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 The Hell Verse

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: The Hell Verse   Dom 10 Ago 2014 - 18:07

Capítulo 2 - Visitante Infernal

Um pecador olhou profundamente no lago de fundição, onde toda a superfície terrestre aparecera, desde os céus de Karakura. Procurando e remexendo, como um falcão que busca a sua presa. Depois de algumas horas observando, a lava rodou e cristalizou, dando lugar a uma vitrina que revelou uma face ligeiramente rosada, emoldurada pelo cabelo negro, ostentanda de imutáveis esferas violetas e um corpo incorporado de energia espiritual. Um sorriso profano brochou no rosto do indivíduo abominável.

- Eu te encontrei… Kuchiki Rukia.



I&R



Ichigo rodopiou a Zangetsu, cortando os ares e destruindo o corpo que vinha contra ele. Provavelmente, já teria feito aquilo umas cem vezes só naquele dia. Acabou deslizando até o chão, fazendo um sonoro baque. Estava exausto.

Pelo sua visão periférica, viu Rukia destruir mais um hollow e esta ficou petrificada no lugar, distraída, enquanto outro monstro mascarado aproximava-se sorrateiramente pelas costas da pequena shinigami. Reunindo rapidamente toda a força que restava no seu corpo, o ruivo com uma explosão de velocidade nas pernas, correu e interpôs-se entre o hollow e a Kuchiki. Bloqueando o primeiro ataque, contra atacou, empunhando a sua zanpakutou cortando o inimigo ao meio, desaparecendo em seguida.

- Estás bem, Rukia?

Ichigo aproximou-se dela, deveras preocupado. Ao analisá-la com o olhar e perceber que ela de facto estava bem, ficou frustrado e voltou a questioná-la.

- Estás doida maníaca? Onde já se viu ficar distraído no meio de uma luta!

- Quem estava distraída idiota? Só estava cansada e não pressenti o adversário a aproximar-se…

- Não me tentes enganar! Estives-te todo o dia aérea, e já é a terceira vez que tenho de salvar-te. O que raio tens na cabeça? Seja lá o que for, podes contar comigo Rukia.

- Eu estou bem Ichigo, podes confiar em mim.

O ruivo teria acreditado se não fosse o tom de insegurança na voz dela, se ela não tivesse desviado seus olhos cintilantes e se não fosse aquele sorriso forçado. Ele conhecia muito bem a pequena shinigami para saber que algo a perturbava mas ela não desabafava. Recordava-se quando ela foi para a Soul Society ser julgada e esta não deixou que a fosse ajudar. A morena era demasiado altruísta e teimosa para deixar que alguém se magoasse pelos seus próprios problemas. Mas ele também sabia ser persistente quando queria, e ele iria descobrir o que se passava. Apesar de o Kurosaki saber melhor que ninguém que discutir com Rukia não acabaria bem, então teria de convence-la a decidir contar-lhe o que aconteceu. Um sorriso confiante surgiu em seus lábios. E com isso, Ichigo agarrou Rukia pela cintura e colocou-a sobre seu ombro.

- Ichigo! Seu idiota o que pensas que estás a fazer?

- Como assim? Não estavas cansada? Se formos ao teu ritmo nunca mais chegamos a casa.

- Seu morango estragado, coloca-me no chão imediatamente!

- Obriga-me baixinha.

A morena debatia-se no ombro dele, tentando inutilmente sair mas de nada adiantava. Uma dessas vezes que ela pretendia desfazer-se de Ichigo, o ruivo a largou ligeiramente, fazendo parecer que ela iria deslizar pelas costas musculadas e cair de cara no chão. Mas mal a largou, voltou logo a agarrá-la. A shinigami ficou pálida pelo recente susto, enquanto o outro debochava dela. E sob os resmungos de Rukia, e as gargalhadas de Ichigo foram andando para casa, onde uma Yuzu furiosa os esperava para jantar.



