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 A paixão do capitão de gelo - Capitulo XXIV

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charlote-chan
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MensagemAssunto: A paixão do capitão de gelo - Capitulo XXIV   Ter 18 Nov 2014 - 1:50

Notas da autora:


Yo, minna-san. Como disse cap. passado postarei dos capitulos Smile.
Caham, enquanto escrevi esse cap tive muitas ideias e me empolguem Embarassed , ficou bem grandinho e como tem limite de palavras vou dividir.
1ª Parte.


Cônjuges



Há cerca de algumas semanas, Seireitei enfrentou um caso inédito de Invasão. Pecadores do Inferno. Primeiramente, a identidade destes invasores estava oculta. Usando um Vastor Lorde como terceiro, sabotaram as pesquisas secretas de Kurotsuchi Taichou em consequência provocando uma grande desordem na cidade com o ataque dos Hollows-Quimeras, quando na verdade era apenas uma camuflagem para o real objetivo. A abertura de um portão. Instavel e temporário, suficiente para que pudessem conseguir o que queriam. A shinigami Kurosaki Karin. O Capitão Hitsugaya, oficial da Brigada e o mais próximo da shinigami era o único que sabia vagamente das intenções dos Togabitos. E ainda sim, não foi o suficiente para evitar o sequestro.

Na noite do crime, ao descobrir a verdade do suposto atentado que Karin e Hinamori sofreram, ele e mais alguns líderes da Brigada e oficiais agiram por conta própria. Arriscando seus postos numa ação que infringia uma das mais severas leis de Soul Society invadiram o Inferno. Shinigamis, segundo a Central 46 e o Palácio Espiritual não podem interferir em nada que possa haver com Jigoku. Somente a vigilância do lugar era permitida e ainda sim, caso fosse uma situação de extrema gravidade, o Soutaichou ordenava e indicava quais seriam os soldados que participassem da ação.

Por este motivo, depois que finalmente salvaram a garota e retornaram para Karakura, os nove shinigamis se encontraram numa situação extremamente delicada. Sob ordens do Soutaichou, a capitã Soi Fong e líder das Unidades Secretas Móveis abordou os cinco Taichous, anunciando alto e claro.

- Capitães Kenpachi, Kyouraku, Hirako, Kuchiki e Hitsugaya. Estão retidos por invasão ilegal ao Inferno.

A maioria se espantou e ainda preso na supresa desagradável, Hitsugaya escutou o resto da ordem.

- O Comandante os espera.

HISTUGAYA POV

- Yama-ji?

O tom surpreso de Kyouraku somente me deixou mais nervoso. Observei de soslaio, para os shinigamis de roupas e máscaras nos rostos. Dois lenços cobriam quase totalmente suas feições. Um preso em suas cabeças, evitando o reconhecimento pelo tipo de cabelo e outro abaixo dos olhos, cobrindo o resto do rosto. Baixei o olhar, vendo suas mãos segurem o punho das wakisakis presas em suas cinturas nas costas pela obi negra. Engoli em seco, sentindo uma gota de suor escorrer pelo meu pescoço. Um movimento precipitado e eles nos atacariam, cravando as espadas em nós. O silencio era tão pesado, entrecortado pelo vento que quase prendi o folego com o som de grama esmagada.

- Oe, Soi Fong. Vamos...

Os shinigamis ao nosso redor deram um passo, quase sacando as espadas. Apertei Karin contra mim. Arfando e encarando irritado Urahara. E pelo olhar estreitado, a capitã também não se agradou.

- Urahara Kisuke, esse assunto não lhe diz respeito.

O ex-shinigami se calou, parando no lugar. De todas as dificuldades que podiam acontecer... Por que justo isso? Eu pretendia assumir meu erro, seja qualquer a consequência, mas a saúde de Karin vinha em primeiro lugar. Sentia além do sangue do maldito pecador o sangue dela em mim. Não era preciso ninguém me dizer. Ela estava tendo uma hemorragia. E pelo tempo em que está ferida, uma aplicação de Kidou não resolveria.

Sufocando o pânico, respirei fundo.

- Não iremos resistir.

Um silencio anormal ecoou nesse gramado. Isso me surpreendeu. Achei que Kenpachi pelo ao menos reclamaria, contudo, nenhum dos capitães disse nada.

- Tsk.

Evitei olhar a pessoa. Me analisando penetrante, Soi Fong acenou para o lado. De imediato, o atrito das espadas se embainhando quebrou o silencio.

- Ótimo. A menina ferida e os outros shinigamis estão dispensados. Os capitães venham comigo.

