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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Sab 4 Out 2014 - 20:27

Capítulo 15 - Rebelião do Pó de Diamante

Soul Society



O sol ainda não tinha decidido se iria deitar-se no poente, e a lua estava impaciente encarando-o com um quê de quem tem mais que fazer além de ficar esperando, mas toda essa implicância que acontece lá no alto, entre as nuvens sorrateiras, não fazia a menor diferença ao que se passava por de baixo dos astros, em solo firme.

As horas trabalhavam de maneira eficaz e sigilosa, Karin mal percebia o tempo passar rapidamente à sua volta, como se este fugisse de algo alheio à sua percepção. Com um encantador sorriso pregado no seu rosto e com o cérebro dando um nó enquanto tentava encontrar as palavras certas para descrever os seus sentimentos naquele instante, a morena por fim acabou por expandir seu sorriso num semblante apaixonado, conforme circulava os seus lábios róseos com os dedos, recordando as sensações partilhadas com o seu capitão preferido.

A pequena Kurosaki não gostava das paixões devastadoras como furações. A shinigami preferia apaixonar-se lentamente, um pouquinho de cada vez, sem pressa. Temia atirar-se num abismo de incertezas, sem ao menos saber o que lhe aguardava no fim do precipício. Kurosaki Karin nunca fora a típica jovem apaixonada. Assuntos amorosos lhe eram completamente estranhos, era-lhe desconhecido o significado de uma relação a dois… E o desconhecido intimida todas as almas. Porque com ela seria diferente? O desconhecido é perturbador e quando revelado pode ser catastroficamente assustador…

Ou catastroficamente aprazível.

A morena deu uma discreta risada do comentário de Fujin. Tudo poderia dar errado porém também havia a possibilidade de dar certo. Isso era um bom motivo para arriscar, mesmo que saísse magoada. Pelo menos poderia erguer o rosto convicta de fez tudo para combater por seus sonhos.

Olhou uma última vez o céu, num mimoso adeus. Observar o céu, uma coisa tão simples, contudo capaz de purificar e renovar o espírito. A shinigami perdia-se totalmente na sua dimensão. Até quando o céu estava acinzentado era belo, tinha a capacidade de a tranquilizar, ofuscava-a pelos seus inúmeros segredos e mistérios. Seria por a sua zanpakutou ser do vento que se sentia assim? Afinal, Fujin era uma elementar que interferia no clima. Assim como a zanpakutou dele.

O sol acenou sua despedida e a lua arrastou todo seu brilho pela vastidão do céu. Amanhã seria outro dia. Dia de se apaixonar um pouco mais.





O capitão do décimo esquadrão espiava Karin, contemplando os cabelos negros dela sendo banhados pelo luar. Era impossível não recordar do beijo deles, de não fantasiar por um próximo...

O albino recuou dois passos quando a viu erguer-se e dirigir-se ao seu quarto, ele iria continuar a admirar a forma resplendorosa como a morena caminhava se não fosse uma luz cintilante na direcção da sua subordinada que prendesse a sua atenção. Insensatamente, interpôs-se entre ela e o ataque, sendo ferido no ventre. Ele escuta um grito aflitivo de Karin, e prevendo a sua próxima acção, Toushirou suspendeu o braço no ar para a travar, mandando silenciosamente que ela se mantivesse no seu lugar e não viesse até ele.

O jovem capitão olhou discretamente sob o ombro, deparando-se com as pérolas negras contorcidas em preocupação, sorriu minimamente para a acalmar mas logo sua concentração fora roubada por uma risada que atroou pelo local.

Toushirou retirou a sua mão do machucado e quando o fez algo brilhou entre os seus dedos. Confuso reparou que era gelo, pequenos cristais de gelo fino. Seu corpo enrijeceu num tormento arrepio, entre dentes sussurrava aquele que o atacara.

- Hyourinmaru.

- Senhor Capitão, lembra-se de mim?

