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 Novo Recomeço

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: Novo Recomeço    Sex 26 Set 2014 - 13:00

Notas da Autora

Yeahh! Estou de volta, eheh
Acho que a chegada do "Inverno" me alegrou e deixou-me inspirada... Consegui actualizar todas as minhas fics em uma semana, woow! Mais, esta fic amanhã vai ter outro capítulo (o de amanhã vai ser sobre os espadas, eheheh :3
Bom, antes de mais nada, o título já o indica mas vou dizer na mesma. Todo este capítulo foi aquele pesadelo que a Orihime teve antes de acordar e abraçar o Ulquiorra.

Boa leitura*



Capítulo 8 - Sonho


“Senti meu coração parar na hora, meus olhos encheram-se de água quando vi aquilo... Ulquiorra estava caído no chão em forma de boneco com parte do rosto quebrado, assim como sua mão e uma perna, sai correndo para perto dele e passei a mão em seu rosto lentamente, numa tentativa inútil de fazê-lo reviver novamente. Seus olhos já não mostravam o brilho de antes, mas a solidão... Abaixei-me no chão, com as mãos apoiadas no chão frio, comecei a chorar, meu coração havia se despedaçado como ele. (…)

Não havia concerto a ser feito, não havia esperanças que ele voltasse a viver, o que restava eram lembranças, lembranças que me atormentam até hoje. Os dias viraram semanas, semanas em meses, terminei o terceiro ano do ensino médio e depois mudei de cidade, de rotina, de vida. Já não tinha mais lagrimas para chorar, se algum dia alguém me perguntar se já tive um amor eu responderei que tive, mas o destino cruel o tomou de mim.”

(Fanfic Bonecos Também Amam de LadyPsicótica e Marvis, Capítulo 7: Até o para sempre acabar)





Fazia frio. Apesar da madrugada encantadora, iluminada pelo sol, estava uma manhã gélida. Orihime, que regressava a casa depois de um dia comum de aulas, usava um cachecol enrolado no pescoço para se aquecer.

A ruiva repudiava o Inverno, sempre solitário e gelado. Prezava mais o caloroso Verão e, principalmente, a primavera floral. O renascer das flores, o renascer das novas gerações. E sem que compreendesse o motivo, essa palavra a incomodava. Porém, nesse dia, nada a aparentava afectar.

Seu largo sorriso estampado no rosto juvenil, dançava enquanto caminhava, abrindo os braços enquanto a brisa empurrava seu corpo, numa prazerosa sensação de liberdade. Por alguma razão, estava anormalmente feliz, provavelmente porque o seu “Kurosaki-kun” lhe sorriu, ou terá sido porque o mesmo lhe pediu ajuda nos deveres de casa?

Nada a poderia entristecer. Era nisso que a colegial acreditava.

Subitamente, Inoue termina os seus passos musicais ao encarar uma criança agachada, esquecida, num canto. Seu rosto era protegido pelos braços finos, mas a ruiva sabia que ela chorava, pelos audíveis soluços.

Compadecendo-se, ela acelerou o andar, esquecendo-se da sua suma felicidade. Ver aquele rapaz abandonado, recordou-a de si mesma quando seu irmão ainda era vivo, quando ela numa atitude infantil se rebelou contra ele. Angustiada pelo rapaz, ela tentou animá-lo, achando que conversar seria uma boa terapia. Por vezes, tudo o que é necessário é que alguém nos possa ouvir.

- Ei, tu estás bem?

- Porquê?

- O que aconteceu? Perdeste-te de teus pais?

- Porquê?

- O quê?

- Porque me abandonas-te… mãe?

- Do que estás a falar? Porque me chamas-te de “mãe”?

- Como não te podes lembrar? Como pudeste-te esquecer de mim? Não me amas?

- O quê? Não é nada disso, só deves estar a confundir-me com alguém…

- Porque me odeias!? Porque esqueces-te de mim e do pai!? Como podes-te apagar-nos assim da tua vida?

Naquele momento Orihime pode vislumbrar os olhos esmeraldas do rapaz, suas lágrimas escorriam pelo rosto avermelhado. Uma tontura a atingiu enquanto memórias de quando o Ulquiorra morreu surgiu em sua mente. Orihime começou a chorar, ela tinha usado o Ichigo para se esquecer da dor e da solidão provocadas pelo Ulquiorra? Por isso não se lembrava do espada? Mas e aquela criança quem era? Porque era idêntica ao arrancar?

O olhar acusatório do rapaz esmigalhou o coração de Inoue, aumentando o seu remorso. Ela desejava sumir como aconteceu com o quarto espada, toda a euforia que antes sentia simplesmente evaporou.

O céu pareceu compadecer-se da tristeza da ruiva, surgindo as nuvens cinzentas consumindo o céu azul de Karakura. Trovões eram escutados, enquanto Orihime e a criança encaravam-se sem desviar o olhar.

Ele parecia conhecê-la. E ela? Não fazia ideia de quem ele seja.

