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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Sab 30 Ago 2014 - 4:16

Notas da Autora

Oláa!
Sei que estes capítulos estão a ser um pouco dramáticos mas acho que é normal ser assim... Não vamos esquecer que quem tem uma reaitsu elevada em Rukongai é desprezado (olhem o passado da Rukia, Renji e Toushirou). Espero que compreendam.

Boa leitura  study




Capítulo 2 - Ankoku (Escuridão)



Soul Society




Os primeiros raios solares despertaram a jovem morena que dormia encostada numa árvore. Abriu os olhos preguiçosamente e olhou melancolicamente em sua volta. Não tinha família, era ninguém. Só mais uma que andava pelos cantos.

Levantou-se e procurou algo para comer. Sua barriga doía e sentia o seu corpo amolecer pela fraqueza, a falta de alimento. Procurava com o olhar alguma coisa combustível. Ela pedia por comer frequentemente, mas as almas troçavam dela e nem uma migalha lhe davam. Rebaixada e humilhada ela ia embora. Mas a fome começou a ficar incontrolável e teve de fazer algo deplorável para sobreviver: roubar. Sempre apelava ao bom senso das pessoas em primeiro lugar e se rejeitassem o seu pedido, seria obrigada a usar outro método; como nunca roubava em grandes quantidades. Só o suficiente para saciar um pouco do seu estômago, para a sua garganta não secar de vez.

Ela recordava com nostalgia a comida da sua irmã, sempre preparada e cozinhado com extremo carinho. Sempre considerou isso supérfluo, na realidade nunca deu-lhe o seu valido valor. Agora que perdeu, que conhece outra realidade, aprendeu a valorizar. Ela não conseguia considerar aquilo de vida. Era sobrevivência.

Mastigava os alimentos devagar, saboreando, e principalmente para durar mais tempo, tentava enganar sua própria barriga dessa forma. Queria sua vida de volta, seus amigos. Mas tinha de aguentar e esperar que seu irmão a encontrasse. Mas por um momento não desejou que fosse o ruivo que a tirasse daquele sítio, Rukongai, mas um certo albino. Agora que estava mais perto dele, a necessidade de o ver aumentou. Estava tão perto e ao mesmo tempo tão longe.

De repente viu uma névoa cobrir todo o seu campo de visão, levantou-se alarmada. Olhava em todas as direcções, esperando um possível ataque.

- Karin…

Uma voz serena preencheu os seus ouvidos. Era a mesma voz que a perturbava nos seus sonhos. Não fazia ideia a quem pertencesse. Mas seja quem for a conhecia, e demasiado bem.

- Quem és tu? O que queres de mim?

A sua voz suou como uma súplica. Implorava mentalmente para que aquele mistério chegasse ao fim.

- O meu nome é …

Nada. Não ouviu simplesmente nada. Como se o nome tivesse sido absorvido pelo seu nervosismo. Sempre era assim. Sempre que dizia o seu nome, não escutava e acordava transpirada, com a respiração acelerada. O seu coração parecia que falhava algumas batidas pelo recente episódio. Bufou frustrada. Mais uma vez continuava com a tortuosa incógnita. Mas algo acalmou dentro de si. Tinha a maravilhosa sensação que aquele massacre estava prestes a chegar ao fim.

Vagava pelas ruas desertas. Não era de estranhar, naqueles sítios havia a predominância de grupos que abusavam da sua força e poder nos indefesos, destacando as mulheres e as crianças. Maldizia-se por não ter-se lembrado desse detalhe antes, se continuasse aquele caminho poderia estar em sérios problemas. E para problemas já bastava aqueles que tinha, não precisava de mais.

- Ei menina, não podes andar por aí sozinha. Pode ser perigoso…

Um homem atrás de si olhava-a cobiçoso, repugnante. Tremeu ao interpretar o que ele queria. Maldiçoou a sua falta de sorte mas observou que ele estava sozinho. Era mais fácil para escapar, sem contar que ela era mais jovem, logo seria mais rápida.

Não esperou nem mais um minuto para começar a correr. Ouviu-o, aquele ser imundo gritava divertido, enquanto a ia perseguindo. Como supunha, ela era mais veloz por conta da juventude mas uma coisa estava contra ela: a sua debilidade física. Isso estava a diminuir tanto a sua velocidade, como a sua resistência.

Uma pedra entrou no seu percurso, bloqueando o seu pé. A morena desequilibrou-se e tombou no chão. Rachou os seus joelhos na areia aguçada. Dando um pequeno gemido de dor. Elevou o seu tronco pronta para continuar o seu destino, quando o seu braço é agarrado violentamente, impedindo-a de sair do sítio onde estava.

Debatia-se inutilmente, aumentando as gargalhadas tóxicas. Karin puxava o seu braço enquanto tentava machucar o homem que a encurralava mas fracassava vergonhosamente. Sentia repulsa de quem a agarrava. Do seu sorriso macabro, do seu olhar perverso...

A morena vagava perdida em suas memórias, tentando arranjar a salvação para aquele problema quando lembrou-se nos dezassete meses em que seu onii-chan perdeu os poderes de shinigami. O que ela aprendeu e o que teve de fazer para proteger a cidade que tanto amava. Aquele loiro, Urahara Kisuke, dono de uma loja humilde. Ele ensinou-lhe alguns hadous para se poder proteger. Ela não era shinigami mas o seu elevado poder espiritual, permitia-lhe isso. Sorriu confiante.

Certo que desde que falecera nunca os voltou a usar, mas esta era uma excelente oportunidade para tentar.

- Ó, Lorde, Máscara de carne e sangue, toda criação, agitação das asas, tu que usas o nome de Homem! Chama ardente e guerra turbulenta, separa os oceanos, se eleva e cai, caminha em frente em direção ao sul! Hadou nº31, Shakkahou (Canhão de Fogo Vermelho)!

Com a sua mão livre, Karin cria uma esfera de energia espiritual vermelha, atirando-a contra o verme que a segurava. O encantamento atingiu o olho esquerdo do homem, cegando-o. Ele grunhiu de dor, largando automaticamente o braço da morena. Ia esbofeteá-la mas ela conseguiu sair, a tempo, do alcance do seu campo de visão.

A pequena Kurosaki escondeu-se num beco escuro, ofegante. Não acreditava no que esteve prestes a acontecer se não fosse os ensinamentos do misterioso shinigami loiro. Certamente, lhe iria agradecer quando o voltasse a ver.

Alguns pingos de suor fluíam livremente pelo seu rosto. As suas pernas estavam trémulas, e seu braço ardia, surgindo uma marca avermelhada da mão grossa que até há pouco tempo a machucava.

Dedicava-se a recuperar o fôlego, voltar à sua antiga tranquilidade que lhe fora drasticamente roubada. Um par de olhos turquesa preencheu os seus pensamentos. E com carinho, revivia cada momento que ela passou junto com o pequeno capitão. Com um sorriso no rosto e embalada em recordações adormeceu.

A névoa voltou a cobrir o corpo magro da jovem inconsciente. A morena alheia ao que sucedia à sua volta, não percebeu que o seu sono fora cuidadosamente velado, para que mais ninguém a machucasse.

- Eu te protegerei, Karin.

_________________
"Pinga, pinga, gota."


Última edição por Rukia-nee-san em Sab 30 Ago 2014 - 12:46, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Sab 30 Ago 2014 - 10:13

TT^TT pobre Karin, está passando por tantas dificuldades TT^TT
Bem feito para aquele cara, merecia perder a cabeça!
Amei esse capítulo!

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