Se virando, agarrou o punho da zanpakutou presa em seu quadril, sacando e esticando para frente, retorceu a espada. Abrindo o Seikamon. Numa luz multicolorida o ar retorceu e o som de stacatto ecoou, dando lugar para portas de madeira se abrindo naquele branco. Várias borboletas infernais apareceram e nos encarando de soslaio, ela embainhou sua zanpakutou e esperou.

Kuchiki acompanhado de Kenpachi e Kyouraku seguiram sem dizer nada. O nobre estava impassível, enquanto que os dois sem expressão alguma alem de tédio em Kenpachi e pesarosa de Kyouraku.

- Isso me lembra aquela vez. Yama-ji nos dava um sermão por causa dos haoris.

- Isso é uma chatice.

Kenpachi bufou mais entediado e entraram no portal. Os shinigamis que nos cercavam acompanhavam os taichous e Soi Fong continuava me encarando séria, não, ela fitava minhas mãos que apertavam a garota contra mim nos meus braços. Não havia dado sequer um passo.

- Hitsugaya.

- O que?

Suspirei desviando o olhar para baixo, arfando nervoso. Hirako estava ao meu lado e pelo tom, cauteloso.

- A Capitã mal humorada não vai esperar a noite toda.

Tinha uma nota de riso em sua voz. Bem ele estava sorrindo para ela, o que com certeza apenas a irritou mais.

- Eu sei disso.

- Então vamos.

Sim, devia ir. Mas pelo o que ela disse... Suspirei me irritando junto ao nervosismo, erguendo o olhar atravessado para o portal.

- Eu a levo capitão.

Minha raiva aumentou e apertei Karin mais forte ao encarar Abarai. Ele empalideceu com meu olhar, furioso e contido. Estava a ponto de estourar de stress. Essa noite simplesmente foi a mais sobrecarregada, cansativa e traumatica que tive e esse tenente me pede para levar... o bem mais precioso que quase perdi hoje?!

Não mesmo.

Ao meu lado, Hirako estalou a língua exasperado.

- Não seja orgulhoso. Ela precisa já de uma equipe médica e Comandante quer nos ver agora.

Estremeci apertando o olhar. Sim, sabia disso também e mesmo assim ainda não conseguia solta-la. Ataque, sua suposta morte, o seqüestro e o quase estupro. Meus nervos estavam em frangalhos com todos esses sinistros. Querer estar perto dela era tão demais? Essas reuniões demoram, o Soutaichou dará ainda uma punição para nós. Só poderei vê-la outra vez amanhã, se tiver sorte. No entanto... a temperatura do seu corpo aumentava drasticamente e esse sangue todo...

- Hitsugaya!

Hirako sibilou irritado e suspirei. Relutante a afastei de mim e Abarai esticou os braços, envolvendo Karin e tirando dos meus. O vazio me fez prender o fôlego.

- Não se preocupe, Hitsugaya-taichou.

Dito isso, se virou para o portal saltando no shunpo. Engoli em seco e caminhei com Hirako até o Seikamon. Yumichika e Madarame haviam acabado de atravessá-lo. Com todos em Dangai Soi Fong finalmente atravessou com o resto do Esquadrão Secreto e as portas do portão se fecharam. Levantei o olhar para frente, Abarai não estava mais aqui. Pela sua reiatsu acabou de chegar a Soul Society. Espero que Unohana esteja livre no 4º bantai.

HITSUGAYA POF



O tenente do sexto esquadrão apareceu de repente, no grande pátio do 4º bantai. Arfando correu em meio aos shinigamis para a varanda do prédio de telhados azuis. As pilastras das varandas vermelhas. Como sempre ao entrar estava movimentado lá dentro. Nervoso, abordou a primeira enfermeira que passou perto dele.

- Preciso de Unohana-taichou. É urgente.

- Como?

A moça de kimono rosado piscou os olhos, espantada. Tsk. Desgrenhado da luta e coberto de poeira avermelhada chamava atenção. A enfermeira então olhou para a garota nos seus braços, febril e sangrando. Foi o suficiente para entrar em ação. Se virando ao corredor lateral, ela gritou para uns shinigamis do esquadrão, que saiam de um corredor.

- Preciso de uma maca aqui!

Os shinigamis atenderam correndo e ela caminhou até o balcão, pegando uma prancheta.

- Nome da shinigami, por favor.

Abarai se aproximou.

- Kurosaki Karin.

- Qual o bantai?

- Décimo. A Unohana Taichou...

- Está ocupada checando os guardas feridos do Seikamon oficial. Logo vou chamá-la.