- Porque permitis-te que o pai morresse, outra vez?

Aquelas palavras tiveram um impacto muito maior do que ela poderia supor. Orihime remoía-se por ter permitido que Ulquiorra morresse no Hueco Mundo mas essa não era a primeira vez…? Sobre o clarão de um raio, a colegial viu-se, a mesma imagem do espelho, estendida no chão contra o peito de Ulquiorra. E havia um bebé nos braços de ambos. Aquele bebé era o mesmo que aquele rapaz? Teria ele reencarnado em outra vida como seus pais?

- Quem és tu?

- O teu filho.

- Não pode ser…

- Eu te amo, mas tu não te lembras disso. Tu não te importas com isso!

- Isso é mentira!

- Então porque nos esqueces-te!?

Orihime tapava os ouvidos, numa tentativa inútil de não escutar aquelas palavras crucificais. Mas era verdade: porque ela se esqueceu deles? Porque mesmo recordando Ulquiorra ainda não se lembrava daquele rapaz?

Como era possível todo o contentamento que a tinha rodeado, desmoronar-se com a pronúncia dum nome? A ignorância era um doce açucarado. Um doce que ela saboreou lentamente, mas a dura realidade acabou com o seu prazer nectáreo. Ela não podia viver num mundo sem ele, por isso o esqueceu. Teve de o fazer para prosseguir com sua vida.

O renascer lhe incomodava porque ela sabia que Ulquiorra não era uma flor que desabrocharia em todas as Primaveras, ela nunca mais o veria.

Mas agora olhando a mágoa naquela criança não acreditava que aquilo tivesse sido a melhor escolha. Foi fraca e cobarde. Mas o que podia fazer quando o arrancar era sua força? Como enfrentaria o mundo sem o seu sustento, se este desmoronou? Ela errou, mas isso não significava que ela não o amasse. Amava e muito, por isso é que errou: por amar demais.

- Tu nos odeias.

- Não… Eu gosto do Ulquiorra e de ti, eu sei que tu és uma parte de mim… A bênção do nosso amor, eu sei…

- Não é verdade… Tu esqueceste-nos. E eu nunca vou perdoar-te por isso. Nunca!

- Não!

Inoue, desesperada, viu o rapaz desaparecer aos poucos enquanto recuava, afastando-se dela. Por sua vez, Orihime estendeu a mão para o alcançar. Seu filho! Ela conseguiu agarrar seu pulso, sentindo a pele do rapaz se arrepiar pelo toque inesperado, porém a mão converteu-se em cinzas desvanecendo. A ruiva acompanhou com o olhar todo o processo, e por um momento o rapaz sorriu, como se aquele gesto confirmasse todas as suas palavras de sua mãe. Ela o amava afinal.

- Por favor, não…

Orihime tombou sob os joelhos, sentindo por fim os pingos de chuva impregnarem toda a sua roupa. Ela implorava para que ele voltasse mas não adiantava ele dissipou como se fosse a coisa mais natural do mundo. A humana ergueu o pescoço com os olhos fechados, as gotas de água umedeciam seu rosto misturando-se com as lágrimas salgadas.

Porquê? Porque dói tanto amar? Porque sempre perdemos quem gostamos? Porque não podemos ser felizes "para sempre" como nos contos infantis e que ela tanto adorava ouvir?

Orihime sentiu o corpo amolecer e aumentar de temperatura, desabando contra a superfície húmida. Ao abrir os olhos, com dificuldade, pode distinguir seu reflexo miserável numa poça de água, como em um chão vidrento. Ela tentou tocar na sua própria imagem porém nem a si mesma parecia poder alcançar.

Tudo o que somos depende daqueles que nos rodeiam. Somos uma construção das nossas experiências, sonhos e sentimentos. A nossa criação depende daqueles que nos amam, enquanto ela não se lembrasse daqueles que amou, não poderia se quer reconhecer-se.

- Ulquiorra… Fuyuki… Eu consegui lembrar de vocês, então por favor voltem para mim.

“Definitivamente não perderiam aquele laço que compartilhavam, pois sabia que quando um laço se forma uma vez, ele não se desfaz. Tinha a certeza de que mesmo sem querer estariam entrelaçados para sempre.”


Notas Finais

Obs.: O último parágrafo é um excerto da fanfic IchiRuki Intertwined, capítulo 1, da Rafaela-chan. *--*
Acho que agora ficou confirmado quem é o rapaz. Sobre o nome dele, achei interessante porque significa "Árvore de Inverno", e bom automaticamente me lembrei do ending em que o Ulquiorra está debaixo de chuva, e como são pai e filho... Mas não pensem que acabaram os mistérios, ainda tem mais.. Eu própria me surpreendi quando fui tendo as ideias para os capítulos (e sim, já tenho a fic toda programada... Não me lembro bem quantos capítulos deu, mas não chegou aos trinta. Eheheh)
Mais uma vez agradeço a todos os que acompanham a fic <3
Beijinhos, Jya née!

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