30 Set 2014 - 9:21

*¬* Quase morri com esse capítulo, que conseguiu me transportar de felicidade extrema a ódio extremo só de mencionar certo nome (que nunca deve ser pronunciado após a meia noite e começa com H).
A Matsumoto chegou na hora certa pra evitar um assassinato ali huehuehue... essa ruiva tem um timing impressionante.
Simplesmente amei o capítulo (especialmente a pegação da Karin com o Toushirou hehehehe). Ansiosíssima pelo próximo.

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