O tenente engoliu em seco. Lembrando que o Capitão Hitsugaya foi um tanto violento com eles. Pelo visto ainda não sabem.

- A maca.

O som de rodas de metal o tirou do devaneio.

- A coloque aqui.

Prontamente obedeceu. Mesmo desmaiada, a irmã de Ichigo arfava. A respiração saindo entrecortada junto a transpiração. Dois dos rapazes e a enfermeira correram levando a maca e entrando num corredor de paredes azuis, o teto brilhando numa forte luz branca. Isso o confundiu.

- Preparem a sala de cirurgia cinco! Aprontem uma barreira espírito-purificante e chamem a capitã Unohana e a tenente Isane, agora!

Os três shinigamis que estavam no extremo do corredor adentraram numa sala, agitados. O tecido branco e preso no beiral de cima, pronto para ser solto quando a sala estiver pronta.

- Matte! Porque a cirurgia?

- Não há um resquício de reiatsu emanando da garota. A hemorragia parecer estar entrando em estado critico – o encarou – sabe a causa dos ferimentos?

- Ela foi atacada por um agressor nos canais.

- E a ausência de reiatsu?

- Etto...

- Existe um objeto inibindo os poderes.

Todos pestanejaram com a voz, derrapando no corredor. Sorrindo afetado Urahara estava diante deles e na cabeça outro chapéu listrado. Renji quase se entalou.

- Urahara-san... Como?!

- Abri um portal. Agora vamos cuidar de Karin-san.

Seu rosto assumiu uma expressão séria tão forte que a enfermeira nem o expulsou. Os shinigamis levaram a maca para a sala acompanhados de Urahara. Abarai tentou segui-los, mas foi impedido pela enfermeira.

- Preciso que me diga o nome da custodia.

O tenente refletiu um pouco. Geralmente é costume o esquadrão do shinigami se responsabilizar, os gastos eram para a recuperação de batalhas, mas nesse caso... Pensou melhor e se decidiu

- Coloque como o bantai dela e o Capitão Hitsugaya.

A enfermeira estranhou.

- Mas não é necessário que o capit...

- É a namorada dele.

A mulher levantou as sobrancelhas.

- Ah! Certo.

Anotando na prancheta ela caminhou de volta no corredor, enquanto que ele espiou pelo beiral. As roupas e a capa florida ensangüentada estavam numa pilha em cima de uma mesa de aço. Do outro lado, conectavam monitores de pressão cardiarca num braço pequeno em tempo de cobrirem a menina num lençol branco. Urahara estava curvado sobre o pequeno braço, parecia concentrado em algo. De repente, uma reiatsu retiniu emanando de dentro da sala e o ex-shinigami jogou um objeto curto numa bacia de metal. De imediato aquilo pegou fogo. O tom azul espantando os presentes e ele proprio.

- O que foi isso?

- Chamas de jigoku. A coloração nesse tom azul é característica.

Pulou de susto no lugar. Se virando, encontrou Unohana taichou e sua tenente o observando serenas.

- Cap..

- Espero que não seja tão grave assim a situação dela. Vamos Isane.

- Hai.

A outra acompanhou e sem surpresa a reiatsu de Urahara desapareceu. Um dos shinigamis chegou perto do beiral e puxou uma corda. Acima o tecido branco se desenrolou tampando qualquer visão de dentro. Renji piscou para o nada. A Brigada inteira não poderia saber da invasão, mas pelo visto os outros Taichous e fukutaichous sim. Suspirou e caminhou para a saída. Teria que falar com Matsumoto. Assim quando a reunião com os capitães acabasse ela poderia avisar Hitsugaya taichou. Isto é, se o Comandante não tirar o cargo de todos.



Horas depois

HITSUGAYA POV

Parados diante do Comandante Genryuusai, os capitães envolvidos na Invasão em Jigoku escutavam o sermão interminável. Eu simplesmente fiquei alheio as palavras do Soutaichou pensando em Karin, se já foi atendida, a gravidade real dos ferimentos e se... estava bem. Mesmo que nunca diga em voz alta, exceto para ela, uma coisa ficou bem clara nesta confusão. Com todas as batalhas que sofri, nas vezes que quase morri ferido gravemente, jamais experimentei a dor que senti quando Hirako me falou aquilo mais cedo em meu gabinete. O clima pesaroso junto com a frase mórbida.

Eu não suportaria perde-la. É... Excruciante demais.

- Qual a razão então, para cinco dos capitães da Brigada invadirem o inferno?!

Levantei o olhar com a pergunta, mecanicamente respondendo.

- A intenção de um Togabito criar um hibrido para escapar de Jigoku, Comandante.

