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 The Hell Verse

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: The Hell Verse   Sab 23 Ago 2014 - 9:45

Capítulo 8 - Luz da Salvação

"Teus lábios são como doce fruta com sabor de quero mais.

Tuas mãos são jovens e macias cheias de carinho

Tua pele é como a pura seda da mais alta qualidade

Teus olhos são escuros como ébano, mas brilhantes como a lua

Teu cheiro é enlouquecedor de um perfume sem igual.

Sua voz ecoa em minha mente como poesia em um livro aberto.

Meu coração se alegra na tua digna presença

Meus sonhos são feitos de visões tuas e repletos de alegria

Diante de tua luz minha alma se engrandece

Teus cabelos negros e finos acariciam meu rosto ao vento

Teu calor aconchegante me conforta sob o sol

Teu corpo é escultural como as mais belas musas

Teu abraço me envolve e me acolhe nos seios teus

Tua ausência causa escuridão no meu coração

Tua presença ilumina os meus caminhos

Teus conselhos são preciosas lições em minha vida

És o anjo guardião que guia os meus pés

A dona do meu mundo que muda o meu destino

Eu sou O sol, Você é minha lua.

Completamos-nos sobre os céus

Completamos-nos sob a terra.

Tornamo-nos Um."

(Fanfic O Trabalho de Literatura. De LYEL, Capítulo 1: A Poesia de Kurosaki Ichigo)





-Vamos dar início à segunda parte do plano.

O pecador contemplava pelo lago de fundição a dor dos dois shinigamis por supostamente perderem a sua companheira, e em simultâneo admirava o conflito sentimental de um de seus servos, Kaien. Um sorriso diabólico rasgou a face de Kokuto, enquanto sua mente reproduzia os seus planos macabros.



I&R



- Ichigo… O que pretendes fazer?

Renji viu a cabeleireira ruiva do amigo erguer-se, com os olhos ocultos, surgindo um sorriso sádico, nunca antes visto, no Kurosaki.

- Não brinques comigo Renji. Isso é óbvio, vamos destrui-los a todos!

- Para quê isso Ichigo? A Rukia está…

- Não importa! Eles pagarão pelo que fizeram… Não quero saber se o faço sozinho. Podes regressar se quiseres, eu fico.

O tenente ficou preocupado com a recção do substituto de shinigami. Estava preocupado com as consequências que aquela vingança acartaria… Ichigo nunca lutou pela vingança mas para proteger seus amigos. Aquele lugar demoníaco devia ter a sua grande participação para a decisão inesperada do ruivo. Todas as auras negativas do Inferno, acrescentado a perda da mulher que amava descontroladamente, escureceram o coração do Kurosaki.

- Nós somos amigos Ichigo. Eu vim contigo e juntos regressaremos.

- E eu disse que levaria a Rukia de volta… Não importa se viva ou morta, ela vai voltar comigo.

- Mas é estranho… Não sinto a reaitsu dela, deveria haver alguns requisitos e nada…

Ichigo alertou-se com a última fala do tenente, absorto encarou o rosto esculpido de sangue em seus braços. Será que ela não foi morta naquele lugar ou…

- Será que é mesmo ela?

O substituto de shinigami temia estar a iludir-se, que aquele pensamento fosse uma alucinação de sua dor. Porém ao escutar a sua possibilidade pelo Renji, renovou o seu espírito. Era mínima a hipótese, mas ainda existia alguma expectativa. E enquanto houvesse alguma fé, por muito pouco que ela signifique, ele lutaria sem hesitar.

O fogo da esperança contaminou e dizimou a escuridão do Inferno que, por momentos, apoderaram-se do ruivo. Ele fechou os olhos, e zeloso, colocou o corpo de Rukia no chão. Os olhos acastanhados a observaram uma última vez, e com um carinho torto, acariciou a sua face, retirando a incómoda madeixa negra, que estava perdida entre os belos olhos violetas fechados.

Ichigo estranhou um pequeno detalhe. A pequena fracção de cabelo rebelde não voltou ao seu lugar de origem quando ele a retirou. A própria Rukia desistira de tentar penteá-la pelas suas inúmeras tentativas fracassadas. Esse pormenor fez com que Ichigo repudiasse, por momentos, aquele corpo, mesmo ela podendo ser a verdadeira, ele já não acreditava nisso. Aquela não era a sua baixinha.

- Vamos.

- O quê?

- Se ela estiver mesmo viva, nós vamos encontrá-la.



I&R



Kaien observava a morena ainda desacordada à sua frente, concedendo corromper-se em lembranças, conforme memorizava os traços delicados da pele da shinigami.



FLASHBACK ON



- Eu sou o teu segundo capitão, Shiba Kaien! Prazer em conhecer-te!

