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 The Hell Verse

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: The Hell Verse   Sab 16 Ago 2014 - 21:40

Capítulo 6 - A Última Dança da Lótus Branca



Ichigo e Renji uniram forças e lutavam contra a criatura que parecia ser uma combinação dos dois shinigamis. Depois de um dia inteiro de combate, os três guerreiros estavam perto do fim da sua resistência. A criatura parecia antever todas as técnicas de Renji e saber tudo acerca da bankai do Kurosaki, e usou sabiamente os seus conhecimentos com imunidade. Foi com grande sacrifício, que os ruivos mantiveram-se seguros dos golpes potentes até agora, porém os dois comparsas sabiam que não o iriam conseguir suportar aquilo durante muito mais tempo.

Assim que o Ichigo estava prestes a perder a esperança, Renji teve uma ideia insana, que só juntos poderiam praticá-la. O tenente reparou que a criatura poderia canalizar as energias do Getsuga Tenshou através da espada feita de ossos, produzindo uma explosão, ainda mais forte como resultado. Quando o homem tatuado, viu uma abertura no inimigo, aproveitou para relatar o seu plano ao ruivo, que sorriu em resposta, empolgado com o rumo do combate. Sentiu o renovar do espírito lutador penetrar em suas veias.

- Nós só teremos uma oportunidade. Tenta não estragar tudo Ichigo.

- Eu não sou a preocupação seu idiota.

Renji estava prestes a responder à provocação entretanto outra detonação do Getsuga Tenshou arrebentou o piso por debaixo deles. Ichigo se preparou uma última vez e gritou confiante.

- Agora!

- Hikotsu Taihou!

- Getsuga Tenshou!

A onda escura cercou a criatura maligna que estava na forma de bankai de Zabimaru, absorvendo-o e canalizando o próprio ataque. A explosão foi catastrófica, despedaçando tudo ao seu redor, limpando fora da estrutura maciça e obliterando o misterioso inimigo. Como ele desapareceu, a energia que tinha composto reformou para fazer um portão de espírito, pulsando com energia escura. Ao acalmarem as suas respirações aceleradas, e aguardando seus batimentos cardíacos voltaram à normalidade, os dois shinigamis olharam para o portal com cautela.

- Achas que devemos…

- Eu não vejo porque não…

- Ele parece muito bizarro.

- Preferes lidar com um portão assustador ou um furioso capitão Kuchiki?

Os olhos de Renji arregalaram-se por não ter pensado nessa hipótese, não de espanto mas de puro pânico.

- Bem visto. Vamos nos apressar.

Olhando a luz do sol e o céu azul uma última vez, a dupla percorreu para o abismo infernal, prontos para encontrar qualquer tipo de monstro e preparados para cortá-lo.



I&R



- Vamos, mulher! Pelo menos tenta fazer as coisas mais divertidas para mim.

Rukia enfrentava o inimigo usando o que restara de sua força, mas não importava o que ela fazia, ela não conseguia derrubar aquele pecador. Sempre que ela o golpeava, era um corte mínimo, e mal o adversário reparava que havia sido danificado logo ele se curava. Uma vantagem para quem vivia no Inferno é que acostumara-se a sofrer continuamente, o seu próprio corpo ganhava resistência para suportar cortes profundos, recuperando-se automaticamente. A morena desistiu de atacar o oponente e decidiu permanecer completamente na defensiva. Rukia estava freneticamente bloqueando os ataques, com um certo receio de que a sua zanpakutou fosse quebrar a qualquer momento. A próxima investida instaurou as rachaduras em Sode no Shirayuki, a pequena shinigami fechou os olhos e esperou o fim.



I&R



Era impossível sentir. Ichigo estava no Inferno, um lugar moribundo. Mal adentraram naquele lugar arrepiante, os dois shinigamis logo ocultaram a sua presença, fugindo dos guardiões demónios que vigiavam e torturavam os mortos até suas almas serem despedaçadas e renascerem. Foi difícil adaptarem-se ao ar, a pressão espiritual era mais densa do que o normal, era como se os seus pulmões se afundassem no enxofre ali presente. Os amigos teriam de ser cautelosos e rápidos, nenhum shinigami suportava estar naquele local imundo durante muito tempo.

O Kurosaki também sentia-se estranhamente deprimido, a solidão afrouxou o coração do substituto de shinigami, a dor de abandono assombrava a sua mente, sentia-se um exilado ou pior: era como se estivesse morto. De facto, ele sentia-se amargurado desde que levaram Rukia para longe de si, mas desde que pisara aquele portal, essas emoções intensificaram-se. O Inferno não era apenas um local para condenação de almas pecadoras mas a fonte de emoções negativas.

Sua respiração estava fraca e sentia seu peito bater pausadamente, como se de facto estivesse a falecer. Um shinigami não era um ser vivo, mas tinha as emoções de um, e por isso era considerado uma existência. Porém naquele lugar, não nutria rigorosamente nada agradável. O único que o fazia crer que ainda estava vivo, que podia ainda sentir, era o seu sofrimento. Até os corpos que gritavam agoniados pelo calor infernal, não pareciam vivos. Mesmo sendo palpável o seu padecimento.

