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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Dom 26 Out 2014 - 10:45

Notas da Autora

Yôo minna!
Sinto-me meio nostálgica, eheh. Sempre pensei que esta fanfic iria acabar por volta dos 20 e tal capítulos, e está longe de acabar. ^^ Ela deve terminar por volta dos 40, fiquei estupefacta quando programei a fic até o final eheheh E nisso eu só posso agradecer aos leitores! Nunca esperei que a minha fic hitsukarin fosse ter tanto sucesso assim, tendo em conta que existem por aí muitas melhores, domo arigato a todos os que lêem e comentam! <3

Capítulo 20 - O Mistério do Zombie

Soul Society





Hinamori recobrava a consciência lentamente, começando a abrir as pálpebras, deparando-se com o tecto branco. Branco. Instintivamente, recordou-se do sucedido com as lágrimas jorrando pelo seu cálido rosto. A tenente queria vociferar, mas sua garganta seca a impedia de gritar qualquer coisa. Sentiu uma segunda presença no quarto, mais afastada da cama, e imediatamente ergueu o seu tronco imprudentemente, porém ao fazer esse repentino movimento, seu ventre disparou com dores. A morena voltou a agachar-se, grunhindo de dor.

- Cuidado! Vai voltar a abrir todos os ferimentos desse jeito…

Momo mirou na direcção da voz, que ecoou no outro canto da sala, e ficou estupefacta por deparar-se com a Kurosaki. Principalmente, por ela ter detectado uma nítida preocupação no mar ónix; por outro lado a tenente até se divertiu com o constrangimento da shinigami da décima divisão, mesmo não o demonstrando. A tenente pouco discreta revista todos os recantos daquele quarto, procurando por uma terceira pessoa, não a encontrando, fica desapontada. Esse detalhe não passou despercebido a Karin.

- Procura alguém, tenente Hinamori?

- Ahm? Sim… Viste o Kira-kun?

Hinamori não se apercebeu da timidez que soou em sua voz e muito menos o motivo para ela ruborizar por fazer uma simples pergunta, afinal Kira era um amigo seu, seria normal ela sentir a ausência dele. Provavelmente tivesse ficado constrangida por ter sido perceptível na sua busca, apenas isso. Mas não conseguiu evitar ficar desanimada, por o tenente não estar ao lado dela... Ele foi sempre um de seus melhores amigos, principalmente depois do ocorrido com o ex capitão Aizen. Kira sempre a apoiou em tudo no que precisava e só agora compreendera a falta que ele fazia naquela pequena divisão.

Karin demonstrou um sorriso singelo, exprimindo sua máxima felicidade ao detectar os sentimentos da tenente. E foi nesse momento que a Kurosaki percebeu: por um instante, ambas foram sinceras uma com a outra, mesmo que não tenham tido propriamente uma conversa.

- O tenente Kira está a relatar os acontecimentos à capitã Unohana no seu escritório.

Apesar de haver um tom brincalhão na resposta de Karin, o ambiente ficou tenso. A cor escarlate da face de Momo murchou repentinamente, voltando a ficar pálida, declinando a sua cabeça. Era-lhe uma tortura ter que reviver todo o incidente com o Shirou-chan... Nunca poderia supor que algo semelhante lhes pudesse acontecer novamente… Mesmo que no fundo, ela até aceitasse que merecesse aquilo.

Ela fazia seu monólogo oco sobre o dia que tivera no quinto esquadrão e, imperdoavelmente, não captou o mau estado do seu amigo de infância. Quando Hitsugaya parou de caminhar, ela perguntou o que tinha acontecido e ficou furiosa ao vê-lo tão deprimido. Ele estava alheio, não tinha ouvido nada do que ela disse, estaria assim por estar longe da Kurosaki? Obviamente, ela entendeu a promessa implícita nas palavras do capitão ao dizer que voltaria para Karin, por isso naquela altura o puxou pelo braço, arrastando-o para fora do quarto esquadrão com ela. Desde sempre Hinamori esteve determinada a provar que essa promessa não iria ser cumprida, ela estava disposta a interferir naquele pacto entre os dois shinigamis.