O homem abriu os olhos um pouco ao me encarar. Simplesmente me mantive impassível. Pude sentir até o olhar incrédulo dos outros taichous.

- De que maneira?

Meu estomago se revirou. Isso seria mais difícil do que pensei.

- O portão que abriram foi com o propósito de seqüestrar a shinigami de meu esquadrão. Kurosaki Karin. Supondo que possua uma parcela do poder destrutivo de Kurosaki Ichigo em seu sangue, eles... – minha garganta se fechou, embargada de revolta e horror - ... iriam entrega-la ao líder e...

Minha voz sumiu e não consegui mais falar. Isso era mal por não manter o profissionalismo, mas não pude continuar. Meus sentimentos estavam saindo do controle. Um silencio estranho pesou nesta sala. E notei que não foi preciso dizer mais nada. Ouvi um resmungo entediado, mas não me importei. Kenpachi simplesmente não queria estar aqui. Como o resto de nós.

- Esse híbrido de shinigami e pecador seria forte o suficiente para destruir as correntes. Segundo o hollow que persuadirmos, há muito tempo planejavam isso.

Relanciei o olhar para direita. Hirako assumiu a explicação. Distorcendo a verdade claro, mas dado a situação delicada não havia outro jeito se não fosse assim. Do contrario, seríamos presos e tirados do cargo por desobediência. A Central 46 era irredutível.

- Ainda sim não explica o fato de não informarem e esperarem ordens para a invasão!

- Yama-ji. Não havia tempo. Os togabitos tinham tanta urgência para o híbrido que quase não impedimos. Além disso, Hitsugaya Taichou não poderia deixar a propria mulher presa no Inferno.

Prendi o fôlego, mortificado. Meu rosto esquentava involuntariamente. Isso era intimo demais. Matte, ele disse que Karin era minha mulher? Mais mortificado lembrei das duas vezes que proclamei isso em público, sem perceber. Atordoado perdi quase toda a discursão. Mal ouvia o que Kyouraku e Hirako diziam.

- E isso é tudo?

Pestanejei com a voz potente do Comandante e me alertei. Não posso ficar devaneando.

- Hai.

Respondemos em unisomo.

A luz suave do amanhecer iluminava essa sala pelos quadrados no alto da parede. Passamos a noite em claro somente nisso.

- Devido esse motivo é justificável o ato impensado de vocês. Mas não impunível.

O silencio pairou outra vez. Agora as conseqüências, pensei pesaroso.

- O Gotei 13 não pode ficar com cinco esquadrãos sem um líder – batendo o cajado, continuou – todos sem excessão farão milícia, pessoalmente, de todas as missões encarregadas de seus esquadrões.

Pisquei incrédulo. Isso...

- Matte, Soutaichou. Não há como...

- Não discuta Hirako taichou!

- Por quanto tempo faremos a milícia?

A voz de Kuchiki atraiu atenção de todos. Ele sequer demonstrava estava indignado com isso.

- Um trimestre.

Dessa vez Kenpachi entrou na discurssão.

- Tsk. Porque tenho que fazer uma coisas dessas?! Essas missões são uma perda de tempo!

- Perda de tempo ou não, todo esquadrão recebe dezenas por mês! Não tem como acompanharmos todas!

Hirako estava um passo a frente, junto do outro capitão. Os dois se entreolharam irritados e para completar, Kyouraku sorriu amistoso ignorando a indignação do Soutaichou.

- Yama-ji. Salvamos uma donzela em perigo e ainda impedimos os planos dos Togabitos. Três meses é demais para qualquer um.

Os olhos do Comandante se injetaram de raiva.

- BANDO DE IDIOTAS!

O berro ecoou por essa sala estremecendo as paredes.

- O cargo de capitão não permite o direito de agirem sem pensarem! O Gotei 13 é uma ordem militar que rege Soul Society! Disciplina é algo que falta em vocês!

- Soutaichou...

Nos viramos para Kuchiki, o semblante calmo era estranho nessa confusão.

- A invasão em Jigoku foi pensada num risco calculado. Policiar missões de qualquer calibre não é tarefa de um capitão.

O Comandante arregalou os olhos mais indignado.

- BANDO DE IDIOTAS!!!

Em seguida, escutamos uma serie de sermões sobre sermos exemplo e não o contrario. Suspirei esgotado e cansado. Fazer milícia é sem duvida a melhor punição que podíamos receber. Suspensão dos cargos, impossível. Seria como nos dar folgas e claramente não é isso que o Comandante deseja. No entanto, era explícito a intenção de não estender o assunto. Tudo o que queria saber é quando será o inicio. Nessa semana, dei entrada nos protocolos para uma licença especial. Passarei semanas ocupados e pretendo resolver meu casamento com Karin logo.