O Inferno era um lugar desgastado, qualquer ser que tivesse a desgraça de parar ali, desesperava por sair, independentemente da maneira que fosse, mesmo que tivesse de recorrer ao suicídio na esperança e evasivo de desaparecer daquele lugar. Não se importavam de não reencarnar em outra vida, só queriam acabar com aquele martírio. Porém, nada disso surtia efeito, poderiam procurar alguma solução para escapar, poderiam até tentar morrer, eles regressavam sempre àquele ciclo vicioso. O ruivo não sabia o que aquelas almas teriam feito de tão grave no mundo real para terem tal punição, lamentava a agonia deles sem fim. Contudo não tinha tempo a perder a sensibilizar-se com as almas imundas, teria de salvar a única alma pura daquele lugar, tinha de resgatar a Rukia.

- Primeiro nível do Inferno, qualquer um que tenha uma reaitsu normal enlouqueceria aqui.

O comentário de Renji despertou Ichigo de seus desvaneios. E prosseguiu seu caminho sem comentar nada. Judicioso, olhava para todos os cantos, evitando ser visto por algum membro da patrulha de Kushanāda. Os ruivos esconderam-se ao ver um togabito correr desesperadamente enquanto os guardiões o perseguiam… Um dos guardas, foi na direcção oposta, capturando o fugitivo. Os guardiões cortavam e rasgavam impiedosamente a carne da alma que clamava por clemência, urrando de dor ao mesmo tempo em que o sangue negro escorria pelas adagas que abriam e aprofundavam ainda mais os machucados.

- Os togabitos mais fracos permanecem neste nível.

Abarai falava baixo, cuidadoso para não ser escutado. O Kurosaki teve de desviar o olhar para não ver a cena deplorável, apertava o punho imaginando o que a sua baixinha poderia estar a sofrer naquele lugar arrepiante.

- Vamos Renji. Rápido.

O ruivo não conseguia encarar por mais tempo aquele cenário, precisava de passar para o próximo nível, e depressa. Os dois shinigamis aproveitaram-se dos guardiões estarem distraídos com o pecador para entrarem pelas visíveis bordas azuis onde um abismo se abriria, acedendo ao segundo nível.

O novo grau era composto principalmente de uma grande massa de água. Dentro desta grande extensão de água, há uma multiplicidade de lírios de pedra, em cujo centro se encontra um esqueleto de um Kushanāda perfurado, e no meio desse monte de ossos estava um indivíduo pendurado.

Os shinigamis aproximaram-se para poder encarar a pessoa desconhecida, apanhando um abalo quando a reconheceram. Aquela imagem iria persegui-los até os seus últimos dias em seus pesadelos. Rukia, a sua baixinha, estava pregada no enorme esqueleto.

O kimono negrume estava em farrapos. As pernas delgadas encontravam-se descobertas até as coxas, com manchas de sangue emurchecido a decorar a pele sensível em torno das canelas torneadas. Sua barriga delineada à mercê das chamas tórridas, o peito parcialmente revelado e inchado provavelmente pelas pancadas recebidas. Os cabelos negros antes brilhantes estavam imundos e acobertados de um tom avermelhado. Pelo canto dos lábios pálidos da pequena shinigami tinha filetes de sangue escorrendo até o queixo ferido, e pingando em seu pescoço. A sua pele graciosa estava perfurada com pequenos punhais, arroxeados pela quantidade de sangue acumulada. O ruivo escutou os soluços de Renji mas ignorou esse pormenor, Ichigo só se focava na imagem apavorante à da sua frente. Cambaleando, o Kurosaki foi de encontro à morena, soltando delicadamente o seu frágil corpo... Como se a pudesse quebrar a qualquer movimento brusco. Recostou-a contra o seu peito e permitiu que as lágrimas o dominassem, concedeu que a chuva inundasse sua alma e seu rosto. Tocou hesitante em sua face, Rukia estava no colo dele mas o Kurosaki sentia que ela estava longe de mais para ele conseguir alcança-la.

- Não…

E o sangue da sua baixinha drenava nas mãos do shinigami, fluía pelos espaços entre seus dedos.

Vermelho, quente e viscoso. Aquele cheiro metálico e enjoativo invadiu opulente em suas narinas, Ichigo inspirou a própria morte.

Havia falhado. Mais uma vez.

No entanto, nesta situação não era algo que o humano pudesse treinar e tornar-se mais forte, não havia reparo para o momento em que se encontrava. Era algo muito superior… Rukia estava incansável.

Ichigo fitou os olhos violetas abertos, opacos, sem vida. O corpo de sua naniaca estava ali e ao mesmo tempo não estava.

As lágrimas dele misturavam-se com o sangue da shinigami.

- Rukia… Me perdoa, me perdoa…

Num acto de sufoco, abraçou-a contra o seu corpo trémulo. Renji observava a cena sem se pronunciar, porém seus olhos cintilavam pelas lágrimas. Mas para o Kurosaki inconsolável isso não importava. Na mente do rapaz só estavam ali eles os dois e mais ninguém.

Desviou seu olhar para a esquerda e mirou na lâmina branca de Rukia, quebrada e rodeada de pequenos fluídos de neve com sangue no meio da penugem branca. Foi naquele momento que descobriu que odiava neve, a neve que estava espalhada pelo chão, deveria estar ao seu lado.

- RUKIA!

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MensagemAssunto: Re: The Hell Verse   Sab 16 Ago 2014 - 22:43

Ohhhh Kami-sama!!
Rukia T.T
Ownt' Ichigo,, fica assim não..
To ansiosa para o próximo!! ^^

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