E sob esses pensamentos, com a raiva e ciúme no lugar do amor, a tenente o beijou. Ela sentiu-se feliz por Toushirou não a ter afastado, como ao inicio supunha que ele faria, contudo ficou frustrada ao notar que ele também não a correspondia. Por isso optou por forçar mais seus lábios contra os dele… Inesperadamente, o capitão repudia seu toque a distanciando dele, as lágrimas surgiram cintilantes em seus olhos acastanhados. E foi nesse preciso momento, que ela avistou as mudanças físicas no seu amigo, ficando de facto preocupada com ele. Ia tentar conversar com ele quando sente a lâmina gélida a transpassar. A última coisa de que se recordava era desabar inerte no solo, à espera da morte.

Karin ficou preocupada com a mudança súbita de Hinamori e martirizava-se por estar a insistir num assunto tão sensível mas era necessário para ajudar Toushirou.

- O que aconteceu?

Momo permaneceu em silêncio, cabisbaixa, enfurecendo a Kurosaki que voltou a questioná-la porém mais austera.

- Tenente Hinamori, você foi a última a ver o capitão Hitsugaya consciente, eu quero saber o que aconteceu para o meu capitão a ter atacado! Quero entender o que houve...

Hinamori reergueu seu olhar para a recente shinigami, sabendo que esta não desistiria até ter uma resposta. Diria que beijou o capitão e que por isso ele se descontrolou? Não havia certezas disso, mas foi a última coisa que aconteceu com ele lúcido.  Mentiria? Isso pode ser prejudicial numa missão como aquela. Como tenente, ela devia relatar o que aconteceu...

- O Shirou-chan não se sentia bem desde que saímos, acho que foi algo gradual, nada instantâneo, deve ter sido o colapso, apenas isso.

- Então não aconteceu nada para ele se transformar?

- Não.

A morena ficou pensativa enquanto Momo encarava os contornos das palmas de suas mãos. Porque ela não contou a verdade? Ela abalaria a confiança da Kurosaki e poderia usar isso para seu beneficio mas ela queria mesmo fazer isso? Se sentiria mesmo bem ao fazer isso?

Quando seus olhos se encontraram com os ónix não foi capaz de revelar o sucedido, preferindo mentir. Afinal ela beijou o Hitsugaya, não ele a ela, nem sequer a correspondeu… O que receberia em enganar a Kurosaki? Esta iria ficar furiosa com o capitão, e neste momento Toushirou necessitava da ajuda de todos os seus nakamas. Ela não podia voltar a desiludir seu amigo de infância, aquele que um dia considerou um irmão mais novo… Ela tinha de o proteger, já que não o soube fazer quando ele mais precisou.

Kira estava encostado atrás da porta com uma bandeja coberta de alimentos para Hinamori e este preferiu aguardar pelo fim da conversa, não querendo atrapalhar as duas shinigamis. Assustou-se e quase deixou a bandeja cair ao perceber o rumo que o diálogo tomava. Mas ficou agradavelmente surpreso ao perceber que a tenente não revelou o que aconteceu com o albino, sorrindo largamente.

Pelos vistos, algumas coisas mudaram…





Sangue. Frisos carmesins escorriam pela lâmina branca. O zombie atacara o oitavo distrito de Rukongai. Toushirou sentia-se péssimo por não poder acudir as almas que clamavam por ajuda, ele tornara-se shinigami para poder socorrer os outros... Sentia-se incapacitado, como se todo o seu árduo treino não tivesse significado nada.

Não só era coagido a assistir ao massacre como também era considerado o responsável pelos crimes que tentava evitar, seu sobretudo capitão era manchado, não só pelo sangue das vítimas, ele perdera a honra pela qual tantos anos batalhara, o respeito. Ele era classificado como um inimigo, quando fez de tudo para salvar a Sociedade das Almas.

Toushirou buscava conectar-se com Hyourinmaru para voltar a possuir o comando de seu corpo contudo o vínculo deles foi bloqueado. A sua zanpakutou era a chave para a resolução porém o zombie prevendo suas atitudes, preveniu-se, fazendo com que o capitão não conseguisse alcançar o dragão de gelo. Ele estava moído psicologicamente, considerou a hipótese de desistir, entregando-se. Mas cada vez que comparecia uma criança ser torturada pelas suas próprias mãos, ele renovava suas forças e voltava a tentar.

O albino sente uma forte tontura, como se a sua robustez o estivesse a abandonar... O que se estava a passar?

- É aqui que nos despedimos, senhor capitão.

