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 A História de Karin

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AutorMensagem
Rukia-nee-san
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MensagemAssunto: A História de Karin   Sab 30 Ago 2014 - 4:04

Sinopse:
Quem não teme a morte? Quem é que deseja morrer? Ninguém. E porquê? Porque todos tememos o desconhecido. Kurosaki Karin não era diferente. Receava a sua vida pós-morte. Não esperava ela, que a morte fosse a melhor página da sua vida.



Notas da Autora

Yôo minaa!
Tive uma pequena ideia para esta fanfic e espero que gostem! Obviamente é HitsuKarin, contudo nesta fic quero basear-me mais no ponto de vista da Karin e não tanto do Toushirou. Claro que haverá o ponto de vista do nosso albino preferido mas ele não vai ser o principal foco.

Boa leitura*



Capítulo 1 - Uma Nova Vida

Não basta transcender a morte. Deve-se fazer com que a morte seja apenas um os ciclos da fase de sua própria vida.

(Tite Kubo, Bleach)





Mundo Real

O sol despedia-se de Karakura, pronto para entregar a missão de iluminar a cidade à lua e às estrelas. Uma morena de olhos ónix caminhava tranquilamente após assistir o amanhecer. Ela preferia o brilho misterioso da lua cheia mas o final do dia lembrava-lhe alguém. Uma pessoa que ela ansiava voltar a ver… A mesma pessoa que era o motivo para ela sempre ir àquele lugar, na esperança vã de o reencontrar a teclar no seu telemóvel estranho, com seu ar gélido e indiferente mas que a atraia.

Sentia o seu mundo desmoronar sempre que se confrontava com aquele lugar vazio. Somente a sua presença. Sentia as lágrimas quentes escorrerem por seu rosto avermelhado, atraiçoando-a. Tinha virado uma rotina. Sempre ia ao lugar que se viram pela primeira vez, segundo ele o melhor sítio para observar o céu, e era obrigada a concordar com ele. Regularmente ia àquele sítio para o ver mais uma vez… Mesmo que fosse num lugar que ele se lembrava de uma amiga de infância. Mas isso não importava, contando que pudesse usufruir um pouco da sua presença.

- Toushirou…

Sua voz embargada pelo choro. Os seus soluços saiam livremente, os seus olhos já inchados pelas inúmeras lágrimas, estava de joelhos no chão, implorando mentalmente que ele voltasse, mas não passavam de rezas. Seu estado físico era deplorável, um crime. Uma jovem tão linda naquele estado… Estragava a sua beleza natural, o melhor que ela tinha: o sorriso. Sua alegria, cada dia que passava, esvaia do seu ser. Não tinha motivos para isso. Ele não estava com ela.

Seus cabelos balançavam ao sabor do vento, refrescavam a sua cara, secando as suas lágrimas. Mesmo tendo cessado o choro, ela continuava na mesma posição. Tentando voltar a um estado minimamente aceitável e voltar para casa, colocando a sua máscara quotidiana de que tudo estava bem. Não queria estragar a felicidade dos outros, principalmente a da sua irmã gémea Yuzu, com a sua falta de sorte no amor. Não queria andar a chorar pelos cantos e a todo o momento precisar de ser reconfortada. Ela estaria a condenada a sofrer por um amor correspondido mas os outros não necessitavam de saber disso, bastava ela saber. Ninguém mesmo poderia amenizar a sua dor, ninguém a podia carregar para além dela mesma. Tinha de se conformar, mesmo o seu coração rebelando-se contra isso. Teria de aceitar um dia.

Ergueu-se lentamente, de cabeça baixa, com a franja a cobrir seus olhos opacos. Sem brilho, sem vida. Caminhava de regresso a casa, não apreciando a bela lua no alto do céu. Não lhe interessava. O que isso importa quando o albino não estava com ela? Mesmo que fosse para a repreender por não o tratar formalmente, isso já bastava. Amor é prazeroso para uns e doloroso para outros. Não há uma regra geral que defina quem fica com que faceta desse sentimento complexo. Só a sorte (ou azar).

Suspirou pesadamente, como se esse gesto simples lhe custasse a fazer. Antes de bater na porta, colocou o seu típico sorriso falso, com a mala sob o ombro.

- Tadaima Yuzu!

Estranhou a ausência da típica resposta calorosa de sua irmã. Por breves segundos, sentiu um arrepio gélido que percorreu toda a sua coluna. Não estava com um bom pressentimento, talvez fosse o famoso sexto sentido das mulheres.

