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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Seg 22 Set 2014 - 16:04

Notas da Autora

Oee Minna!
Quero alertar que o título deste capítulo não é da minha autoria e sim da fanfic da bela escritora Megu Rinne!

Boa leitura*

Capítulo 12 - Snow Crystal


O amor é inseparável da morte. Sabes que amas porque te esqueceste de que existes; porque morreste para ti mesma, para viveres naqueles que amas. Se eles estiverem bem, então tu estás bem, ainda que estejas mal. Amar é dares-te. É não pensares em ti. É não quereres saber dos teus gostos, do teu bem-estar, do teu descanso, dos teus projectos, do teu futuro, por andares muito ocupada em construir aqueles que te rodeiam. É veres nessa morte para ti mesma o sentido e a plenitude da tua existência. Quanto mais deres de ti, quanto mais te doer o teu amor, mais alegria terás. E mais paz. Porque amas mais.

(Paulo Geraldo)





Soul Society



- Moyasu, Engetsu (“Queime, Lua Cruel”)!

O albino esquivou majestosamente do ataque. Progredia a cada investida. Ao início mal previa as investidas do antigo capitão… Por sorte, o shinigami moreno não começou por atacá-lo com a shikai, caso contrário ficaria gravemente lesionado. Estava satisfeito por conseguir escapar facilmente de seus ataques. A prática leva à perfeição.

- Toushirou eu sempre soube que eras habilidoso. Desde que te conheci tive a certeza disso, mesmo ainda sendo um pirralho que era praticamente da altura do meu joelho.

Uma estrondosa gargalhada ressoou pelo campo de treinamento do décimo esquadrão. O jovem capitão fervia de raiva, a teste levemente enrugada, com três veias visíveis pulsando. A estatura era o seu ponto fraco, mesmo já não sendo um garoto propriamente baixo.

- Não se pode avaliar a força de alguém pelo sua altura. Assim como não se pode avaliar o poder de uma zanpakutou pelo seu tamanho. Todos controlam o tamanho da sua zanpakutou, caso contrário todos iriam ter zanpakutou da magnitude de arranha-céus.

Um sorriso reconfortante preencheu o sereno rosto. O albino acalmou-se ao encarar o sorriso, memórias do passado preencheram sua mente. Ele sempre simpatizou com o seu capitão, mesmo este sendo desleixadamente preguiçoso. Era um bom amigo e um homem muito sábio que se disfarçava num moleque brincalhão. Mas por vezes sabe bem revestir-se no manto da ignorância e esquecer os problemas. Viver rindo, morrendo sorrindo. Ser livre. Gostaria de por vezes ser assim, espontâneo. Mas sempre fora muito racional, gostava de encarar as coisas do jeito que elas eram. Sem expectativas. Apesar de isso ter mudado desde que ele conheceu uma jovem de cabelos negros, portadora de olhos ónix luminosos.



Uma semana se passou desde aquele episódio constrangedor e atribulado no hospital. Karin pouco, ou nada, via o capitão que conquistou banalmente seu coração, destruiu todas as suas fortalezas em segundos, quando ela demorou anos e anos a construí-las, uma por uma.

O albino treinava arduamente com seu pai, sem cessar. Por vezes assistia os treinos ou ia levar comida para se alimentarem, até isso o shinigami andava se esquecendo. Isso preocupava a morena, acima de tudo ela preocupava-se que a saúde dele ficasse fragilizada, e isso não seria bom para o treino que requeria esforço físico. Mas confiava que seu pai velasse pela saúde daquele albino teimoso..

Nesses dias a pequena Kurosaki encarregava-se de socorrer uma tenente atrapalhada na papelada do esquadrão. Com um capitão ausente, a camada de papéis aumentava drasticamente, obrigando as duas mulheres ficarem aprisionadas no escritório a ler. Por vezes faziam pequenas pausas para descansar, conversando animadas.

