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 A História de Karin

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AutorMensagem
Rukia-nee-san
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Personagem Favorito : Toushirou H.
Anime Preferido : Bleach, Fairy Tail
Localização : Terra do Nunca
Idade : 21
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MensagemAssunto: A História de Karin   Dom 14 Set 2014 - 0:31

AVISO: Eu e a Tia-san fizemos uma oneshot HitsuKarin, eu publicava aqui mas como não é só minha não acho que tenha esse direito.

Nome:  Dreaming of Dragon
Sinopse:Ela olhou em volta procurando-o em todos os lugares com a esperança de encontrá-lo teclando no seu pequeno telemóvel ou olhando para o céu. Porém, ela só o encontrava em seus sonhos.
- Kurosaki Karin…
- O que você quer comigo?
Ele flutuou para mais perto dela, falando em seu ouvido, mas por algum motivo as palavras não fazem sentido, não passavam de ruídos.
- Kurosaki… Acorde.
Link: http://socialspirit.com.br/fanfics/historia/fanfiction-bleach-dreaming-of-dragon-2464702


--x--x--


Capítulo 10 - Gelo que Queima


“Por detrás da máscara de gelo que as pessoas usam, existe um coração de fogo.”

(Paulo Coelho)





Outra Dimensão Desconhecida



Toushirou sentia-se desnorteado, completamente perdido. Ao redobrar a consciência, abriu os olhos turquesa vagarosamente, encontrando uma profunda escuridão. Parecia que seu corpo pairava, coberto pelo manto negro desconhecido.

- Onde estou?

Doía falar, suas palavras pesavam por quererem sair, rasgando sua garganta que ardia pela secura. Desgostoso, não reconheceu sua própria voz ao pronunciar-se. Uma amargura importunou o albino com as recordações antes de desfalecer. Ele perdera a sua bankai. Ceifaram seu melhor amigo, seu único conselheiro.

- Eu não sinto a Hyounimaru.

A relação entre eles não se limitava a uma conexão de mestre e zanpakutou, era um laço mais forte que os unia: amizade. Nunca era fácil de aceitar a condenação de uma amizade, sobretudo se esta fosse uma fraternidade cultivada durante anos.

Como um estrondo, o capitão recordou-se de algo vital. A presença que nunca o desamparou. Sim, ele a sentiu. Ele identificou a reaitsu da Kurosaki escondida na penumbra, como uma sombra aguardando, prestes a atacar quando ele necessitasse. Antes de cair inerte no pavimento e de se alienar à obscuridade, ouviu sua sonora voz clamar por ele. Não deixou de anotar que ela gesticulou o seu nome brandamente, e não o tratou pelo apelido. Não suporia que esse detalhe um dia o iria agradar, logo ele que combateu para ser tratado com reverência. Até à sua amiga de infância exigia isso, mas à sua doce morena não. Já não lhe importunava, aliás duvidava que algum dia isso lhe tivesse realmente incomodado.

Seu nome ser pronunciado pela harmoniosa voz acariciava seu espírito, o apaziguava. Um sorriso brotou nos lábios do shinigami mas brutalmente se desfez. Originando uma expressão de horror na face masculina, ela estava a combater contra o inimigo. Ou pelo menos era isso que ele supunha. Quanto tempo estaria ele ali? Tinha que voltar, e decifrar essa situação.

Poderia não ter seu fiel nakama ao seu lado, mas ela sempre estaria lá por ele. E ele tinha que lutar por ela, não a podia desamparar. Não podia ou imaginar sequer vê-la sofrer, e se tivesse que padecer ao menos que ele pudesse ser seu amparo. Queria ser ele a limpar as finas lágrimas que a jovem derramasse, que fosse no seu ombro que ela chorasse, e não de outra pessoa.

Ele voltaria. Enquanto ela existisse, ele sempre retornaria para ela. Nem a morte poderia impedir isso, porque o motivo para o fazer viver era muito mais forte do que as próprias trevas.

- Estou a ir, Karin.





Soul Society



A morena de olhos ónix vislumbrava o albino, não desviando seu olhar dele. Afagava ternamente os cabelos brancos, com um apaixonado sorriso no rosto, remexia neles enquanto brincava com os cabelos rebeldes nos seus dedos.

Uma lágrima calorosa escorria pelo semblante desgostoso da morena, porém ela não a impediu de fluir. Era inútil o seu esforço para a impedir, a pequena lágrima sempre vencia. Olhava apaixonadamente para o rosto adormecido, reparou que há a respiração alterou-se desde alguns minutos. Não que estivesse descontrolada ou algo que a pudesse alertar, mas estava menos serena, parecia mais controlada. Talvez fosse imaginação da sua cabeça.

Ao escutar vozes do lado de fora do quarto, conversando, alarmou-se. Decidindo estancar a sua carícia. Temia que alguém a visse e retirasse conclusões precipitadas, por exemplo que eles tivessem alguma relação. Como emendaria esse problema? E ele? Provavelmente seria repreendido pela suposta relação afectiva com uma das suas subordinadas. Ou pior, ele podia despertar e capturá-la no momento em que remexia no seu cabelo tentador. De que jeito iria aclarar aquela circunstância, isto se não morresse primeiro de vergonha.

- Não pares, estava tão bom.

Karin sobressaltou-se, quase caindo da cadeira em que estava sentada. Dirigiu sua atenção para ele e constatou duas profundas esmeraldas a mirarem, adentrando sua alma. Por momentos temeu que ele conseguisse ler seus pensamentos e decifrar seu coração. O rubor espalhou-se por seu rosto, governando nas suas bochechas.

- Capitão!? Desculpe eu estava só…

- Shiiu, falas muito Kurosaki.

Perante o olhar do shinigami, a pequena Kurosaki sentiu as palavras baralharem-se entre si. Estava ruborizada por ter sido agarrada na sua acção obscena. A jovem surpreendeu-se ao sentir o um dedo contra os seus lábios, silenciando-a. Uma descarga prazerosa percorreu toda a sua coluna. Cerrou os olhos, gozando e apreciando aquela sensação, não detectando a aproximação do shinigami. Somente quando sentiu os lábios dele contra os seus é que apercebeu-se do ocorrido. Devido ao espanto, almejou abrir os olhos mas não o fez, comprimindo a sua vontade e aproveitar aquela sensação delirante.

Um carga elétrica percorreu o seu corpo de ambos. Com um simples toque, um roce com os lábios dele… Os lábios do albino eram gelados, porém ardiam. Gelo que queimava. Curioso como essa percepção não lhe fora transmitida quando ela tomara a iniciativa de sequestrar os lábios do capitão entorpecido.

Os lábios carnudos do capitão activam os receptores de temperatura na morena, começando a sentir uma ardência. Não havia uma queimadura de facto, e sim a sensação que o gelo queimava. Era um sentimento, não um facto. A pequena Kurosaki perdia-se naquele ardor aprazível. Desejando ser consumida pelas chamas do albino.

Não aprofundavam o beijo, unicamente encarceravam-se, saboreando aquele contacto. Com as maças do rosto inflamadas, Karin travou o beijo, mesmo com os protestos de seu próprio corpo. Toushirou estava ferido, com seu pulmão perfurado, certamente ele já teria com dificuldades em respirar. Um silêncio incómodo possuiu a sala. A morena tinha os lábios entreabertos, tentando assimilar o que acabar de suceder. Organizava as ideias pronta para manifestar-se e quebrar aquele ambiente constrangedor que se apoderou deles. Porém, o ruído da porta a impede de prosseguir com os seus desígnios, estupefacta pela presença da pessoa que entrara.

- Yôo Shiro!

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