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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Qua 24 Set 2014 - 14:47

Notas da Autora

Oe, oe!
Bem a pedido de Hiyoiwa-chan eu fiz um capitulo especial para a Matsumoto e Gin. Espero que gostem uma vez que nunca escrevi sobre este casal, mas sempre há uma primeira vez, não é?
Peço desculpa a quem não gosta deste casal... Podem passar à frente. Este capítulo não altera em nada o enredo principal. É mais uma dedicatória a este casal que teve um fim trágico (mas nãos e preocupem, que isso não vai acontecer com HitsuKarin eheh).
Já agora, queria pedir que lessem enquanto ouvissem a música Torn Apart, um instrumental de Bleach.

Boa leitura*

Capítulo 13 - Aconchegada nos Braços da Morte



“Eu fiz daquele amor

o meu sonho maior

Minha razão de tudo

Foi pouco o que restou

De tanto que existiu

Recordações e nada mais.

O que restou, recordações

E nada mais.”

(Roberto Carlos)





Soul Society




Matsumoto estava submersa em suas lágrimas, símbolo do seu sofrimento. Sua fraqueza escorria livremente pela pele bronzeada. Ela sempre sorria alegremente para todos, um sorriso oco. Era nisso que ela se transformara depois de ele partir. Entregou o seu coração a um traidor e este foi embora. Mas mesmo sendo um traidor, ele sempre fez o impensável para a proteger, sempre velou pelo bem dela.

Admirava pela pequena janela a densa noite, procurando os requisitos do brilho da lua, camuflado sob as nuvens, ou será que procurava o brilho perdido dos seus olhos? Duas esferas profundamente azuis, invejando o próprio céu.

- Gin…

Entregou-se ao sofrimento agudo. Ela conhecia a vida sem amor. Entendia o esforço para se levantar todos os dias com um sorriso no rosto e agir como se nada fosse… Ela não queria que Karin ficasse amargurada como ela para o resto de sua enfadonha existência. O pior é quando perdemos a esperança, quando o nosso coração em farrapos deixa de existir… Quando já não há concerto porque essa pessoa não existe mais. Quando a pessoa que nós amamos levou o nosso coração com ela, abandonando-nos no vazio da solidão. Karin ainda podia lutar e vencer. A ruiva lutou e perdeu, porém, ao menos não irá consumir-se no arrependimento, ela tentou. Pode não ter obtido o resultado esperado mas empenhou-se na sua busca para a vitória fracassada. Sair derrotado sem lutar é a pior das derrotas, pelo menos isso esse sentimento é desconhecido para ela.

Era tarde, hora de repouso, e ninguém iria ouvir os gritos e soluços de agonia que jorravam de sua garganta crua. Quentes, lágrimas de raiva logo derretiam em gritos de saudade e tristeza quando ela estava deitada no chão, rosto contra o indomável frio.

Ele nunca lhe dizia para onde ia, ele nunca a mandava esperar por ele… Porque se ela tivesse essa certeza de seus lábios ficaria parada naquele mesmo lugar aguardando por ele. Sempre se revoltou com esse gesto, com o seu silêncio, agora conseguia compreender. Ele sempre a protegeu. Agora que ela sabia para onde ele foi e que ele nunca mais voltaria, a mágoa era insuportável. Por que ele teve que partir? Porque o final deles não podia ter sido diferente? Porque seu coração escolheu entregar-se para o vilão?

Eles constantemente disseram adeus um ao outro… Mas ela nunca se incomodou muito com isso, desde que esse adeus nunca fosse o último. Eles sempre voltavam-se a reencontrar um dia e por isso ela suportava as despedidas. Mesmo sofrendo, aguentava. Mantinha-se firme até o seu retorno, para o receber calorosamente em seus braços, sempre abertos e estendidos para o misterioso homem.

Sombras engoliam-na na escuridão, uma escuridão que a levava a ele.

Seus gritos era como uma canção do desespero.

Lágrimas jorravam de seus cristalinos olhos azuis, mas não eram suficientes para expressar as trevas que a cobriam. Aninhava-se na escuridão, como uma menina indefesa.

O capitão nunca respondeu a suas perguntas, ele partiu sem deixar nada. Egoísta. Partiu levando tudo com ele, e deixando a ruiva sem nada. Só uma lacuna. Um coração desabitado.

Gin. Por de trás dos olhos azuis pálidos, para além de um sorriso largo, residia tanto um assassino como um amante. Qual das duas facetas fora sua verdadeira face? A tenente do décimo esquadrão não sabia responder essa pergunta (aliás não conseguia responder a nenhuma), mas confirmava com convicção que ela conhecia a faceta da paixão abrasadora. Sempre a defendendo, até dela própria. Ele a amparava das suas fantasias, do universo que ela elaborava utópica, um mundo cuja base era a relação inaceitável deles.

Era difícil respirar. O ar tornara-se demasiado espesso, a reaitsu quente a rodeava como um oceano, agarrando água pesada escura em suas pernas, apertando seu peito como um abraço mortal. Rangiku estava a sufocar, olhando para o nada. Imaginando que o nada, era ele.

Com o último suspiro de Ichimaru Gin, quando o seu hálito tórrido viajou para sua orelha, a shinigami sentiu o mundo ao seu redor desmoronar-se em cinzas. A mente da ruiva nublou enquanto seu coração era preenchido por uma penugem obscura, arrasando toda a sua coragem, enchendo seu peito de frieza. A ruiva estava sozinha, enterrada em escombros de sonhos despedaçados. Suas lágrimas salgadas manchavam-se com o sague do traídor. Chorava em silêncio enquanto ele morreu nos seus braços.

A sombra de Gin sempre a perseguiria…

A figura dele estendida no chão, perdido no seu próprio sangue, a corromperia em pesadelos…

Era inevitável olhar na penumbra e não procurar no meio do crepúsculo a sua fisionomia sorridente…



FLASHBACK ON

GIN POV



- A onde vais, Gin? Esse uniforme é de um shinigami? Onde o arranjas-te?

- Eu tomei uma decisão… Me tornarei shinigami. Me tornarei shinigami e mudarei as coisas. E assim tu… Não terás de voltar a chorar nunca mais, Rangiku.

- Gin!

Mas falhei.

No final não pude te devolver o que te arrebataram, Rangiku.

Fico feliz por naquela altura me ter desculpado.



FLASHBACK OFF





Adeus, Gin.

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Ter 30 Set 2014 - 9:08

TT^TT esse capítulo foi tão lindo. Sou simplesmente apaixonada por esse casal.
Simplesmente amei esse capítulo, sendo ele filler ou não (e não posso negar que me senti um pouco angustiada com toda essa melancolia vinda de Rangiku).

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