/////////////////////////////////////////////////////////////////

- Com licença.

Abordei uma enfermeira no balcão de informações. O 4º bantai estava movimento nessa tarde. Parece que um grupo de shinigamis voltou praticamente inconsciente de uma missão. Gemidos e gritos de suprimentos ecoavam por toda a parte. A mulher se espantou ao me ver. Reprimi um suspiro

- Hitsugaya taichou, seus ferimentos...

- Quero informações de uma shinigami do meu esquadrão.

Ela piscou mais surpresa ainda. Pelo meu olhar entendeu que não admitiria um não, além do fato de estar com pressa. Somente ao meio da tarde a reunião terminou.

- Claro. – se virou para o monitor procurando – o nome, por favor.

- Kurosaki Karin.

Esperei alguns minutos, segurando a ansiedade.

- Está na ala pós-cirurgia, acabou de ser transferida para o quarto e... Matte! Capitão!

Segui caminhando até o corredor de área de tratamento intensivo. Sentia a reiatsu dela lá. Os shinigamis paravam e se curvavam em respeito enquanto passava, assentindo mecanicamente. Quando finalmente entrei no corredor, depois de tantos que havia intricado, Unohana havia acabado de sair por uma porta, fechando-a em seguida. Apressei o passo e logo ela me avistou. A expressão calma.

- Capitão Hitsugaya, achei mesmo que viria ainda hoje. Como foi a reunião?

Parei diante dela.

- Nada preocupante. Capitã...

- Ela está dormindo, não creio que acorde agora.

Meus ombros cederam de desamino, saindo do espanto e baixei o olhar.

- Claro, eu... devia saber.

- Mas poderá entrar se quiser.

A encarei estranhando.

- Isso não seria contra o repouso do paciente?

Suspirando ela olhou para a porta ao lado.

- Nesse caso, não. Conexão de Almas pode ser benéfico às vezes. A reishi do corpo está meio debilitada pela falta do atendimento imediato. A troca de energias servirá como uma barreira purificante à menina.

Minha estranheza apenas aumentou.

- Como assim?

Seus olhos me encararam.

- O miasma de Jigoku é um veneno. Demoramos na cirurgia para tirar todo do sistema fisiológico e a reishi está vulnerável.

Engoli em seco.

- Qual o real estado dela?

O que me disse a seguir não foi nenhuma novidade, não entanto, Unohana me contou algo mais que me fez perder a noção de tudo em volta, exceto do que me contou. A realidade lentamente caiu em mim e olhei para a porta do quarto onde Karin estava, sorrindo um tanto tolo e tremulo.

HITSUGAYA POF

KARIN POV

Gritos. Irados e histéricos me despertaram uns instantes do torpor. Não havia aberto os olhos, mas as vozes alteradas ficaram mais nítidas, atraindo minha atenção.

- ... Como pôde ter feito isso?! Ela é a única herdeira do clã e você desgraça...

- O sobrenome Shiba foi tirado no instante que renegeram o líder de vocês.

- Ele não honrou o nome da família. Abandonando tudo por causa de uma quincy!

- Um instante, ji-ji. Não meta a Masaki nisso.

Pai? Essa voz... era do meu pai. E ainda, parecia que Toushirou estava discutindo também. Quem eram esses senhores? E porque essa discursão?

- Acho prudente continuar a conversa em outro lugar.

A voz dessa pessoa me pareceu vagamente familiar. Quem era?

- Kuchiki, o senhor como líder do seu clã bem sabe do problema. A descoberta dessa herdeira trairia frutos de uma bela união com outro clã. Mas agora nem mais virgem ela é. Como arranjar um casamento nobre assim?

- Karin não vai casar forçada!

O choque me atravessou. Estavam falando de mim! Abri os olhos com esforço e a tontura me engolfou. Me deixando tão area que não consegui enxergar nada em volta. Antes de desmaiar ainda escutei.

- Irá sim, Shiba Isshin. Quanto logo melhor.

/////////////////////////////////////////////////////////////

Casar... Shiba... Meus pensamentos estavam incoerentes. Nada fazia sentido. De repente, senti um toque em meu rosto. Deslizando até meu queixo e subindo por minha bochecha, acariciando minha orelha. Teria me relaxado, no entanto, invés de imagens boas uma pior explodia em minha mente. Cabelos azulados quase escondendo o rosto eufórico, deliciado e perverso. O peso do corpo dele me machucava, sua mão tentava rasgar minha roupa e entrei em pânico, tentando me mexer e não conseguia. Meu corpo não respondia. Chorando, balbucei apavorada, querendo que me tirasse disso.