A ruiva de encantadores olhos azuis, alargou um sorriso malicioso, olhando acusatoriamente a morena. Esta ficara nervosa, conhecia a mulher avantajada para saber que esta não teria pensamentos agradáveis, sabia que a ruiva seria inapropriada. Como sempre.

- O que foi Rangiku-san?

- Tu e o capitão são tão fofos juntos!

- O quê? Não é verdade!

Gaguejou nervosa. Matsumoto Rangiku tinha a imbatível capacidade de deixar qualquer pessoa encavacada, apreciando o desassossego de suas presas.  Karin estava determinada a tentar conquistar o seu capitão mas não queria criar muitas esperanças e desiludir-se dolorosamente com a queda da realidade. Queria caminhar ao seu ritmo, um passo de cada vez, para não cair e perfurar seu coração cristalino.

- É óbvio que estão apaixonados, Karin-chan!

- Rangiku-san, ele ama a Hinamori. E bem ela o merece depois de tudo… São amigos de infância e…

- Não.

A morena fora bruscamente interrompida pela voz autoritária. Pela primeira vez viu a ruiva firme e austera. Estremeceu com a intensidade da severidade daquele olhar imensamente azulado.

- Ela não o merece Karin. É verdade que eles tem uma forte amizade de infância e que o capitão em tempos a amou, ou pensa isso. Não passou de um amor platónico. Mas foi uma fase que passou e esta bem enterrada no passado. Amor é uma semente cultivada que evolui para uma bela flor, mas ela precisa de cuidados constantemente para não morrer. A Hinamori deixou a flor morrer quando duvidou do taichou sem ao menos o ouvir. De facto ela esteve perante uma escolha devastadora. Ela teve que selecionar entre duas pessoas que amava mas… Ela acreditou numa carta que podia ser falsa, acreditou no traidor sem ao menos ouvir o seu amigo de longos anos e ainda o ataca impiedosamente! Ela nem lhe deu oportunidade para justificar-se, ela não confiou nele. Nenhum deles se amam de verdade. O capitão para a Momo não passa de um substituto de Aizen, um conforto para o seu sofrimento e despeito. E para ele, a Hinamori é uma irmã que deve proteger com a sua própria vida se for necessário. Amar é confiar até na escuridão, até no fim do mundo. Karin, tu podes amar muito o Toushirou mas se não confiares nele, nunca haverá relação que perdure. Amar não são belas palavras, mas gestos simples que transmitem tudo o que sentimos. Tu se vires um beijo de um casal apaixonado, emocionas te, porque observas uma troca de um carinho cheio de sentimento. Se vires um beijo de luxuria, enjoas e vais te embora o mais rápido possível. Porque não havia partilha de amor, e sim desejo carnal.

As palavra singelas da shinigami trespassaram a morena, comovendo-a. Enternecida, Karin permite-se sorrir. Iria entregar-se à esperança, mesmo que fosse se arrepender. Ela agora queria viver aquele sentimento, sorrindo. Mesmo que depois chorasse e lamentasse. Isso seria amanhã, e ela vivia o hoje.

- O amor é um sentimento que está escrito na alma, as suas chamas vivas derretem um puro cristal, por entre as vermelhas rosas e a alva neve.

A ruiva perseguia o seu discurso sensibilizante, voltando a atrair a atenção da terceira oficial que estava embrulhada nos seus pensamentos. As maças róseas da morenas, evoluíram para escarlate. Ela era o fogo que derreteria o gelo de Toushirou? Não, seria o amor dela por ele.

- Karin, se eles se amassem, já estariam juntos antes mesmo de tu surgires na vida do capitão. Se eles se amassem, ela nunca permitiria que esse carinho especial do taicho por ti florescesse. Acredita em mim quando te digo, ele te ama.

- Como podes ter tanta certeza disso Rangiku-san?

- Experiencia própria.

- O ex capitão... Gin?

