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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Sab 18 Out 2014 - 23:00

Capítulo 19 - Escolher sem Arrependimento

Soul Society



As nuvens cinzentas sugaram todo o tom azulado do céu da Sociedade das Almas. Muitos shinigamis começaram a correr, refugiando-se da chuva miudinha que surgiu inesperadamente. Assim como a chuva muitos conflitos súbitos se aproximavam.

No quarto esquadrão, Karin remexia-se na sua cama, contorcendo-se numa expressão aturdida. Parecia ter um pesadelo. Enquanto isso um nevoeiro circulava a shinigami, invitando que alguém se pudesse aproximar dela.



Sonho ON

A Kurosaki vagueava por uma passagem subterrânea. Não sabia como tinha ido parar naquele lugar, caminhava sempre numa direcção para evitar perder-se mais do que já estava. Seguindo em frente mais alguns metros, ela consegue avistar algo que a surpreende, parou por uns segundos e observou o local com calma, haviam duas portas velhas. Pareciam feitas de uma madeira resistente e também aparentavam ter muitos anos, era possível ver que a madeira estava bem lascada de ambas as portas, elas estavam fechadas com uma corrente e um cadeado. Depois de as analisar Karin olha para a frente, e não vê nada mais que um corredor escudo e sombrio, como as trevas da noite, sentia medo e estava com receio de seguir adiante, o vento soprava de lá e ecoava pelo corredor um som de água pingando como se houvesse uma goteira, o chão era feito de pedras, rígidas e ásperas, e por ali parecia já haver passado muitas pessoas…

A morena percebe uma movimentação irregular do ar, perto de seus pés. Ela não a via mas sabia que ela estava ali. Porque não se revelava? Algo estava errado.

- Fujin.

Imediatamente a zanpakutou responde ao chamado da sua mestre, aparecendo entre as duas portas. A morena arregalou os olhos ao encarar Fujin, ela estava singularmente enigmática. Algo estava errado, ela podia sentir. Fujin não estava bem. A albina ergue os dois braços, estendendo cada um deles em direcção de uma das portas.

- Tens de escolher Karin, e não erres porque não há segundas oportunidades.

- O que eu tenho de escolher Fujin? Que lugar é este?

As pérolas cristalinas cintilaram devido às primeiras lágrimas. Karin tentou se aproximar dela mas seu corpo ficou mais pesado, como se a força da gravidade tivesse aumentado. A shinigami grunhiu, tentando movimentar-se inutilmente. Ela encarou a sua zanpakutou que silenciosamente lhe pedia perdão.

- Escolhe e por favor não morras pequena shinigami.

Após a albina ter sumido, a morena voltou a sentir a aura profunda da solidão. Queria ajuda para sair daquele lugar, mas estava por conta própria. Ela aproximou-se das portas e ficou indecisa. Temia escolher a errada, uma vez que não teria outra chance para remediar caso optasse pela errada… Aparentemente as portas eram idênticas, então o que as podia distinguir?

Os olhos ónix procuravam minuciosamente algum pormenor distinto mas nada. O que Toushirou escolheria no lugar dela? A morena respirou fundo, ela não sabia o que fazer. Fujin não lhe dera uma única indicação, ela estava completamente sem rumo.

Mas tinha de ter confiança. Karin fechou momentaneamente seus olhos, revivendo todos os momentos agradáveis com a sua família, seus amigos e com Toushirou… A Kurosaki não tinha força própria suficiente para lidar com o problema, porém recordar-se das pessoas importantes para si, foi como se eles partilhassem com ela suas forças, unindo-os.

Reabrindo os olhos, Karin elegeu uma porta adentrando por ela. Uma corrente de ar arrebatou a shinigami que cruzou os braços por cima do rosto, para se proteger enquanto sentia o piso sumir de seus pés. Ela quis gritar pelo susto, pela desagradável sensação de ruir, mas sua voz não saiu, ficou presa em sua garganta.

Sonho OFF



Karin despertou bruscamente de sua alucinação. Ela espalmou as mãos na cama, relembrando o terror que vivenciou, mesmo tendo sido tudo uma mera fantasia ela sentiu que foi real. Como se tivesse enfrentado uma batalha em seu subconsciente.

Escolhes-te bem, pequena shinigami…

Sentia-se aliviada por tudo ter corrido bem, mesmo que por um momento tenha receado que a sua eleição tivesse sido a incorrecta.

Ao desviar o olhar, a Kurosaki deparou-se com os móveis e outros objectos, constatando que estavam húmidos, como se um nevoeiro tivesse penetrado dentro da divisão. Ergueu uma sobrancelha confusa com essa hipótese, teria sido uma artimanha de sua zanpakutou? Um clarão rompeu pelo compartimento, seguindo de um potente ruído.

Pela janela, ela pode identificar o mau tempo. Teve vontade de invocar Fujin mas preferiu não fazê-lo. Em vez disso, abandonou seu refúgio, dirigindo-se para o jardim do esquadrão. Ela precisava de espairecer, esvaziar a sua mente.

A chuva a encharcava mas ela não estava apoquentada com isso, antes esticou mais o pescoço inclinando a cabeça para trás. Ela se entregava à tempestade, fundido-se com ela, como se esta a pudesse lavar suas angústias e purificar seus sentimentos.

Ele não veio.

Ele não cumpriu sua promessa.

Porquê? Era o que intrigava a Kurosaki, porque ele lhe deu esperanças? Queria que ela sofresse? Porque não foi sincero? Ele podia ter dito que não vinha, que preferia desfrutar a companhia agradável da tenente Hinamori. Porém ele preferiu iludi-la, jogar com seu coração. Almejava acreditar que isso era um engano dela, que devia ter acontecido algum imprevisto... Mas o seu ciúme a cegava. Ela queria confiar em Hitsugaya mas não conseguia.