O shinigami não compreendeu as palavras do zombie todavia ao ter um delíquio pela segunda vez pode perceber o que ocorria. Ele estava a perder a consciência, como se o seu espírito estivesse a morrer lentamente... Ao ser enviado para as profundezas da sua alma. A gargalhada macabra zumbia nos ouvidos do albino e sem mais resistências para combater, o zombie obtêm o controlo absoluto de Hitsugaya.

- Finalmente me livrei daquele shinigami, agora estou livre!

- Ora... ora... Isto sim é interessante.

O zombie sobressaltou-se quando escutando uma voz depara-se com outro capitão, mas este parecia manusear perfeitamente todo o seu corpo, sem nenhum invasor para o perturbar. O aspecto deste shinigami era estranhamente peculiar, duvidou até se no passado teria sido um humano. Apesar de ter sido surpreendido, o zombie não desmanchou sua compostura, com seus olhos negros transbordando frieza.

- Serás um belo experimento, zombie.

- Como sabes o que eu sou?

- Obviamente não és o capitão Hitsugaya.

- Sou um lado obscuro dele.

- Não. Tu és uma alma condenada, um hollow. Todos os zombies são hollows que foram destruídos por nós no Hueco Mundo e que querem vingança contra os shinigamis, aliando-se por isso aos quincys.

O hollow arregalou os olhos estupefacto. Como ele descobriu isso? O objectivo deles era simular a traição de alguns shinigamis, para que a desconfiança surgisse entre todos e a o caos se instalasse na Soul Society. A finalidade de seu plano era que eles se auto-destruíssem uns aos outros. Como aquele homem estranho descobriu seus planos como se não fosse nada? Teria de eliminá-lo, se ele propagasse as suas informações, arruinaria todo o plano.

- Deve estar-se perguntado como é que eu descobri isso, certo? Muito simples: Invadindo a mente do inimigo.

- O quê?

- Não és o primeiro zombie que aparece, alguns mais fracos também dominaram shinigamis. Só os tive de capturar, usando-os como cobaias e descobri tudo o que meros peões como vocês tem que saber, zombies são meros fantoches dos quincys.

Estava impressionado de facto com a astúcia do cientista, ia indagá-lo de novo mas dois shinigamis que corriam para o local interromperam o seu diálogo. Eles pareciam trazer alguma novidade para o capitão e nem sequer repararam na sua presença. Era evidente o seu esgotamento físico, provavelmente debateram-se com outros inimigos... Isso explicava os arranhões nos braços, o suor que escorria por suas testas e as roupas machucadas e rasgadas. Eles aparentavam conversar com Mayuri mas este por sua vez não respondia, continuando a encarar o zombie, esse gesto fez com que Ikkaku e Yumichika olhassem na mesma direcção que o capitão.

- Só pode ser brincadeira…

- Ele é…

- Capitão Hitsugaya!

Kurotsuchi revirou os olhos com o escândalo provocado pelos dois shinigamis. Muito barulhentos. Ikkaku continuava a encarar atónico o seu superior, evidenciando sua absurda surpresa.

- Eu tinha percebido que toda a sua reaitsu desapareceu mas…

- Como isso foi acontecer?

O zombie estava saturado de tantos interrogatórios, aproveitou que os shinigamis estavam ligeiramente afastados e atacou o que tinha a guarda mais baixa: Yumichika. Este por impulso ergue os braços, numa tentativa de se proteger.

- Bakudou…

- Seu idiota! Não dá para parar isso só com um kidou!

O golpe inesperado de gelo arremessa Yumichika longe, no embate contra um muro o oficial rasga sua mandíbula, derramando sangue pelos cantos da boca. Toda a área do alcance da investida ficou congelado. Yumichika se ergue com dificuldade, escorregando por vezes no gelo, enquanto cuspia sangue. Algo intrigava o shinigami, pela intensidade do golpe os danos deveriam ter sido muito maiores porém algo amansou os danos.

- Sempre imprudente, não é mesmo Ikkaku? Ikkaku!

Madarame recebeu a maior parcela da devastação no lugar de Yumichika, ficando gravemente ferido na perna direita. O tecido negro ficou esfarrapado, relevando a canela descoberta queimada pelo gelo.