Karin empalideceu e arrependeu-se amargamente por pronunciar o nome proibido para a mulher ruiva. Seu brilho intenso evaporou, eram dois diamantes sem valor. Temeu que ela se entregasse às lágrimas mas não o fez. Preocupando, de certa forma, ainda mais a jovem shinigami.

- Sim. Mesmo com todas as evidências que provassem o contrario eu confiei nele. E estava certa. O Gin me protegeu, como sempre o fez. Assim como o capitão te protege Karin.

Lembranças dançavam empolgadas na cabeça da jovem. Recordou-se de quando descobriu pelas suas vestes, que ele era um shinigami. Quando seu irmão desapareceu, para ficar mais forte. Foi o albino que a protegeu, não só do hollow no campo de futebol, mas da angústia que a consumia. Daquela tentação de se entregar ao desespero. Ele salvou-a de si mesma. Ela afundava e quando já não conseguia respirar, quando tudo estava perdido, ele surge e a puxa para a superfície.

- Eu tive tantos motivos para não amá-lo… Mas bastou um para eu me apaixonar completamente por ele. Isso é normal?

- Isso é o trabalho do amor.

- Bastou um olhar para eu o amar, e agora só morrendo o posso esquecer… Bem tecnicamente nem isso funciona porque eu já morri e o sentimento só aumentou.

- O amor não tem barreiras… Tu e o capitão estão ligados por um elo muito forte, é indestrutível. Tu podes morrer e reencarnar mas o teu coração sempre será dele, até em outras vidas completamente distintas e vazias de memórias. Sempre ficarão juntos, mesmo que as circunstancias sejam outras. É a força devastadora do amor Karin-chan!

- Não, estás enganada Rangiku-san… Esse é o poder de Toushirou Hitsugaya, um menino do ensino fundamental.

A morena caminhou até a janela apreciando silenciosamente o despedir do dia. Reflectia sobre o pequeno monólogo da tenente. Sobre as suas próprias palavras. E sobre as suas atitudes a partir daquele momento. A lua surgiu acompanhada das cintilantes estrelas, e sem dizer nada saiu do escritório. Atordoada nos seus pensamentos. Não precisava de falar nada, aquela conversa foi o suficiente para ambas. Palavras agora eram descartáveis. Antes de fechar a porta, os cabelos negros esvoaçaram e com um sorriso a morena partiu para o seu quarto.

- O capitão de gelo e a portadora da tempestade juntos… É uma ideia interessante. Neste romance vai surgir uma grande nevada.


Notas Finais


Gomen se o capítulo foi meio chato... Mas eu quis transmitir neste capítulo o porque de eu amar HistuKarin. Eu estou farta de dizer e repito, eu fui HitsuMomo e arrependo-me muito disso. Eu não sou anti-momo. Pelo contrário eu gosto da personagem... Só que ela não é a alma gémea do Toushirou e as suas atitudes provaram isso.
Sobre a frase inicial... não se esqueçam da conversa da Karin com a Matsumoto, e a importância da palavra morte. Lembrem-se da sinopse, eheh.
Espero que tenham gostado. Beijinhos*
Sayonara.

P.S.: Comam muito chocolate que faz bem!

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Seg 22 Set 2014 - 18:18

Eu adoreiii,, Muitoooo! o/ o/
Eu tbm ja fui HitsuMomo, mas me recuperei e me dei conta que HitsuKarin é vida *o*
Lembrar da Morte? isso me deixou intrigada! A Morte e essa proximidade do Amor; As vezes trágico! ^^
PS: Daliii Chocolate o/

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Ter 23 Set 2014 - 9:32

TT^TT Rangiku divou nesse monólogo! Foi tão comovente e tão perfeito!
Eu nunca fui HitsuMomo, já que logo no início do anime eu meio que acabei antipatizando com ela huehue (não é minha culpa se eu não fui com a cara dela... e tudo piorou quando ela traiu o Toushirou por causa do Aizen... embora eu goste do Aizen)
Enfim... excelente capítulo, como sempre. Ansiosíssima pelo próximo!

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