Ao adentrar na sala, viu algo que ficará marcado para sempre na sua memória: um homem armado tentava machucar sua irmãzinha, que tentava alertá-la do perigo que corria. Karin correu para a socorrer, enfiando-se no meio da confusão e levando ela o golpe mortal no lugar da jovem de cabelos castanhos-claros. A morena caiu inerte no chão, cuspindo pequenas quantidades de sangue pelo ferimento. O homem esfaqueou-a no peito, rasgando aquela zona ao meio. Por momentos, tudo ficou branco… Não via, ouvia,… Nada, não sentia nada. Nem mesmo quando caiu no chão.

- Karin-chan!

O ladrão fugiu de casa uma vez que começou a ouvir murmúrios de pessoas que rodeavam a casa, curiosas. E antes que elas se apercebessem do sucedido decidiu escapar.

Yuzu sacudia o corpo pálido da morena, na expectativa de esta levantar-se e milagrosamente ficar curada. Um sonho bonito contudo longe da realidade. Karin ainda com dificuldades, levantou o olhar para a jovem que chorava compulsivamente, deu um sorriso fraco, triste, tentando transmitir calma à sua maninha.

- Onegai Karin-chan, não morras. Não te quero perder como a oka-san.

Aquelas palavras acertaram como flechas pontiagudas no coração da morena de olhos ónix. Ela não queria ver sua irmã sofrer mas sabia que isso era inevitável com a actual situação. Yuzu nunca ficaria indiferente com a morte de alguém, ainda mais se era alguém que ela ama profundamente. Sorriu orgulhosa, sua irmã era a pessoa mais atenciosa que conheceu em toda a sua vida.

- Sumimasen Yuzu. Mas tu nunca estarás sozinha… Terás sempre o velho contigo, o baka do Ichi-nii e a mim… Poderás não me ver, mas eu sempre te verei. É uma promessa. – Com um último sorriso, a morena expirou falecendo nos braços trémulos da morena de olhos acastanhados.

Yuzu abraçava fortemente o corpo sem vida, um último adeus. Era a hora de se despedirem, até um dia se voltarem a ver. As suas lágrimas molhavam a farda de Karin, enquanto suas mãos ficavam húmidas pelo sangue de sua irmã rabugenta.

A humana olhou para suas mãos, tremendo, sentindo-se culpada pela morte da Karin. Gritou a plenos pulmões, levando a palma de suas mãos ao rosto, e com as suas unhas arranhava a cara, deixando marcas avermelhadas pela força que exercia nesse acto. Foi nesse cenário que se depararam ao entrarem em casa: Kurosaki Ichigo e Kurosaki Isshin.

Estavam pálidos. Todo o sangue comum em seus rostos sumiu para outra zona do corpo desconhecida. O médico da família foi reconfortar sua filha que ainda gritava pela irmã recentemente morta. Enquanto Ichigo não mexia um músculo sequer. A sua mente estava em branco. A culpa de não proteger uma de suas irmãs e a incapacidade de reconfortar a outra o estavam a consumir. Viu seu pai a olhar sério para ele, como despertando do seu transe o ruivo percebeu e foi ao jardim da casa. Encontrando a alma de sua irmã de cabelos negros, chorando, olhando para a lua.

Karin girou a cabeça na direcção de seu irmão e não foi precisas palavras. Ela foi a correr abraçar o seu irmão. Ele correspondeu, ainda abatido. Karin agarrava-se com força na camisa de seu irmão… Sentia-se responsável pela dor de sua irmã, de sua família. Ela não aguentou ver a forma como Yuzu abraçava o seu corpo e veio apanhar ar, aguardando o seu irmão. Ele ia mandá-la para a Soul Society. E isso não a agradava… Sabia que havia uma remota hipótese de não perder as memórias, mas mesmo assim o risco de nunca mais se lembrar deles era enorme.

Ichigo saiu do seu corpo e empunhou o cabo de sua espada até à testa de Karin. Pronto para enviá-la para a sociedade das almas.

- Isto não é um adeus, é um até breve Karin. Eu vou-te procurar e encontrar.

O ruivo deu os seus costumeiros sorrisos, cativando a pequena morena dando um pequeno sorriso no meio das lágrimas.

- Hai Ichi-nii… Jya née.

Após sentir o cabo frio na sua testa, uma luz branca cegou seus olhos. Dando início a uma nova vida.

_________________
"Pinga, pinga, gota."


Última edição por Rukia-nee-san em Sab 30 Ago 2014 - 12:46, editado 1 vez(es)
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MensagemAssunto: Re: A História de Karin   Sab 30 Ago 2014 - 10:05

TT^TT isso foi tão triste.. e tão lindo!
Apenas com esse capítulo você já conseguiu me fazer ficar apaixonada por essa história!

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