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 Novo Recomeço

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: Novo Recomeço    Dom 21 Set 2014 - 12:37

ATENÇÃO: Alterei o nome desta fanfic (antes era "A Paixão de Orihime"), eu decidi fazer umas alterações no enredo e por isso a mudança do titulo.

Capítulo 7 - Coração do Ulquiorra


“Delineando constantemente as marcas com seus pequenos dedos, passou a delineá-las com as unhas. Schiffer se sentiu mais perdido, e, em um determinado momento, os lábios dela curvaram-se para um natural e doce sorriso.

Ulquiorra acabou por deixar a adaga cair, tilintando no chão de pedras, causando ecos no local, os olhos verdes permaneciam surpresos, arregalados, perante àquela situação.

– Não são cinzas. – Disse a garota pela primeira vez, despertando o homem de seus devaneios.

– O quê? – Sua voz grossa saiu em um sussurro quase inaudível. Das marcas os olhos dela voltaram-se para os orbes esmeraldas.

– Não somente as marcas, os olhos também... – A menina se espantou de sua constatação – São verdes, verdes tão profundos, tão intensos... – Envolveu completamente o rosto dele, mexendo nos cabelos negros, com essa ousadia... – Oh meu Deus! São solitários, um verde sofrido e abandonados, perdidos. Eu consigo ver... – Apertou suas pequenas mãos no rosto do moreno – Onegai, me deixe ajuda-lo a livrar desse verde, senhor – Pediu em um último sussurro, e sorriu para ele mais uma vez.”

(Fanfic Conejo Blanco de Painhurt, Nathamy e UlquiHime FC, Capítulo 3: Mundo de Cinzas)





Ulquiorra estava sentado no sofá aguardando pelo regresso de Orihime. O irritante “tic tac” do relógio parecia distante, para um espada vagueando em seus pensamentos.

Ele tinha várias dúvidas, todas relacionadas com a estranha mulher. Por vezes, o arrancar tinha o pressentimento de as respostas estarem diante dele, porém nunca as alcançava. Como se lhe faltasse algo para as poder compreender primeiro.

O moreno iria permanecer mergulhado em seus devaneios, mas uma pressão inconveniente angustia-o. Seu peito contorcia-se numa dor mortificante, nem na batalha contra Kurosaki Ichigo sentira sofrimento semelhante. A inquietude apoderou-se do espada e na sua mente apareceu a imagem da ruiva.

Sem hesitar Ulquiorra abandonou o apartamento procurando por Inoue. Corria o máximo que seu gigai permitia, em meio do desespero o espada nem se recordou que seria mais rápido se tivesse saído do gigai. Mas sua mente estava longe de conseguir raciocinar. Algo estava errado, algo aconteceu com Orihime. E ele estava relacionado com esse incidente, apesar de não perceber como sabia disso. E desde quando ele acreditava em emoções? Afinal, elas não podem ser vistas. Mas aquilo deveria ser antes um instinto, sim instinto protector para aquela que o acolhera em sua casa por um tempo indeterminado. Sim, era só isso… Pelo menos era nisso em que o espada impassível queria acreditar.

Corria, corria sem parar, quase sem respirar. Ulquiorra não perdia o foco da fraca reaitsu da ruiva, não distraía-se admirando as ruas movimentadas ou as cores das casas. Para o espada, tudo não passava de um borrão, uma escala de cinzentos... Porque o seu sol não estava ao seu lado para colorir aquela vida enfadonha. O moreno abrandou a corrida quando viu a multidão cercar-se num ponto. Ele sentiu-se ser guiado até aquela direcção pela brisa, porém seu olhar fugiu para um canto, longe da confusão, encontrando uma criança com o rosto encoberto por um capuz com algumas madeixas negras brilhando sob a luz solar.

Ulquiorra não compreendeu o motivo, mas estancou para analisar o rapaz, esquecendo-se de Orihime por alguns minutos. Aquela criança era-lhe familiar. E sem aviso prévio, o arrancar viu uma lágrima escorrer por cada bochecha no rosto do rapaz antes de este formar um sorriso e desaparecer entre a penumbra.

O espada teria ficado surpreso por supostamente uma criança humana ter evaporado nas sombras mas novamente sentiu-se ser empurrado na direcção da multidão. Ele remexia-se entre as pessoas, impulsando-as indelicado para longe dele, disposto a chegar ao centro, podendo por fim deparar-se com as madeixas ruivas difundidas pela calçada.

Imediatamente, agachou-se ao lado da ruiva, tranquilizando-se ao confirmar que não passava de um simples desmaio, talvez por cansaço? Poderia não estar a conseguir dormir ultimamente.

Um homem estava com um aparelho estranho no ouvido, talvez chamando por ajuda, ao ver o espada em seu gigai carregando Orihime, tentou impedi-lo segurando seu ombro.

- É um familiar dela? Não se preocupe eu já chamei uma ambulância, eles devem estar aqui em alguns minutos.

- Eu cuidarei da mulher.

