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 The Hell Verse

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AutorMensagem
Rukia-nee-san
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Feminino
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Personagem Favorito : Toushirou H.
Anime Preferido : Bleach, Fairy Tail
Localização : Terra do Nunca
Idade : 21
Data de inscrição : 22/06/2014

MensagemAssunto: The Hell Verse   Dom 10 Ago 2014 - 0:18

Sinopse:
Quando fechei os olhos, a figura de uma mulher penetrou na minha mente. Ela é um pouco pequena, de cabelos morenos e usa um kimono negro. Tem um temperamento alto e uns olhos orgulhosos. Recordo de nossos dias juntos. Dias em que confiávamos nossa vida um ao outro, quando nos cortámos com nossas espadas. Não há forma nenhuma de esquecer-me dela, eu conheço essa mulher. As recordações esculpidas nas profundezas da minha alma estavam a flutuar… Rukia.
- Não devias estar aqui! Por acaso queres morrer?
- Quantas vezes terei de te dizer, baixinha? Eu virei sempre para te salvar.
- Ichigo… Não penso agradecer-te, seu grande idiota.

--x--x--

Notas da Autora

Yôo minna!
Bom eu ainda não tenho a certeza se vou continuar com esta fic, é só um teste.
Esta história baseia-se sobre o quarto filme de Bleach, a Saga do Inferno.

Boa leitura*

Capítulo 1 - Prólogo - Uma Versão Diferente

- Droga… Outra vez não.

Um ruivo estava estendido no chão, ensanguentado, enquanto olhava ao redor, tentando captar algo entre a densa neblina. Por sua testa fluíam diversas gotículas de suor, caminhando livremente por seu rosto até o seu queixo.

Os gritos abafados de seus amigos perfuravam seus ouvidos impiedosamente. Uma voz zombeira, porém surgiu entre as chamas infernais.

- Como te sentes rapaz? Qual é a sensação de morrer?

- Na verdade, praticamente o mesmo que todas as outras vezes.

O homem sorriu macabramente ante a resposta irónica da presa. Caminhou lentamente até o ruivo abandonado, embrulhado no seu próprio sangue, e sadicamente agarrou no queixo do substituto de shinigami, obrigando-o a encará-lo. Um sorriso travesso brotou em seus lábios, reparou quando o ruivo se aterrorizou de medo pelo contacto. Viu seu olhar repleto de medo, isso alimentou o gozo ao misterioso homem. E sussurrou pausadamente, torturando psicologicamente o shinigami, palavras de despedida que machucavam mais do que qualquer lâmina afiada.

- Ela pertence a mim, rapaz.



I&R



Um mês atrás



Ichigo Kurosaki revirava-se na sua cama aconchegante, ainda sonolento, tentado ficar longe de tudo o que o cutucava, porém a insistência prosseguiu. Preguiçosamente, o ruivo abriu um olho encarando a pequena morena, vestida com um pijama do adorado coelho Chappy, com suas esferas violetas determinadas. Rabugento, voltou a afundar as madeixas alaranjadas na almofada, numa tentativa fracassada de adormecer novamente.

- O que queres?

- Estou aborrecida.

Se Ichigo não estivesse exausto por ter caçado hollows no dia anterior, ele com toda a certeza teria estrangulado a miniatura de mulher por o ter acordado daquela maneira, por aquele motivo ridículo.

- E depois?

- Como assim “e depois” idiota!? Vamos fazer qualquer coisa, já são três da tarde. Está mais que na hora de acordar, seu preguiçoso!

Ichigo sentia veias saltarem da sua testa. Mas tentou permanecer calmo, falando pausadamente.

- Rukia… Em que época do ano nós estamos?

- Que raio de pergunta é essa Ichigo? Estamos no Verão!

- Exactamente. E o que isso significa neste período de tempo?

- Férias?

- Certo. E o que são férias para ti, maníaca?

- Repete isso morango azedo!

- Responde à maldita pergunta!

- Ora saímos e vamos nos divertir, obviamente.

- Errado, férias foram feitas para dormir. Ficar na cama até mais tarde. Devias tentar fazer isso.

A pequena Kuchiki ficou tingida de vermelho, enquanto apertava os punhos fortemente. Estava sufocada pela intensidade da pura preguiça de um adolescente nas férias de Verão.

- Estás a dizer-me que pretendes “aproveitar” todo este período de paz, que tanto esforças-te a ganhar derrotando o Aizen, dormindo?

- Sim. E não te preocupes, tenho a certeza que esta paz não acabará tão cedo.

Ichigo sentou-se da cama, abrindo um dos seus maiores sorrisos para ela. A pequena shinigami ruborizou, não queria admitir o impacto que aquele ruivo tinha sobre si. Mas isso era inevitável, todas as suas fortalezas eram facilmente derrubadas por um simples sorriso dele. A firmeza no seu tom era o suficiente para acreditar cegamente nele, mas estranhamente havia algo que inquietava seu interior, alertando-a sobre a impossibilidade da veracidade nas palavras do rapaz.

- Tenho minhas dúvidas…

Sussurrou para si, contudo fora alto o suficiente para um determinado ruivo ouvir e erguer uma sobrancelha, incrédulo pelas palavras da Kuchiki. Ichigo agarrou na sua almofada e com uma excelente pontaria atirou o objecto contra a face da mulher, que oscilou, caindo duramente no chão.