- Droga… Ele pode ser um cadáver mas ainda é o capitão da décima divisão… Perder a perna é um preço pequeno para sobreviver…

O zombie caminhou despreocupadamente até onde o terceiro oficial estava estendido, voltando a empunhar sua espada, cortando na diagonal as costas do shinigami. Yumichika assiste apavorado àquele cenário, porque ele prosseguia nos ataques? Eles não tinham condições para continuar a lutar mas mesmo assim ele não se dava por satisfeito até os ter eliminado por completo.

- Mas que… droga…

Ikkaku tentava manter-se firme, suportando a dor, contudo repetidamente sofreu outro golpe e quando iria receber o terceiro, a lâmina do zombie embate com a trémula de um Yumichika furioso.

O oficial estava de joelhos à frente de Madarame, segurando sua zanpakutou no cabo e na lâmina contra a espada de gelo. O suor misturava-se com o sangue, ganhando um tom avermelhado.

- Como ousa fazer isso com Ikkaku…

Madarame tinha-se entregado ao inconsciente, um alívio para seu sofrimento. Enquanto isso o quinto oficial permanecia seu combate, pronunciando um último sussurro antes que suas forças o desamparassem.

- Ruri iro…

Um feixe de luz esverdeado começou a brilhar porém o zombie consegue devorar o ataque sem dificuldades, e revirando a sua lâmina rompe no shinigami, ferindo-o da sua cintura até o ombro. Um golpe profundo, que aniquilou com o oficial, desabando inerte ao lado de Ikkaku.

O capitão Mayuri que até o momento se limitava a observar, reapareceu atrás do zombie, com um olhar reprovador para os dois shinigamis ensanguentados.

- Imprudentes.

O zombie mantinha sua feição desinteressada, empunhando a zanpakutou no ar a agitando, livrando-se do sangue que esta continha. O cientista voltou a sorrir, como se fosse um anjo inocente.

- O capitão Hitsugaya está a ver o que acontece?

- Já não, consegui dominá-lo.

- Entendo… De facto, é hilário!

Mesmo percebendo que este capitão era alheio a ideais como companheirismo, não se deixava de abismar pela sua inconveniência. Era assim tão indiferente aos seus aliados? O sofrimento do albino não significava uma derrota para os shinigamis? Então porque se divertia?

- O que eu gostaria de saber é: Qual é a graça de controlar algo sem consciência?

- Como eu não sou um sádico não posso responder a isso.

Ambos se encaravam, como se no olhar encontrassem a resposta para suas dúvidas. O cientista, desmancha sua expressão jocosa para uma rigorosa. O zombie alargou seu sorriso de canto, satisfeito com a ligeira alteração.

- Agora… Capitão Hitsugaya. Não posso permitir que continue a destruir o que quer. Está me dando muitos problemas desse jeito.

Nesse instante, Mayuri revira os olhos, levantando as mãos como se tivesse lembrado de um pormenor importante.

- Ah sim… Esqueci que conversar não é uma opção. Ah… bem… acho que o devo eliminar, não é?

O zombie persistia em sua máscara de frieza, tolerando as provocações do sádico capitão. Mesmo tendo conhecimento que ele não era o capitão o estava a tratar como tal...

- Mas não se preocupe capitão… É tudo pelo bem de Seireitei.

O hollow puxa o cabo da espada, voltando a clamar aos céus congelados, porém o shinigami  apto consegue esquivar facilmente. Ele concentrava uma maior quantidade de reaitsu na lâmina congelada, pretendendo aumentar a amplitude de seu ataque mas alvoraçou-se quando duas zanpakutous colidiram. Kurotsuchi ficou ligeiramente intrigado por a nova recruta da décima divisão ter evitado um golpe tão potente, ficando com seus instintos aguçados, interessados naquela batalha.

- Toushirou… Volta ao normal! Tu não queres fazer isto!

- Criança tola, queres ficar no mesmo estado que a outra shinigami?

A voz era claramente diferente, Karin pode perceber isso imediatamente. Não era o Toushirou que ela conheceu, era outra pessoa. Aquelas palavras só confirmaram suas suspeitas: o albino nunca magoou intencionalmente Hinamori.

