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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Sab 20 Set 2014 - 15:39

Capítulo 11 - Zombarias do Destino



"As coincidências às vezes são soluções que a vida encontra para mudar o rumo da história."

(Miguel Falabella)






Soul Society



- Shiro-shiro! Quanta nostalgia… Eu bem disse que te tornarias o próximo capitão do décimo esquadrão.

A voz burlona preenche a mudez que acomodara-se em todo o aposento segundos atrás. Os dois shinigamis encaminharam seus olhares para o homem que invadiu a sala, com um sorriso debochado estampado no rosto.

- Capitão Shiba!?

Toushirou sobressaltou-se com a voz conhecida, e ao encarar a alma ficou incrédulo com o que via. Depois de tantos anos, perdera completamente a esperança de reencontrar o seu antigo capitão.

A morena não encontrava-se menos estupefacta. Estava atordoada pela presença de seu pai. Certo, que já tinha conhecimento de que ele fora um shinigami do Gotei 13, mas nem nos seus melhores sonhos cogitou que fosse um capitão. E houve algo que atraiu a atenção da jovem, a sua presença foi por momentos ignorada. Era como se só eles os dois estivessem ali. Decidiu pronunciar-se, expondo a sua presença.

- Como…? Como se conhecem?

O vento soprava desfavoravelmente contra a janela do quarto. A pequena Kurosaki pensou que sua pergunta iria ser ignorada, carente de resposta. Iria voltar a questionar ser pai, mas fora interrompida pelo som trémulo provocado pelo albino.

- Ele foi o meu capitão.

Não era visíveis quaisquer alterações na expressão do jovem capitão, porém era perceptível que aquele encontro com o passado remexera consigo. A prova disso foi ele não ter reparado, que Karin também conhecia aquela identidade. Não notou a semelhança física entre os dois: cabelos negros como a profunda noite, mas com um brilho intenso, como se fossem iluminados pelo luar. Olhos ónix, como se consumissem quem os olhasse nas suas profundezas negras mas ausentes de frio. Um olhar cálido, caloroso.

Karin, por sua vez, continuava a assimilar a informação recentemente adquirida. Olhava acusatoriamente para seu pai, que se limitava a sorrir despreocupadamente, com os braços cruzados. Um calor demoníaco contornou a suave cara da pequena shinigami, as acções folgadas do ex capitão alimentavam a fúria interna da morena.

- O QUÊ? Impossível… Como nunca me contas-te isso velho!?

- Isso não é forma de falares com o teu pai, Karin.

Isshin Kurosaki continuava a rir das expressões irritadas de uma de suas adoradas filhas, um de seus maiores tesouros. Agia serenamente, contrariamente ao que costumava ser no Mundo Real.

- “Pai”?

O albino sussurrou sem acreditar. Olhava cético para aquela discussão, e decidiu comprovar com seus olhos observadores o que seus ouvidos escutavam. Analisou fisicamente os dois e era obrigado a reconhecer a semelhança entre eles os dois. Mas o que ele distinguiu como idêntico foi o sorriso, aberto e descontraído. Expôs um pequeno sorriso de canto, como nunca percebeu isso antes? A resposta estava exactamente nos lábios dela. Agora entendia a força colossal do substituto de shinigami, compreendia as incríveis habilidades da Kurosaki mesmo sendo uma novata. Ela de facto não tinha tanto poder como o irmão mais velho, mas tinha outra coisa que pelos vistos herdou de seu pai. Destreza e perspicácia. Ela tinha o dom de manter-se calma durante uma luta, analisar o oponente, raciocinar, elaborar um plano rapidamente e contra-atacar. Mesmo que ela não tenha um poder espiritual elevado como o inimigo, ela o poderia vencer. Essa é uma peculiaridade muito mais difícil de obter que a própria bankai. O peito musculado e enfaixado inflamava-se de orgulho de sua pequeno. Suas divagações logo foram interrompidas pela articulação do shinigami fugitivo.

- Toushirou eu agora chamo-me Kurosaki Isshin, pai de três filhos rebeldes que…

O líder da família Kurosaki foi atirado contra a parede, que fez um pequeno buraco na mesma. Um pouco atrás via-se uma Karin com uma perna erguida no ar, e com três veias saltando de sua testa.

- Deixa de dizer disparates, velho.

O moreno mais velho elevou-se, repreendendo barulhentamente a atitude de sua filha e acusando-a de não gostar mais dele. Karin ampliava ainda mais o volume de sua voz, censurando o que o pai havia de chamado a ela e aos irmãos. A morena concluía o seu pequeno sermão chamando-o de idiota.

O capitão de gelo observava o homem que um dia foi capitão, chorar e lamentar a dor de ter uma filha ingrata. Não achou correcto interferir naquela conversa pouco civilizada, limitando-se a suspirar pesadamente pela situação. Temia o inferno que seria viver debaixo do mesmo tecto com eles, afinal naquela “reunião familiar” ainda estava ausente a irmã gémea da morena e o mais complicado membro daquela família louca: Kurosaki Ichigo.