Naquela noite, Rukia estava em sua cama e contemplava o tecto, sua inquietação aumentava gradualmente e cada vez ficava mais agitada. Como o sono recusava a aparecer e sem conseguir fechar suas pálpebras, a morena desistiu, puxando a Sode no Shirayuki, espiou por fora do armário confirmando que Ichigo dormia. Sem fazer um mísero barulho, ela saiu silenciosamente pela janela, não despertando o substituto de shinigami.

O ar fresco nocturno trouxe-lhe um pouco de tranquilidade, uma vez que fluía suavemente pelo seu rosto, bagunçando seus cabelos negros. Porém nada tão fugaz como a brisa estava logrando acalmá-la totalmente.

Peregrinava sem destino, admirava seus próprios passos, alheia a tudo à sua volta. E quando parou sua caminhada, reparou que estava no parque, com a lua brilhando intensamente no alto dela. Desembainhou a considerada mais bela entre as zanpakutous, e elegantemente dançava com os seus movimentos fatais, a lâmina fluía como a água. A shinigami concentrou toda a sua energia no bailado da espada, tentando libertar-se da tensão em seu corpo. Quem a observasse parecia que a shinigami derretia, com o seu batimento cardíaco abrandar até à normalidade.

Até que o som de metal colidindo com metal ecoou pela clareira, sobressaltando a pequena mulher. As pérolas violentas abriram-se em choque, ao encontrar à sua frente Ichigo com um sorriso jovial.

- O que estás a fazer aqui Ichigo? Eu se estou aqui é por alguma razão.

- Não deve ser muito boa. Qual é a vantagem de treinar sozinha se o podes fazer com um parceiro?

Aquelas palavras tiveram um impacto maior do que Ichigo poderia prever. O rosto de Kaien-dono invadiu a mente da tenente espontaneamente, alguns dos concelhos do homem rondavam em sua cabeça.

“Não morras sozinha.”

“Confia teu coração a alguém.”

Deixou-se expirar, sentindo os nós em seu estômago se desembaraçar agora por uma razão completamente diferente. Ela estava em harmonia consigo mesma, pela primeira vez em muito tempo. Rukia sorriu, genuinamente, um sorriso alegre que Ichigo não tinha visto desde o dia em que Aizen fora derrotado.

- Estás certo Ichigo. Mas não penses que pegarei leve contigo.

- Digo o mesmo, baixinha. Bankai!

- Bankai! Hakka no Togame.

Moviam-se com agilidade para trás e para a frente em um jogo fácil de dar e receber, sabendo exactamente como atacar e como o outro reagiria. A bankai de Ichigo poderia dar-lhe uma velocidade superior contudo Rukia conhecia todas as suas aberturas como a palma da sua mão. Talvez até melhor. Ambos estavam entregues à euforia do combate, pequenos filetes de sangue escorrendo por seus corpos suados e como seus corações a baterem em simultaneamente, eles se sentiram verdadeiramente vivos.

Eventualmente, as lâminas pararam de se mover: a katana negra do ruivo descansava no pescoço de Rukia, logo abaixo do queixo; e a zanpakutou branca da morena estava pressionando levemente, mas insistentemente, contra o peito do substituto de shinigami.

Ambos congelaram, percebendo a aproximação que eles tinham um do outro. Ichigo mal podia respirar, se era pela exaustão ou pela emoção ele não sabia dizer. Os olhos de Rukia brilhavam como joias ao luar. Sem dizer absolutamente nada, sem quebrar o contacto visual, foram-se aproximando cada vez mais, meio passo de cada vez, até que eles não estavam mais afastados do que meros centímetros. Após um breve momento de hesitação, suas armas caíram no chão, despercebidamente, e a distância entre eles desapareceu completamente.