O capitão era muito mais forte que Karin e esta teve de usar as duas mãos, semelhante a Yumichika, para não tombar. Flexionou os joelhos, suportando o peso que o zombie empunha nela, porém ao deslizar seu calcanhar não detectou uma poça de sangue que a fez escorregar e capotar no solo. Ele, lentamente, como numa leve tortura, foi levando a Hyourinmaru até o coração da Kurosaki… Ela, por impulso, segurou na lâmina impedindo a prosseguição da espada. A ausência de medo da shinigami, a determinação em seu olhar, por um segundo maravilhou o zombie. Os dedos finos dela enrolavam-se na espada dele, ferindo-se. Karin ignorou o ardor de suas mãos, porém o hollow não diminuiu a pressão da sua zanpakutou, fazendo-a gemer de dor. Quando a lâmina rasgou o tecido do kimono, ele subitamente parou.

A morena pensou realmente que este fosse ser seu fim, mas para sua surpresa ele parou. Ela reergueu seu olhar para o zombie e encantou-se com o que viu. Seus olhos antes submersos por uma camada negra, agora estavam no seu tipicamente azul-turquesa. Ela balbuciou o nome do seu capitão porém os sons eram ilegíveis para qualquer um que a escutasse.

A zanpakutou recuou, e ela deparou-se com a sua expressão dolorosa. Ele estava atormentado, era transparente seu arrependimento... Podia sentir isso. Ela observou o corpo de Hitsugaya tremer, como se sofresse espasmos. A lâmina tilintava como se a mão dele ora se erguesse para finalizar seu ataque, ora recuasse. Ele estava a enfrentar uma luta interna pelo domínio de seu corpo…

- Toushirou…

- Perdoa-me Karin…

Evaporou. Hitsugaya desapareceu na imensidão do nevoeiro que criou, uma camuflagem para escapar. Karin levantou-se porém uma tontura a fez cair novamente, por um  momento pareceu que ela sentiu a mesma dor de Toushirou, como se ela estivesse dentro dele, e assim pudessem compartilhar a mesma dor.

Karin estava estendida no piso, não se conseguia mexer. Ela fugiu do quarto esquadrão, ignorando as ordens da capitã. Ela não estava em condições de intervir numa luta e isso só agravou o seu estado. Tentou erguer-se mas quanto mais se empenhava pior se sentia. Ouviu passos na sua direcção e identificou o capitão dirigir-se a ela.

Parecia sereno, a Kurosaki esperava que ele a repreendesse ou que troçasse de seu estado débil contudo pareceu compreensivo. Isso não era uma atitude costumeira do sádico cientista.

- Ajudar um zombie a fugir é traição, cuidado para a próxima garota shinigami.

E nessa ocasião, Karin aprendeu que ajudar a pessoa que amava podia ser um caminho estreito coberto de ardilosas armadilhas, prontas a derrubá-la. Porque alcançar Toushirou sempre era tão difícil? Sempre pensou que sendo uma shinigami tudo seria mais simples mas agora entendeu que os problemas só estavam a começar. E sob esses devaneios, ela entrega-se ao mundo dos sonhos, onde tudo era mais facilitado.

Próximo da shinigami desacordada, um pequeno floco de neve dissolvia-se em água. Como se o calor corporal dela, o tivesse aquecido e derretido seu gelo.


Notas Finais

Bom a pedido de uma leitora eu de facto tentei fazer um capítulo maior que os anteriores... Peço que me desculpem por não ter tantas palavras assim...
Eu vou deixar os leitores decidirem: preferem um capítulo mais pequeno mas que eu o publique todas as semanas, ou um ainda maior mas que actualize de duas em duas semanas? Sei que é complicado em ambos os casos, mas eu tenho três fics (e outra em dupla) e por isso tenho que actualizar todas elas né? Peço que me desculpem e muitos beijinhos! <3
Jya née!

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Seg 27 Out 2014 - 22:32

Sinceramente, eu prefiro capítulos maiores. Você consegue desenvolver muito melhor os capítulos utilizando de mais palavras, além disso.
Sobre o capítulo: simplesmente amei. Pobre Karin, ainda vai sofrer um bocado antes das coisas começarem a ficar menos piores.
E pela primeira vez na história, eu consegui ter um pouquinho de pena da Hinamori. Milagres acontecem, afinal...
Enfim, espero ansiosa pelo próximo, seja ele grande como esse ou não.

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Qui 30 Out 2014 - 19:25

Ameiii... Ta Incrivel, To Ansiosa *o*

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