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 A História de Karin

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Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Qua 3 Set 2014 - 8:42

Capítulo 8 - A Guerra Sangrenta dos Mil Anos

Soul Society





A shinigami morena despertou das suas fantasias abruptamente com o aflitivo grito. Abandonou apressada os braços corpulentos do albino, distanciando-se o máximo possível dele. Agachou-se constrangida, embaraçada. Olhou timidamente para o seu capitão e reparou na fúria fatal dos olhos turquesa, ouvindo penosamente os resmungos do shinigami enquanto este revestia o seu sobretudo e cachecol. Aliviou-se por não ser a responsável do seu mau-humor e temeu por quem o seria. Certamente seria punido…

- O que aconteceu?

O capitão não procurou acobertar seu aborrecimento. Cerrava os olhos, numa investida infértil de repor o seu equilíbrio. A sua reaitsu estava superficialmente elevada, consumindo a temperatura amena do local, fazendo com que o modesto shinigami sacudir de pânico.

- Mil perdões Capitão! É uma ordem do Capitão Comandante. Ele deseja que todos os capitães se reúnam imediatamente, o assunto é de suprema importância!

- Certo, pode retirar-se.

Toushirou cravou o seu olhar ardente na morena, que mantivera-se calada. Sorrindo de canto, aproximou-se vagarosamente da shinigami. O capitão já conseguia escutar as batidas descompassas do coração da jovem, suave melodia para os ouvidos dele. Sentia-se orgulhoso por ser o causador do estado da encantadora morena. Aconchegou perigosamente seus lábios no lóbulo da orelha da shinigami, sussurrando e mordendo delicadamente. Karin limitou-se a prezar o apetitoso calafrio que percorreu toda a sua coluna, eriçando sua sensível pele.

- Isto não acabou, Kurosaki.

O albino não disse mais nada e sumiu no shunpo. Karin estava incrédula com as palavras finais dele e com o que acabara de suceder, ou melhor o que esteve prestes a acontecer. Se não tivessem sido interrompidos.

- Alguém aqui ficou desiludido.

- Não digas absurdos Fujin! Não ia acontecer nada!

A morena exaltou-se, falando mais alto do que era necessário. O constrangimento era muito, esforçou por omitir esse facto, começando a ter precaução com o diálogo da sua zanpakutou, para que este permanecesse somente entre elas as duas.

- Sinto pouca convicção nas tuas palavras jovem shinigami.

- Ele ama a Tenente Hinamori…

Karin sentiu uma agulha perfurar seu peito. Supor isso em pensamentos fazia pesar seu coração, mas pronunciá-lo era tenebroso. Era como se anunciasse a todos que aceitara os sentimentos dele pela outra.

- Ele disse-te isso?

- Não, mas…

- Karin, deixa de ser precipitada nos teus julgamentos! Ele quase te beijou e ele não iria parar se não fosse aquele maldito serviçal. Achas que ele desfrutaria contigo alguns momentos como se fosses um joguete?

- Não.

A morena respondeu com convicção. Ela não tinha certeza dos sentimentos do seu capitão por si, podia não conhece-lo tão bem como a amiga de infância mas… Ela sabia que ele era honesto, não se atrevia a por isso em causa. Era uma das maiores virtudes do shinigami, uma das quais ela se apaixonou. Ele não se escondia em máscaras, ele podia ocultar as suas emoções numa parede de gelo contudo não simulava uma outra personalidade. Não, ele não era desses. Ele era Hitsugaya Toushirou! O menino do ensino fundamental que ela teve o prazer de conhecer. Um sorriso nascia nos lábios carmesins da jovem, conhecê-lo podia ter sido um erro, uma sina para remoer-se por um amor correspondido. Mas não se arrependia, ele era a batida que faltava ao seu coração.

- Então isso significa que ele sente algo por ti. Não te menosprezes pequena! Pode não ser aquilo que tu queres, mas também o pode ser. Talvez isto seja o início de um grande amor. Quem sabe se o sentimento dele não se transforma em algo mais intenso? Conquista-o! Se não o fizeres, alguém o fará no teu lugar.