Uma mulher de baixa estatura encarava o seu novo superior eufórico, que tinha um sorriso estampado no rosto. Por uns instantes, o tenente a admirou, perdido na sua beleza natural. Reparou na solidão em seu mar lilás, sua tristeza em estar naquele local. Ela estava alheia ao que ele dizia, desinteressada. E ele faria de tudo para trazer o sorriso daquela morena.

- Olá.

- “Olá”? Que tipo de saudação é essa!? Não deverias cumprimentar assim o teu segundo capitão! Diz-me o teu maldito nome e diz que é um prazer conhecer-me!

Kaien colocou a sua mão no topo da cabeça da pequena shinigami, bagunçando todo o cabelo negro dela. Apesar de querer rir, o shinigami repreendeu a fala vendo o olhar surpreso dela, estava atordoada e por isso gaguejou enquanto respondia. O nervosismo da morena só alimentava o bom humor do tenente.

- Kuchiki Rukia.

- E?

-É um prazer conhecê-lo!

- Muito bem garota! É assim mesmo, Rukia!

Foi uma apresentação comum. Era uma relação normal entre o superior e o seu subordinado...

- Bem-vinda ao décimo terceiro esquadrão! O nosso capitão anda sempre muito doente, assim teremos muito que fazer. E se te enganares em algumas ocasiões e me chamares de “Capitão Kaien”, não me vou chatear contigo!

A pequena Kuchiki continuava a pentear o seu cabelo desgrenhado, encarando-o profundamente. Até hoje, Shiba Kaien, continua sem saber o que ela pensou naquele momento. Seu olhar era indecifrável, seu rosto era ilegível...

- Eh? Eu terei isso em conta…



FLASHBACK OFF



Kaien riu discretamente com a memória. Um calor apoderava-se de seu peito, até uma dor de cabeça retomar a perturbá-lo. Um conflito interno, suas duas personalidades disputavam. Com uma das suas mãos o moreno apertou toda a extensão de seu olho direito, enquanto fragmentos de algumas conversas invadiam sua mente.



“- Porque eu estou aqui?

- Não é óbvio? Aqui podes lutar para proteger!

- Proteger? O quê?

- O teu coração.”



“-Quando nos conhecemos, uma ligação nasceu entre nós, Kuchiki. Nossos corações não estão dentro de nossos corpos. Quando pensamos em algo, ou quando nos importamos com alguém, dessa maneira nossos corações nascem. Se tu fosses a única pessoa no mundo, então teu coração não estaria em lado nenhum.

Ouve com atenção Kuchiki, nas lutas que estão por vir, tem uma coisa que nunca, mas nunca deves fazer. Não morras sozinha! Nossos corpos são nossas almas. Quando morremos nossos corpos virarão pó e se tornarão partículas espirituais que compõem a Soul Society. Para onde nossos corações vão? Nós confiamos nossos corações aos nossos amigos. Se tu o confiares aos teus amigos, tu continuarás viva dentro deles.

Então, não ouses morrer sozinha Kuchiki. Entendes-te?”



Um grito penoso ecoou pela divisão. Kaien estava de joelhos no chão, e rastejando bateu contra um espelho e constatou o seu estado deplorável. Ao retirar a sua mão do olho, incrédulo observou que este estava de um relutante verde intenso como nos seus tempos de shinigami, uma cor que ele perdeu desde que a luz do sol o abandonara. Primeiro Hueco Mundo, depois o Inferno... O sol não intrometia com seus raios luminosos naqueles mundos indesejados.

Aquela luz no olhar que ele próprio não se recordava porém as recordações atraíram-na. A dor aguda voltou a perfurar um ângulo do seu crânio enquanto lágrimas involuntárias borbulhavam em seus olhos.

O ex shingami retirou sua mão do rosto e viu pequenos fragmentos de gelo pela sua palma. Gelo. Nesse momento, o moreno reviveu o momento em que seu corpo fora possuído pelo nono espada. Rukia para derrotá-lo, atingiu com a sua zanpakutou em sua testa, perto de seu olho direito, deixando algum gelo no ponto.

Pesaroso, lembrou que graças à morena sua alma encontrou paz… Até ele chegar. Kokuto. O pecador usou seus restos mortais para o trazer de volta, para odiar quem ele amou. Ele podia ter seu corpo mas não tinha o seu coração… Ele desapareceu naquele dia que salvou Rukia do hollow. Kaien não sabia que fazer: salvaria a baixinha daquele tormento ou seria fiel ao homem que o salvou da morte? Mas se o seguisse quem o salvaria da solidão?

Trémulo, empunhou o cabo de sua espada e enterrou na sua íris de um verde vigoroso. E com a dor bicuda do olho, vanesceu a enxaqueca e findou seu conflito interno.

Não havia coração, não havia solidão.

Seu coração sucumbiu, quando fora derrotado.

Ele era um novo Kaien… O servo fiel de Kokuto-sama.



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