- Toushirou.

O monstro de cabelo azul me abraçou, levantando meu tronco e chorei mais forte.

- Não.

- Karin, acorde.

Um cheiro gelado clareou minha mente, me fazendo arfar e abri os olhos. Tremula encarei uma parede branca e os braços ao meu redor estreitaram mais, me aninhando no peito da pessoa. O cheiro gelado me aliviou tanto e fechei os olhos, enterrando o rosto em seu pescoço enquanto meus dedos agarravam suas blusas.

- Esta tudo bem.

O timbre da voz me acalmou mais e espiei levantando o olhar. Mechas brancas, rentes na nuca e a gola do haori confirmaram. Eu sabia que era ele assim que acordei, mas queria ver, sossegar o pânico da lembrança ruim.

- Como me encontrou?

Fechei os olhos, me aconchegando mais e Toushirou suspirou profundamente. Seu fôlego se filtrava entre meus cabelos.

- Eu te encontraria em qualquer lugar.

Me arrepiei com isso e seu rosto roçou o meu, seus braços me afastando o suficiente para que sentisse sua respiração banhando meu rosto, me entorpecendo.

- Toush...

Seus lábios me calaram. Moldando nos meus e prendendo com ânsia. O fôlego sumiu e antes que pensasse eles se moveram. Lentos, exigindo minha boca como se fosse sua propriedade e ainda sedentos, saudosos como se a qualquer segundo eu fosse fugir. A língua que costumava invadir minha boca não apareceu. Ela estava roçando meu lábio superior, apenas sentindo o gosto. Um gemido duplo ecoou por dentre o beijo mais sufocante que Toushirou já me deu e minha cabeça girou, mais tonta do que já ficou um dia. Ofegante, tentei respirar, mas ele não se afastava, ao contrario, me apertava mais e uma mão subiu pelas minhas costas até alcançar minha nuca. Dedos afundaram em meus cabelos, juntos aos arrepios e Toushirou inclinou minha cabeça para trás, para ter acesso melhor do que já tinha dos meus lábios.

Estremeci mais em sintonia com seu beijo e num arfar, pesaroso Toushirou afastou o rosto. Entreabri os olhos confusa e enxerguei tudo borrado.

- Está quase desmaiando.

Minha confusão aumentou. Impressão ou tinha um tom sorridente na sua voz.

- Como...?

- Respire Karin.

Sua testa encontrou a minha, colando e pude sentir o fôlego falho em meu rosto.

- Unohana não vai gostar se prejudiquei sua paciente.

Foi quando as coisas ficaram claras. Piscando observei em volta sem me mexer e vi que estávamos sentado numa cama de hospital. Um lençol branco cobria minhas pernas e pude sentir que vestia um kimono. Olhei meus braços e encontrei mangas brancas. Estava com certeza no 4º bantai.

- O que aconteceu? Há quanto tempo estou aqui?

- Quando voltamos de Jigoku, Abarai te deixou aqui e logo a levaram para a sala de cirurgia. Sua hemorragia estava forte demais.

O encarei e Toushirou parecia tão... sereno. A expressão do seu olhar no entanto, fez meu coração disparar, enlouquecido de emoção. O verde estava intenso e profundo, dizendo tantas coisas, mas principalmente... o quanto me amava. Fiquei sem ar outra vez.

- O que foi?

Me perguntou calmo e respondi sem pensar.

- Eu também.

- O que?

- Eu também te amo.

Seus olhos arregalaram um pouco e brilharam. Lentamente um pequeno sorriso se abriu e ele se inclinou, colando breve os lábios nos meus e sussurrou ao se afastar.

- Não sabe quanto é bom em ouvir isso.

Meu rosto esquentou e curvando os lábios, Toushirou se afastou mais ao ponto de me soltar, somente segurando minha mão esquerda. Fiquei mais vermelha e encabulada mirei nossas mãos dadas e notei uma coisa que quebrou todo o momento romântico. Nervosa, engoli em seco e ele percebeu, apertando mais minha mão.

- Karin...

- Porque tem anéis no seu dedo e no meu?

- Acalme-se, você...

Puxei a mão da sua, mas ele agarrou mais forte, prendendo. Uma histeria subia dentro de mim e lembrei da discursão.

- Toushirou!