- O que eu devo fazer?

Ela sentia-se uma lunática por seguir a perigosa recomendação da poderosa deusa. Afinal conquistar um homem que amava outra? Ridículo. Mas porque não tentar? Não tinha nada a perder. Ele não demonstrou estar interessado nela? Porque não aproveitar a oportunidade que ele lhe concedeu?

- Sê tu mesma… O teu sorriso é a melhor arma para desarmar um homem, mesmo que ele seja um capitão do Gotei 13.

- Mesmo que esse capitão seja o apelidado "capitão de gelo"?

- Esse é o mais provável que se renda aos seus pés.

Sentiu vontade de gargalhar pela resposta de Fujin. Mas tinha de admitir, graças a ela, sentia-se determinada. Pela primeira vez, acreditou. Creu que poderia conseguir, que poderá haver um desfecho para as noites de choros compulsivos. Esperança vã? Provavelmente. Mas há esperanças, e por vezes mentiras, que são necessárias para lutar, para seguir em frente

- Sabes uma coisa Fujin? Eu acho que o Toushirou terá uma surpresa. Kurosaki Karin nunca desiste… E ele que se prepare, porque eu também adoro provocar.

- Essa é a minha mestre!







- Porque nos chamou velhote?

- Mais respeito Capitão Kurosaki! O motivo pelo qual vos chamei é inadiável. Sobre a cidade de Karakura.

O comentário do Comandante alertou todos os presentes, principalmente a um eufórico ruivo.

- O quê? O que aconte…

- Capitão se me voltar a interromper, retiro-lhe o cargo de capitão!

Ichigo resmungava impaciente. Sempre atrasavam a conversa com os costumeiros rodeios. Gostava de ir directo ao assunto, prático, odiava divagações… Era como uma tortura. Uma tortura que o velhote gostava particularmente.

- Como eu estava a tentar dizer… Segundo um relatório enviado por Kisuke Urahara: A ex terceira espada, Nelliel Tu Odelschwanck, apareceu misteriosamente em Karakura e diz que a nova rainha do Hueco Mundo, Hallibel, e seus amigos Dondochakka e Pesche, foram raptados por quincys com a intenção de dominar o mundo hollow. Estes inimigos também planeiam dizimar a Soul Society no prazo de dez dias. As potencialidades deste novo adversário são desconhecidas.

Um silêncio perturbador governou o grande salão, onde todos os capitães estava reunidos. Ninguém ousava interferir a serenidade que preencheu o local. Cada um estava absorto, preocupado, nos seus próprios pensamentos. Era uma situação crítica, pior do que esperavam.

- Capitão Hitsugaya, Tenente Matsumoto, Tenente Renji, Terceiro Oficial Madarame, Quinto Oficial Ayasegawa e Terceira Oficial Kurosaki por estarem familiarizados com o Mundo Real, irão averiguar a situação. Dispensados!

O capitão albino retira-se sem contestar a ordem, já calculava algo semelhante. Não contara era com a imprevisível participação do seu maior recente membro do esquadrão, não que ele desgostasse desse pormenor. Adentrou nos longos corredores, assimilando a situação delicada. Enrugava a testa, agoniado com o bem estar de uma mulher de olhos ónix.

Ao invadir seu escritório, reparou nas duas presenças. Exactamente quem procurava.

- Matsumoto, Kurosaki. Temos uma missão no Mundo Real.

À medida que o albino ia prologando a conversa, observava a mudança de feições das duas mulheres. Principalmente, a de Karin. Estava apreensiva, e não era necessário ser um prodígio para compreender sua linha de pensamentos. Seu pai e sua irmã ainda viviam no mundo humano, era previsível a sua preocupação.

- Matsumoto informa o quarto oficial as suas tarefas durante a nossa estadia no Mundo Real.

- Sim Capitão.