O olhar esmeralda feroz de Ulquiorra amedrontou o pobre homem que rapidamente retirou a mão do ombro do moreno. O arrancar prosseguiu o caminho de regresso a casa com Orihime nos braços, recebendo vários olhares curiosos sobre si, e ignorando os comentários perversos.

Ulquiorra apreciou o rosto adormecido enquanto andava perdendo-se na beleza da estonteante colegial. Seus lábios róseos entreabertos transformavam-na ainda mais inocente, suas madeixas dispersas pelo rosto encarnava-lhe um ar mais singelo e natural. Não importava de que ângulo a observa-se ou de que modo ela estava, sempre seria formosa. Orihime remexeu-se, inclinando-se na direcção do peito do arrancar, acomodando-se no calor que o seu corpo transmitia, suspirando de prazer assim que ajeitou a cabeça da forma mais confortável.

Peculiar.

Como aquele humana conseguia gozar paz em sua companhia? Como poderia ela sentir deleite em estar aconchegada em seus braços? Aquela mulher não tinha consciência do perigo que corria. Mas por algum motivo ele gostou de a ter contra o seu peito, apreciou quando o calor dela invadiu seu corpo morto. Quando a cabeça dela se ajeitou em seu tórax, foi como se ela tivesse preenchido o oco que havia nele. O vazio do espada foi recheado por algo agradável.

Seria aquilo o tal coração?

E sem que ele percebesse, mesmo que tenha sido quase imperceptível, Ulquiorra pela primeira vez sorriu.



O moreno carregou Inoue até a casa, depositando-a cuidadosamente em sua cama. Com os seus dedos, e tentando ser o mais cuidadoso possível, ele ajustou a franja rebelde da ruiva. Ao início, ela parecia descansar pacificamente mas a expressão da jovem começou a contrair-se, por vezes o espada observava ela morder o lábio inferior, outras ela apertava os punhos com força.

Ele começou a ficar transtornado com o estado de Orihime. Tentou acordá-la mas era como se ela estivesse presa na dimensão dos sonhos e não pudesse sair. Pela primeira vez, Ulquiorra suspeitou de que o ocorrido não tivesse sido um simples desmaio, que alguém poderia ter causado toda aquela desordem.

Sem saber o que fazer, o arrancar entrelaçou os dedos de ambos, ao menos ela saberia, que mesmo dormindo, ele estaria com ela. Não importa onde ela estivesse, na realidade ou na ilusão, ele sempre a socorria.

Seria correcto o quarto espada pensar dessa forma? Preocupar-se com uma humana, um mero lixo? Não iria ela atrapalhá-lo em sua jornada? Certamente que sim. Porém não se sentia mal com isso, não se arrependera em um único momento de a ter conhecido mesmo sabendo que isso era errado, ele não evitava sentir-se assim.

O grito berrante de Orihime fez com que o espada não percebesse a linha dos seus próprios pensamentos. Inconscientemente, ele admitiu que sentia. Podia não ver, mas seu corpo sentia, contudo essa era uma outra forma de poder enxergar, certo?

- Não!

A ruiva ergue o tronco violentamente com os olhos marejados, como quem desperta do pior dos pesadelos. Sem se aperceber que sua mão estava entrelaçada com a de Ulquiorra, na qual ela enterrava suas unhas. Seus olhos acinzentados estavam opacos, não distinguindo a fisionomia do espada à sua frente.

Inoue parecia que tinha perdido sentidos. Mesmo despertando, parecia que estava amarrada ao sonho. Ela não conseguia captar nada pela visão ou pela audição, mas sabia que Ulquiorra estava ao seu lado mesmo assim. Ela confiava nele, e sabia que ele nunca a desampararia. Por isso inclinou-se na direcção onde cria que ele poderia estar, agarrando-se firmemente em seu pescoço quando o pode sentir.

Ao início pensou que seria rejeitada. Mas, para sua surpresa, para além de permitir ser-se abraçado, Ulquiorra correspondeu ao seu abraço, fazendo movimentos circulares com as mãos nas costas dela, num consolo silencioso.

- Ulqui-kun… Eu não sei porque me sinto assim… Só que doí muito, é como se eu tivesse perdido algo…

- O que aconteceu mulher? Encontrei-te inconsciente na rua.

- Eu… Não me lembro.

Nenhum deles sabia o que se passava. Ultimamente, coisas estranhas têm perturbado a ambos. Pareciam que eram personagens perdidas no meio de um romance, alheias à realidade.

- Mas acho que estou-me a esquecer de algo importante...

- Dorme mulher, precisas descansar.

- Ficas aqui comigo? Por favor, eu preciso de ti.

Ulquiorra concordou mesmo sabendo que a deveria deixar ali sozinha aos prantos. Porém não conseguiu fazer isso, era doloroso só de pensar. Foi fraco, porém não se sentiu mal por isso.







“O arcanjo das trevas possui dúvidas

Diante dele parecem estar as respostas

O temor de não conseguir se sentir vivo o faz inseguro

Trás à tona ações desesperadas, e o combate e inevitável

O senso do que é real se esvai, sentimentos se empilham como grãos de areia

Ao menos em seu último suspiro, obteve suas respostas

O vazio se preencheu numa noite de luar opaca...”


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