Tentei de novo e o apertou só aumentou. Isso não pode ta acontecendo. Quer dizer, encarei mais nervosa os anéis, em ouro fino e lisos adornando nossos dedos anulares, da mão esquerda. Eu não sou idiota. Isso só podia...

- Karin, fique calma.

- Como você pôde?!

Quase gritei e levantei o rosto, meus olhos marejaram. A expressão serena dele me irritou, aumentando a histeria. Tentei soltar minha mão mas ele não deixava.

- Me solta!

- Não. Precisa me escutar e não sairei correndo atrás de você.

- Eu não...

- Iria correr filha, eu te conheço.

Pestanejei de susto e virei o rosto para a voz. Parado perto da porta, encontrei um homem vestindo um shihakushou e um bracelete no braço direito, prendendo uma capa que suspeitei num segundo ser um haori. Chocada simplesmente assisti ele fechar a porta e se aproximar da cama, sentando um banco.

- Antes que diga algo, lembra da conversa que escutou semana passada?

Sorriu brincalhão e arfei mais.

- Semana passada?! Mas parecia ontem.

Fechei a boca e Oyaji soltou um risinho, como detestei isso.

- Isso é bom, me poupa o trabalho de contar a história toda.

- Que história?

O olhei desconfiada, tentando ficar calma e sua expressão se esvaziou, tornando-se séria. Ver isso me deixou mais nervosa, supresa.

- Como ouviu, meu nome era Shiba Isshin filha e Kuukaku é minha sobrinha. Somos de uma das famílias nobres, há tempos expulsa de Seireitei por atos irresponsáveis. Bom, os velhos pensam assim.

Toushirou apenas permaneceu quieto, segurando firme minha mão. O olhei desconfiada, me sentindo estranha nessa conversa.

- Você sabia?

- Sim.

Minha raiva aumentou.

- Então porque...?

- Ele não podia Karin, até porque até pouco tempo Toushirou nem sabia que sou seu pai.

O encarei surpresa, muda e tentei dizer algo, mas não consegui. Aproveitando Oyaji continuou.

- Vinte e cinco anos atrás eu era o líder do clã Shiba e capitão do décimo esquadrão. Toushirou na época era meu terceiro oficial e Matsumoto minha tenente.

Meu queixo caiu. Quase rindo ele continuou.

- Nessa época conheci sua mãe. Ela me salvou e apesar de eu ser um shinigami, me revelou que era uma quincy. O amigo Ishida de Ichigo é um quincy também, filho do primo de Masaki. Dois dias depois fui visita-la escondido e descobri que o hollow que derrotou infectou ela, quebrando sua alma numa transformação hollow desgovernada. Sabe do que estou falando.

Assenti ainda muda. Ichi nii havia me contado sobre esse poder, do monstro que vive dentro dele e aprendeu a controlar.

- Sua mãe ia morrer então fiz a única coisa que podia. Salvei a vida daquela que me salvou. Claro, meus poderes se perderam, virei praticamente um humano normal e passei a morar no Mundo dos Vivos. Eu não me arrependo disso, tenho três lindos filhos e tive uma esposa maravilhosa.

Franzi a testa.

- Mas...

Seu sorriso sumiu.

- Sim, tem um mas. Horas depois do seu seqüestro, os anciões descobriram sua existência. Me intimaram no Mundo dos Vivos e cobraram uma explicação. Porque não havia dito que uma das minhas filhas se tornou uma alma? Que voltou às origens da família? Simplesmente disse que não era da conta deles e praticamente invadiram o escritório de Unohana. A fizeram contar todo seu quadro, os exames e mesmo contra vontade, ela teve que fazer um. É tradição e cheguei tarde pra impedir.

- Que.. que exame é esse?

Toushirou apertou levemente minha mão e o olhei, seu rosto estava revoltado.

- Quando uma herdeira esta na puberdade, fazem um exame para averiguar...

- O que?

Olhando para o vazio, seus olhos se estreitaram irritados.

- A castidade. É quando arranjam casamentos entre a nobreza e o resultado os enfureceu.

Todo o sangue fugiu do meu rosto. Olhei em pânico para meu pai e me espantei, ele sorria divertido e malicioso. Que tipo de pai é esse?! Nem se irritou!

- Toushirou é um bom rapaz filha. Eu sei que ele te tratou bem.

Piscou mais malicioso e me entalei. Queria que o chão se abrisse e me engolisse! Quase rindo, esse velho continuou.

- Enfim, a discursão que ouviu foi quando eles souberam e causaram esse alarde. Byakuya até tentou apaziguar, mas não deu certo. Dias depois casaram você e Toushirou por procuração. Kuukaku assinou os papeis quase torrando tudo de tanta raiva. Ela era a única que podia te representar.