Após o baque surdo da porta, o capitão emergiu seu olhar para a novata, desmoronada.

- O velho e a Yuzu... Eles vão ficar bem, certo?

A morena sentia os olhos marejarem. Não queria derramar lágrimas desnecessárias, mas a possibilidade de magoarem outra pessoa importante para si, era agoniante. Sentiu-se ser abraçada fortemente, reconheceu aquele abraço. E sem demora se entregou a ele.

Seus punhos cerravam o kimono negro do Toushirou ao meso tempo que ela pressionava sua testa no ombro másculo.

- Eu estou aqui, não te aflijas.

Toushirou direccionou sua mão direita à cabeça de Karin, massajando seus cabelos macios. A outra mão desenhava circularmente as costas da shinigami, confortando-a. O albino não resistiu à tentação e deu um cálido e demorado beijo na suave testa. Tal acto aproximou-os ainda mais, um olhar férvido era partilhado enquanto eles se aproximavam lentamente...

- Um ataque!

Berros eram audíveis do lado de fora do escritório, alertando o casal. Rapidamente, assumiram a sua posição e foram socorrer os restantes shinigamis no campo de batalha.

Um quincy invadiu o décimo esquadrão!

O homem criou uma barreira de modo a impedir a intervenção de membros de outros esquadrões. O albino assumiu a luta com o inimigo, ordenando que ninguém interceda por ele. Todos ocuparam-se em destruir a barreira mas Karin não se ausentou de perto dele. Caso o albino tivesse com dificuldades ela lutaria por ele, mesmo que isso fosse sinónimo de morrer, mesmo que isso fosse desobedecer um superior.

Hitsugaya e o quinzy se entreolharam. O esquadrão estava carregado de presságios, de uma luta que ficou no passado, mas ainda marcava o presente. A intensa brisa fazia com que eles não se enxergassem muito bem, visto que estavam sobre uma distância considerável.

-Olá senhor capitão. Tenha em consideração que esta luta só terminará quando um de nós sucumbir.

- Você é o responsável por ter escolhido essa opção, por ter escolhido invadir meu cartel. Souten ni saze ("Ascenda aos Céus Congelados"), Hyourinmaru!

O albino liberou sua zanpakutou, pronto para golpear o inimigo. Este ria debochado, esquivando-se dos golpes da espada de gelo. O quincy preparou o seu arco e fez pontaria ao Toushirou, rasgando parte do seu sobretudo.

O capitão tentava manter a calma, mas fracassava. Escutava as implorações de seus subordinados, pedidos de socorro. O adversário era forte, e numa medida desesperada, fez o que considerou o melhor.

- Daiguren Hyourinmaru!

Ao invocar a sua bankai, logo a transformação desfaz-se surpreendendo o albino. Uma risada maléfica penetrou nos aguçados ouvidos do jovem capitão, ficando o mesmo inquieto.

- Capitão era isso mesmo que eu aguardava! Nós, os quincys, agora conseguimos roubar as vossas preciosas transformações finais.

Mal acabou de falar, o homem asqueroso adquiriu uma armadura de gelo na forma de um dragão, idêntica à do Capitão Hitsugaya. Este permitiu sucumbir-se no espanto, criando a abertura para o golpe do inimigo. Toushirou foi atingindo friamente no pulmão direito, atrapalhando a sua capacidade de respirar.

- Toushirou!

Karin socorreu o albino, rasgando parte da manga do seu kimono, para estacar o ferimento que não cessava de sangrar. Isso atrasaria a hemorragia. A morena ergueu-se, com um olhar mordaz, para o homem que sorria cinicamente.

- Não permitirei que o machuques. Sumūzu ni katto, Kamikaze!


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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Sex 12 Set 2014 - 23:08

Caramba, eles não param mesmo de interromper a Karin e o Toushirou, hein? E cada vez a situação fica pior...
Simplesmente amei o capítulo, novamente. (apesar de querer esses malditos que não deixam o Toushirou e a Karin se pegarem de uma vez)

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