Os olhos turquesa ardiam em fúria contra o quincy que roubara sua bankai. O albino contraía seu punho possante, o gelo misturando-se com o sangue provocado pela sua lesão. O invasor ria arrogantemente ao encarar as esferas azuis fulminantes contra si. Prosseguiu com as provocações, direcionando finalmente o olhar para a shinigami petrificada no mesmo lugar desde que chegara.

- Vejo que sim…

Toushirou estava sedento por vingança, matar aquele individuo era uma prioridade. Porém tinha pleno conhecimento que não seria oponente para ele. Como poderia ele derrotá-lo sem ter ao menos a shikai? Pior, como protegeria a Karin? Sentiu algo dentro de si ferver quando o oponente desviou seus olhos arrepiantes para ela.

- Karin sai daqui.

- Nani? Eu não te vou deixar aqui sozinho com esse doido!

- É uma ordem, Kurosaki.

- Não seria a primeira que eu desobedeceria, Capitão.

Três veias pulsavam na testa franzida do albino pelo desacato da morena. Suspirou profundamente e decidiu aceitar a sua ajuda. Talvez assim o pudessem vencer. Apesar de serem dois contra um, o capitão continuava apreensivo... Como ele derrubaria sua própria bankai? Ele treinou durante anos para a fortalecer, não para a derrubar.

- Ora da vingança, garota.

O quincy cuspia as palavras asquerosamente presunçoso. Karin por um breve momento tremeu de medo, quase largando o cabo da sua zanpakutou, contudo ao encarar as costas do seu capitão acalmou-se. Eles estavam juntos, isso era o que importava.

- Karin só interfiras em caso extremo.

- Como assim? Eu vou lutar contigo Toushirou!

O olhar turquesa perfurou no mar ónix, derrubando todas as barreiras entre eles. A morena assentiu, concordando com o plano mesmo a contragosto. Aquela luta era dele, foi para isto que ele treinou arduamente com seu pai. Esta luta representava muito para Toushirou, ele tinha que ultrapassar esse obstáculo sozinho. Ela tinha que confiar nele.

Hitsugaya agradeceu com um pequeno sorriso, que fez a shinigami ruborizar. Ele voltou a olhar na direcção do oponente, empunhando a sua katana contra ele.

- Não faça essa cara capitão, zanpakutous não passam de armas de guerra. Não tem alma, podem facilmente ser substituídas.

Toushirou vê o intruso correr contra ele, pronto para o golpear com Hyourinmaru. Seria gravemente ferido de qualquer forma seja pelo choque, pelo corte ou pela perfuração. Se quisesse acreditar numa vitória, teria que confiar numa possibilidade, um conhecimento que em tempos passados não fora capaz de compreender, e agora apressadamente teria que desvendar.

Toushirou empunha a espada contra o quincy que o golpeia com a lâmina congelada. E no embate entre eles, um nome surgiu em sua mente: Kusaka. Outrora aprendera que uma espada era viva e, mais do que isso, escolhia seu próprio dono. Ensinamentos que no princípio não significavam nada, mas agora, poderiam dizer tudo.

Como? Não era algo para ser calculado, mas entendido. Como uma sincronia entre dois seres vivos, no qual a vontade de um é a vontade de outro, quando a vontade do dono é a vontade da zanpakutou, transportada para a mesma e representada por ela. A capacidade de cortar a rocha mais maciça e ao mesmo tempo não fazer nenhum mal a mais frágil das folhas.

Mas... como adquirir tal capacidade? Seria capaz de confiar completamente em sua vontade e em sua zanpakutou, unindo-as de forma a atingir seus objectivos? Mas não era hora para dúvidas e incredulidades, teria de acreditar... Tornar a espada uma verdadeira extensão de seu desejo e de sua vontade para superar todos os obstáculos e dividir oceanos em seu caminho, se assim for preciso.

- Achas mesmo que bankais não tem alma?

O quincy esquivava de um golpe com dificuldade, parecia que seu poder enfraquecia mas não entendia o porquê. À medida que que a luta avançava ele sentia o seu poder abandoná-lo, até que por algum motivo cai no relvado. Quando olha para suas costas, as suas asas sumiram! Ele encara o shinigami e incrédulo vê o capitão com a sua bankai completa.