Uma repentina alteração no esquadrão médico, aguça a curiosidade de Karin. Ela percebeu que os shinigamis estavam agitados, alguns apavorados. Preocupados com algo...

Karin camuflando-se na confusão, passando pelos shinigamis disfarçadamente. Reparou que próximo do escritório da capitã Unohana, um grupo de médicos estava a intervir. Ao acercar-se sorrateira, anotou que esse grupo rodeava dois shinigamis. Ela reconheceu a cabeleireira alourada do tenente Kira, porém não distinguiu a outra pessoa que estava em seu colo, aparentemente ferida.

A Kurosaki ao achegar-se, começou a escutar o diálogo entre os shinigamis. Ela sabia que sua intromissão naquele momento era condenável mas a curiosidade era superior. Desafortunadamente, a morena ouviu algo que a fez arrepender-se amargamente por ter conseguido escutar.

- O capitão Hitsugaya atacou a tenente Hinamori, por favor a ajudem!

Karin deteve-se no corredor espaçoso. "Atacar"... para matar? Não, isso era impossível… Ele nunca faria isso… Toushirou não era assim… Então porque diziam aquilo?

- É mentira…

Karin não aceitava recusava-se a isso. O shinigami que a sempre protegeu não tentava eliminar seus próprios companheiros, principalmente Hinamori que era uma amiga especial.

O tenente Kira pareceu escutá-la, olhando em sua direcção. Falara tão alto assim? O loiro contornou-se para a Kurosaki que fez com que esta acabasse por em fim avistar Hinamori e seu delicado ferimento. A morena entreabriu seus lábios, incrédula demais para pronunciar algo. Havia gotículas de gelo na rachadura do ferimento da tenente do quinto esquadrão.

- Não…

Continuava céptica. Ela foi recuando, afastando-se da multidão que recebia os dois shinigamis. Redireccionou-se de volta para seu quarto, queria ficar sozinha. Isolar-se daquela confusão. Mas seus planos foram interrompidos ao sentir seu braço ser puxado. Era o tenente loiro. Ele deixou a Hinamori aos cuidados dos outros médicos para a impedir de seguir seu trajecto. Ao deparar-se com o kimono dele, distinguiu entre o negro, manchas avermelhadas.

- Me solta! Eu não acredito que o Toushirou faça algo assim!

- Eu sei, eu também não…

Karin parou de debater-se, tentando em vão libertar-se do agarre, para o fitar incrédula.

- O quê? Mas tu disseste que…

- Sim, foi o capitão Hitsugaya mas desconfio que ele estivesse a ser controlado. A sua lâmina parecia tremer… Como se estivesse inseguro.

- Controlado? Como é isso possível?

- Os quincys…

De supetão, a shinigami recordou-se do quincy sádico que Toushirou derrotou. De facto, mesmo ele tendo sido derrotado, não perdera sua prepotência e arrogância. Como se soubesse que o capitão fosse tombar mais cedo ou mais tarde. Isso fazia sentido...

Estava disposta a conversar com Momo, por muito que isso lhe custasse. A Kurosaki iria perceber o que realmente aconteceu, para poder ajudar Toushirou. Isso era certeiro.

- Nós vamos provar que o Toushirou está inocente.

Kira sorriu deslumbrante, verdadeiramente feliz pela confiança que ela inalava. Porém, a Kurosaki pressentiu que este lhe omitia algo em simultâneo. Mas preferiu não dar importância a esse pormenor, se fosse algo grave, ela certamente iria descobrir. Desse modo, encaminhou-se para os aposentos de Hinamori.

O tenente obervou amargurado Karin orientar-se rumo ao quarto solicitado a Momo. Ele assistiu o beijo que Hinamori dera a Hitsugaya, ele presenciou a transformação do capitão e principalmente enxergou pelo olhar do albino o desagrado deste com o acto imprevisível da tenente. O loiro remoía-se culpado por esconder isso da Kurosaki mas temia a sua reacção ao descobrir esse incidente.

Se ela soubesse disso poderia ficar magoada com o albino injustamente. Não era certo ele pagar por um erro de Hinamori… Principalmente quando Toushirou mais precisa de Karin. Se havia alguém que poderia ajudar o capitão esse alguém era a morena. O tenente seguiu o mesmo caminho de Karin, temendo que Momo revelasse, numa provocação, o sucedido.

A Kurosaki entrou sem bater à porta, silenciosa. Não queria perturbar o descanso da tenente afinal ela estava muito machucada. Momo parecia ter recuperado do ferimento mas algo em sua expressão adormecida a integrava. Provavelmente, ficou traumatizada por o homem que amava virar-se contra ela. Até Karin ficaria chocada inicialmente, mesmo sabendo que ele era inocente não era simples reagir a uma situação dessas.

A morena não percebeu que a chuva tinha cessado e o sol ressurgia no amplo céu. Karin nunca poderia cogitar, que em breve lhe fariam uma visita.

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Sex 24 Out 2014 - 17:52

Awwwww... Super ansiosa. *o*

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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Sab 25 Out 2014 - 10:04

Malditos Quincys, mal posso ver seus movimentos... eu tiro o olho deles por cinco segundos e eles já estão atormentando de novo...
Pobre Karin, tenho a leve impressão de que ela ainda vai sofrer muito nessa história.
Simplesmente amei! Ansiosíssima pelo próximo.

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