Se virou para Toushirou.

- Lamento que tenha estragado seus planos, mas ainda sim estão casados.

Arfei mais chocada ignorando a risada de Oyaji e observei Toushirou. Ele ainda olhava para o nada, sua expressão meio irritada.

- Não queria que fosse assim.

Silencio. Ele se estendeu ao ponto que ficou desconfortável. Percebendo, Oyaji se levantou, batendo uma poeira imaginaria na hakama.

- Bem, bem... felicidades aos dois. Acho que expliquei tudo. – caminhou para a porta, de repente, pensativo – Será que serei avô esse ano, ou depois? Não, acho que ainda esse ano!

Arregalei os olhos. Saiu do quarto antes que gritasse com ele, na verdade, queria gritar, mas emudeci de novo. A mão agarrada na minha passou a brincar com meus dedos e voltei meus olhos para ele. Toushirou ainda fitava o vazio, ainda serio e pensativo. Eu deveria falar alguma coisa não é? Quer dizer, acordo num hospital e descubro que casei! Qualquer uma teria ficado histérica. E ainda a história do meu pai...

- É tão ruim?

Pisquei com seu tom embargado. Parecia... estranho.

- O que?

- A idéia de ser minha esposa.

Me encarou serio, mas mesmo assim não conseguiu esconder. Ele estava magoado!

- E-e-eu...

- Daijoubu. A nossa relação tem pouco tempo e... mesmo sem esse problema com o clã, fui precipitado demais.

Desviou o olhar, arfando leve. Parecia está se segurando. Lentamente comecei a me arrepiar. Meu nariz passando a arder. Um trincado súbito quebrou o silencio e olhei em volta, prendendo o fôlego. A mesinha ao lado da cama estava coberta por camadas de gelo. O trincado foi o vidro de um remédio em cima dela. Pasma vi o gelo aumentando e então o vidro espatifou. Junto com o liquido dentro dele. Olhei as paredes e mais gelo subia, lentamente mas forte. O encarei nervosa e percebi que não era magoa que ele reprimia, era pânico.

Tentei manter a conversa normal, pelo visto ele estava alheio ao gelo em nossa volta.

- Não é ruim. Eu... só não esperava. Achei que você tivesse me obrigado.

- Eu nunca faria isso.

O quarto ficou mais frio e me xinguei. Burra, Karin. Você é muita burra!

- Eu...

- Suman.

Pisquei confusa. Por que ele tava se desculpando?! Suspirando tremulo, Toushirou fechou os olhos e o quarto se aquecia outra vez.

- Não havia que notado que estava congelando.

Meu rosto queimou. Aos poucos fui pensando mais na situação e meu coração disparou acelerado, ansioso ao lembrar como me chamaria agora e... simplesmente as palavras Hitsugaya Karin faziam todo o sentido pra mim.

- Quando vou ter alta?

Ele piscou com meu tom, de repente, jovial. Não escondi, na verdade ainda estava com vergonha e não parava de pensar em uma coisa.

- Dependendo do seu estado, hoje mesmo. – me fitou com curiosidade, o pânico sumindo – Porque?

Meu rosto esquentou mais. Me sentia boba, ansiosamente feliz e boba. Seus dedos ainda brincavam com os meus, o carinho passou a me arrepiar.

- Bom... agora vamos morar juntos, não é?

A dúvida em seu olhar sumiu, aderindo um tom quente, terno. Apenas fiquei mais vermelha.

- Como nossa casa ainda está em obras, vamos ficar em meu alojamento no esquadrão. É isolado do resto quartel, mas será temporário.

Sorri tímida.

- Vo..você procurou por uma, enquanto e-eu estava aqui?

Pensando longe, ele suspirou.

- Na verdade, já era minha. Quase não a uso e é mais fácil para mim ficar no esquadrão.

- Tudo bem, é ótimo.

Voltando a me encarar ele fixou o olhar no meu, descendo lentamente enquanto se inclinava em mim. A essa altura estava tonta com seu fôlego soprando em meu rosto. Sussurrando, seu outro braço deu a volta em minha cintura ao puxar.

- Sem dúvida.

Colou a boca na minha, suspirando sedento e fechei os olhos, aproveitando o beijo que se molhava, minha boca sendo invadida por sua língua e tendo a minha sugada. Agarrei suas blusas, me entregando e devolvendo com igual volúpia o ardor dele. Mesmo que estivesse cansada pelos dias de internação, eu não vou abrir mão das minhas núpcias, que pelo beijo serão inesquecíveis.

Continua...
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