O albino não evitou sorrir perante a coincidência, apaixonar-se por uma morena irresistível, justo ela que era uma das filhas de seu ex superior. Como o mundo era pequeno… Mesmo o seu capitão tendo desaparecido, refugiando-se num outro mundo, eles voltam a estar ligados pelas coincidências da vida. Parecia que ele estava condenado a aturar aquele homem para o resto de sua vida. Assim como Karin, estaria interligada com os capitães. Seu pai fora um, seu irmão poderia vir a ser (muito certamente), e ele também era um capitão. Não sabia bem o que definir-se, qual a relação que possuía com a jovem morena?

O jovem capitão nunca acreditou em alguém supremo que guiasse o destino, e continua a não aceitar essa ideia. Mesmo que seja verdade, mesmo que esteja presente uma prova desse poder na sua frente, não acreditava. “Enxergando ou não, se não acreditar, é a mesma coisa que não existir.” (Bleach, episódio 1, Kurosaki Karin)

Ele cria na sua possibilidade de conduzir as suas escolhas, na sua responsabilidade perante as consequências. Ele não era só um capitão de um dos treze esquadrões da Soul Society, ele era capitão da sua vida.

Perdido em pensamentos, o albino recobrou a consciência para um detalhe importante. Podia parecer um plano absurdo mas tinha que tentar, não podia ficar acorrentado ao passado para sempre. Tinha que libertar-se para encarar o presente, e para depois enfrentar as batalhas do futuro.

- Kurosaki-san. Tenho que lhe pedir algo.

Os olhos turquesa brilhavam intensamente, transmitindo toda a determinação daquele jovem guerreiro. Ele endireitou-se na cama, colocando-se humildemente de joelhos. Aplanou o seu tronco, e com a cabeça suavizada, cerrou os olhos. Implorando para que o moreno o pudesse ajudar no seu dilema.

- Peço que me volte a treinar Kurosaki-san. Minha bankai foi roubada e com isso toda a minha conexão com a Hyounimaru foi sugada. Neste momento não passo de um espadachim vulgar. Preciso que me treine, começando pelo básico.

- Toushirou…

A morena fitava o albino, atónita e orgulhosa. Mesmo com dores no corpo, mesmo tendo um cargo de capitão, ele agia modestamente. Reconhecia o talento de um homem que fugiu para o Mundo Humano abandonando a sociedade pela qual trabalhava, de um ex treinador. Não se entregou à arrogância de ele ter conseguido alcançar o seu antigo cargo, não se exibia nem se considerava superior. A situação era o completo inverso.

- Depois da luta contra Aizen, eu treinei arduamente a minha bankai… Até ela se transformar uma "verdadeira bankai", porém ela foi roubada. Tenho que deixar de pensar no que foi perdido. Não há tempo para sonhar sobre algo que não vai voltar. Eu preciso olhar e seguir em frente.

Isshin sorriu satisfeito, como se esperasse essa atitude do seu antigo terceiro oficial. A morena olhava expectativa para o se pai, e sorriu aliviada ao encarar a expressão tranquila dele.

- Acho que vamos voltar aos velhos tempos, né Shiro?

Uma veia latejava na cabeça do albino pela dicção do apelido. que o atormentou durante a sua infância e que continuava a persegui-lo, a perturbá-lo.

- É CAPITÃO HITSUGAYA!

Karin gargalhava pelo ocorrido, tentava conter as lágrimas e a dor de barriga… Mas quanto mais empenhava-se em moderar, mais inflamava a sua vontade de prosseguir. Curioso que quando esse apelido era dito pelo seu pai nem soava desagradável. Pelos vistos essa alcunha só era enjoativa vindo directamente dos lábios dela...

- E então, quando pretendiam contar-me?

A pergunta apanhou desprevenido o casal de shinigamis. Não compreenderam a indagação do moreno mais velho. Entreolharam-se, desvelando a compreensão daquela interrogação inoportuna.

- Que expressões são essas? Obviamente falo do vosso namoro, ou pensam que eu não vi a cena anterior, crianças ingénuas? Bem que estavam distraídos mas baixar a guarda desse jeito senhor capitão, fracamente…

Toushirou sentia seu rosto queimar. Esperou disfarçar seu incómodo com o leve cobertor. Relembrou-se da faceta travessa do shinigami. Levou uma mão aos cabelos, bagunçando-os. Como não percebera a reaitsu dele? Pior, como não identificou que alguém os observava num momento íntimo? Karin sentia seu corpo congelado, mas ardendo. A ardência do rubor bloqueou seus movimentos corporais, incluindo a respiração. O estado do casal apaixonado só piorou com a sonora gargalhada do antigo capitão.

- Crianças, crianças vocês tem muito que aprender. Começando por evitarem-se agarrar num sítio onde todos vos podem ver.

Karin ardeu de vergonha pelos comentários desagradáveis de seu pai. Um velho tarado, era isso que ele era. A morena exaltou seu potente punho comprimindo, contra a face avermelhada de Isshin, fazendo-o voar longe.

- Velho maldito!





“Quem cora já está culpado; a verdadeira inocência não tem vergonha de nada.”

(Jean-Jacques Rousseau)


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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Ter 23 Set 2014 - 9:10

Pobre Isshin, não tem noção de quando ficar calado huehue
Pobre Karin, foi flagrada no ato pelo pai... e provavelmente vai ser zuada pelo resto d vida por ele.... huehue
Simplesmente amei esse capítulo! Amei o clima de humor que predominou nele, mas já era de se esperar com o encontro de dois Kurosakis.

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