- Toushirou recuperas-te os teus poderes!

- Como é possível...?

- Quem sabe... Talvez a minha bankai só queira voltar para mim.

A morena estava radiante mas estranhou a transformação de Toushirou… Estava diferente, por um momento lembrou-se daqueles monstros que combatia enquanto era viva. Um hollow. Não que tivesse ficado com medo, só ficou surpresa. Seria o Toushirou tão forte assim como aparentava ser? Como se fosse uma resposta, a reaitsu densa do capitão começou a sufocar a Kurosaki que agachou-se no chão, reconfortando-se com o seu próprio calor.

- Já faz tanto tempo que não ouvia a tua voz. Bem-vindo de volta… Hyourinmaru.

Karin sentia o vento bagunçar o gelo nas suas vestes, e seus cabelos negros soltaram-se. A morena olhou outra vez para o albino que parecia regenerado.

- Então este é o poder de um capitão do Gotei 13…

Toushirou desviou facilmente de outro ataque do quincy. Agora que recuperou a conexão com a sua zanpakutou, a diferença de poderes entre eles era incansável. O albino ergueu o dragão de gelo contra o adversário, finalizando o golpe.

- A flor em forma de cruz é o brasão da Hyourinmaru… Desculpe não ter sido um pentagrama.

Um tumulto em forma de flor de gelo, o pesadelo dos inimigos do Capitão Hitsugaya.

Mestre, a Karin-dono…

Ao escutar o nome da morena em sua mente, o albino virou-se na direcção da morena, encontrando encolhida no chão, arfando de frio.

- Karin!

Toushirou usando o shunpo, apareceu de imediato ao lado do corpo gélido, aconchegando-a contra o seu peito. O capitão sentia-a tremer em seus braços, alimentando a sua culpa. Durante anos ele não descontrolava desta forma o seu poder espiritual, sempre o mantivera controlado.

Memórias invadiam sua mente, do motivo para ter-se tornado shinigami. O seu descontrolo na época fez com que prejudicasse a pessoa que mais amava no mundo. Ele tornou-se shinigami para proteger todos ao seu redor, mas principalmente a sua vovó em Rukongai. E agora focara-se com tanta intensidade no inimigo que se esquecera das consequências para a pequena Kurosaki.

- Droga, aguenta firme Karin. Vamos agora ter com a Unohana-taicho!





Karin espreguiçava os músculos doridos penosamente. Os olhos ónix esmiuçavam tudo o que seu campo de visão permitia. A morena não sabia como fora parar naquela cama, a última coisa de que se lembrava fora que Toushirou vencera a luta. Suspirou permitindo-se relaxar, provavelmente estaria a ser vigiada no quarto esquadrão. A pequena claridade que adentrava na divisão pela pequena janela arrancou a shinigami de seus devaneios, admirando a lua minguante.

Quantas vezes não olhara para o céu, por estar ocupada em seus pensamentos? Sempre acorrentada à enfadonha rotina, nunca perdia uns míseros minutos assistindo o amanhecer. Contudo ela poderia implementar uma nova rotina com o seu capitão, ambos poderiam contemplar esse espectáculo da natureza, juntos. Não foi assim que acabaram se conhecendo? Apreciando o pôr-do-sol? Apesar que ela preferia assistir o amanhecer ao seu lado...

O pôr-do-sol era lindo porém melancólico, o despedir do dia. Como se o dia tivesse acabado e nada mais se pudesse para remediar. Por outro lado, o amanhecer era símbolo de esperança de um novo dia, um dia em que podia-se fazer tudo. A morena quis gargalhar de seus próprios pensamentos mas conteve a sua vontade, concluindo num leve murmúrio as suas recordações.

- Este não é o melhor lugar para observar o céu.

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Dom 5 Out 2014 - 22:06

Hyourinmaru, seu lindo, finalmente voltou pro Toushurou!! <3<3<3<3<3<3
Amei o capítulo (embora eu tenha ficado extremamente apreensiva com a Karin virando um picolé), ficou excelente. Espero ansiosa pelo próximo.

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