O beijo que trocavam estava longe de ser ardente, luxúria era a coisa mais distante de suas mentes. Os dois eram os opostos de um mesmo todo: ele era fogo, ela era gelo, e ainda de alguma forma eles se fundiam perfeitamente em conjunto, com se suas almas estivessem emparelhadas desde o início. Ambos sentiram uma enorme paz, mas mesmo sendo um momento perfeito, tinha de ter um fim, eventualmente, Ichigo recuou. Seu rosto regularmente impassível estava coberto de admiração, foi com deslumbramento que ele cravou seu olhar nela, com sua respiração presa na garganta. Aguardando uns segundos, o shinigami finalmente conseguiu articular uma frase coerente.

- Bom, acho que isto muda as coisas.

Rukia riu ligeiramente do incómodo deles perante esta situação. Não pensaram em como deveriam agir, nas consequências que este acontecimento acartaria. Optaram por manter-se em silêncio, não queriam estragar aquele momento com palavras descartáveis. Permitiram que a mudez reinasse e conduzisse aquele instante, sendo somente interrompido pelo vento balançando as folhas.

A adrenalina de Ichigo evaporou e este sentiu seu sangue abandonar seu corpo, deixando-se tombar na gramada verde. O esforço da luta finalmente apoderou-se dele. Surpreendentemente, a grama era assombrosamente suave, esticou seus músculos doridos e soltou um longo bocejo. Rukia não conteve sua leve risada ao encarar o adolescente, que salvará o reino celestial, agir como uma criança esgotada depois de um dia a brincar no parque.

- O que pensas que estás a fazer Ichigo?

- Dormir, está muito confortável. Devias experimentar.

- Porque não voltamos simplesmente para casa?

- Muito longe…

Enquanto o ruivo lamentava-se da distância que teria de percorrer, ele recusou-se a levantar. Rukia cogitou deixá-lo no frio ali mesmo, mas sabia que não conseguiria deixá-lo naquele lugar sozinho. Vulnerável a um ataque. Suspirando pesadamente, ela rendeu-se e deitou-se ao seu lado.

- Eu não acredito que estou a fazer isto…

Apesar de ter-se submetido à vontade do rapaz, ela manteria sua fachada. Mesmo quando ela ficou quente, efeito de ele passar os braços na cintura dela e puxá-la contra o seu corpo.

- Não te faças de difícil, maníaca. Tu amas isto.

- Sim… Acho que sim.

A morena sussurrou para si ouvindo os roucos do shinigami começarem. Sorrindo ternamente, ajeitou-se entre seus braços e relaxou, adormecendo. Infelizmente, a pequena Kuchiki não viu o percetível sorriso que apareceu no rosto do ruivo naquele momento, com a sua cabeça, apoiada no ombro dela.



I&R



A terra do parque abriu tão silenciosamente que parecia um sonho, e das profundezas surgiu a fissura de um homem. Ocultando sua fisionomia e principalmente seu rosto. Pousou no chão ao encarar um casal adormecido, abraçados. Riu macabramente quando reconheceu um dos shinigamis. Seus olhos fulminantes brilhavam maliciosos.

- E eu pensei que ela iria ficar sozinha. Mas assim é muito melhor. Saboreio o desgosto do rapaz, mais uma mulher com o coração destroçado. Este deve ser o meu dia de sorte.

O misterioso homem, com uns gestos de mãos lançou um feitiço sob Rukia. Uma luz semelhante a de um cero envolveu o corpo pequeno e puxou-a, ainda adormecida graciosamente, em direcção ao abismo escancarado.

- Eu quase me sinto mal com isto, Rukia.

O homem agarrou na Kuchiki em seus braços, ainda envolta na luz avermelhada, enquanto voltavam para debaixo da terra, que engoliu os dois viajantes e voltou à sua forma original, como se o visitante infernal nunca tivesse aparecido.

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MensagemAssunto: Re: The Hell Verse   Dom 10 Ago 2014 - 19:48

ahhhh.. Adorando!
Agora fiquei super curiosa; continua logo, please!
Ameiiii *o*

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