- Ichigo! Que diabos…

Descrever o estado da morena como furiosa era um eufemismo. Ela nunca esperou ser agredida por um travesseiro quando tinha pensamentos tão sérios como aquele. E para completar o quadro, o Kurosaki estava longe de ser apologético. Estava ocupado demais rindo descontroladamente da raiva dela.

- Relaxa Rukia. Qual é a vantagem da paz se não a souberes aproveitar?

Rukia permitiu-se sorrir, mais branda. Contudo não deixou de reparar na guarda baixa do portador de olhos castanhos. Rindo maliciosa, a morena pegou na almofada que a derrubara impiedosamente, atirando-a de volta contra quem a atacou.

- Eii! Não podes fazer isso!

- Ah, é mesmo? Acho que já o fiz morango estragado.

- Baixinha… Acabas-te de cometer um grave erro.

Os sons da luta chegaram dentro do roupeiro, onde Kon repousava. E depois de alguns minutos, o urso de peluche abriu a porta gritando furioso.

- Será que as crianças podem fazer pouco barulho? Estou a tentar dormir!

O casal travou a guerra de travesseiros por breves momentos, e depois de trocarem alguns olhares conspiratórios, sorriam maquiavélicos, antes de acenarem com a cabeça, concordaram em silêncio. Kon, reparando que a atenção dos shinigamis voltou-se para si e vendo seus sorrisos travessos, tremeu de medo, recuando para dentro do roupeiro. Mas isso seria algo que a alma modificada nunca iria admitir. E ousou questionar com uma falsa bravura.

- Porque estão a olhar para mim assim? O que estão à procura? Espera, parem! Isso dói, seus malditos idiotas... Vocês me pagam! Aahhh! Socorro!



I&R



Na Soul Society, no Sexto Esquadrão, o capitão Kuchiki e o seu tenente partilhavam uma chávena de chá, saboreando a tranquilidade que reinava no lugar.

- Se me permite dizer Capitão... Está mais distante que o normal. Algo está errado?

O shinigami de tatuagens viu por um instante o olhar perturbado no líder de uma das maiores famílias. Mas logo retornou à sua expressão indiferentemente gélida do costume.

- Não, nada está errado.

Renji riu do tom enervado do capitão do Gotei 13.

- Bom saber isso Capitão. Mas agora que penso nisso, tem recebido notícias da Rukia?

- Não. O que ela faz no Mundo Real em tempos de licença não é da minha conta.

O tom cortante do moreno encerrou a conversa. O tenente sabia muito bem que após esse aviso implícito, prolongar o diálogo era um risco para a sua própria vida. Evitando os calafrios de medo que percorriam seu corpo, o ruivo levantou-se e saiu da sala do capitão, retornando aos seus afazeres.



I&R



- Admite que isto é muito melhor Ichigo.

- Sim, eu acho que é. Tenho que concordar que tinhas razão, baixinha.

Sentado em baixo da sombra de uma árvore, ao lado de Rukia, com uma agradável brisa soprando entre as folhas. Definitivamente, tinha todas as condições perfeitas para dormir sossegado.  

- Acabas-te de admitir que eu estava certa?

- Não me digas que a altura te prejudicou a audição, maníaca.

A piada do ruivo foi recebida com um potente soco no braço por cortesia de Rukia, ou pelo menos era isso que a morena esperava na sua fantasia. Por reflexo, Ichigo agarrou o punho da shinigami a tempo de evitar o golpe, trazendo-a contra o seu tórax. O contacto inesperado pegou os dois desprevenidos, e por momentos, nenhum deles moveu um músculo sequer, focados apenas na energia que fluía entre os seus corpos. Estimavam o breve contacto entre eles, singelo mas ardente. Parecia que os corpos de ambos foram possuídos por chamas abrasadoras que os consumiam.

O ruivo relaxou o aperto, segurando suavemente a mão calorosa. As pérolas castanhas fitavam penosamente a pequena shinigami que suspendeu a respiração, perante o olhar intenso que parecia adentar nos confins de sua alma, aguardando impacientemente as palavras que viriam.

- Obrigada, Rukia.

- Pelo quê?

Ichigo riu calmamente, dando de ombros. Ao observar aquela expressão serena no substituto de shinigami, tão pouco usual, a morena recordou todos os momentos que passaram juntos. Orgulhosa, reconheceu o amadurecimento daquele ruivo rebelde, e sentia-se uma afortunada por poder tido presenciado essa transformação.

- Nada de especial.

- Oh, vamos lá Ichigo! Eu esperava algo profundo e tu vens-me com essa!

Ela imaginou que ele fosse começar a gritar com ela, soltando vários insultou ou fazer beicinho como uma criança mimada, mas ele não fez nada do que ela supôs. Em vez disso, ele soltou uma risada amarga, partindo o coração da pequena mulher.

- Quem sabe um dia eu tenha coragem para te o dizer…

- Como assim Ichigo? Idiota estás a preocupar-me!

Renovando suas forças, Ichigo sorriu gentilmente e agarrou na mão dela, começando a correr.

- Não te preocupes, baixinha. Agora, vamos aproveitar que a guerra acabou.

Rukia não conseguia ouvir mais nada. Todos os seus sentidos estavam focados nas mãos entrelaçadas. Um leve rubor tomou conta das maças de seu delicado rosto. E apaixonadamente, a morena apertou com mais força a mão do ruivo, saboreando aquele maravilhoso dia.


Notas Finais


Espero que tenham gostado.

Beijinhos, Jya née.

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