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 A paixão do capitão de gelo - Capitulo XIII

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charlote-chan
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Número de Mensagens : 38
Personagem Favorito : Toushirou, Karin, Asuna, Kirito, Ichigo, Natsu, Lucy, Erza, Juvia, Gray, Shaoran, Sakura, Kurogane, Tomoyo, Rukia, Byakuya, Sesshouramu, Kagome e entre outros
Anime Preferido : Bleach, Fairy Tail, SAO, Sakura Card Captors, Tsubasa Chronicle (OVAs), InuYasha, Dragon Ball Z, Ao no Exorcist, Vampire Knight, Toradora e muitos outros (shonen e shoujo:3)
Localização : Pará
Data de inscrição : 31/05/2014

MensagemAssunto: A paixão do capitão de gelo - Capitulo XIII   Ter 12 Ago 2014 - 0:23

Notas da autora:

Yo, minna. Finalmente a parte 3. rrsrss. A parte que contém o romance.  Smile 
Lembram da promessa que o Toushirou fez? No capitulo XI? É uma dica para o que acontece  Wink 

Tempestade de Gelo

HITSUGAYA POV

- Droga.

Resmunguei por debaixo do fôlego. Pisei na borda de um telhado e saltei de novo. Enquanto pairava no ar, escutei mais uma explosão. Virei a cabeça e vi o Bankai de Komamura Taichou. O samurai negro gigante levantando a katana. Enquanto ainda olhava vi um relâmpago negro de halos vermelhos. Estreitei o olhar, Kurosaki Ichigo também estava aqui pelo visto. Não era uma surpresa, contudo, eu estava mais preocupado com a garota nas minhas costas. Pousei de novo num terraço e sumi no shunpo, correndo o mais rápido possível até o 4º esquadrão. Que droga! Karin tinha desmaiado depois que destruímos os hollows de Kurotsuchi. Aquele doente, como ele pôde criar quimeras com Vastor Lordes?! Haviam apenas cincos deles e um, depois que Karin destruiu a torre que emitia a barreira quase esmaga sua perna direita.

Uma agonia começava a tomar conta de mim. Me sufocando. Escutei no meu ouvido um arquejo cheio de dor e saltei mais rápido. Eu não quis contar a ela, mas quando vi o golpe de relance apareci rápido ao seu lado e a tirei de lá. Para um canto mais afastado. Ao ver o estado de sua perna parecia que algo tinha se arrancado de mim. Como ela não gritou?! Fiz o que achei melhor na hora, encostei minha perna na dela e as amarrei num kidou. O berro que soltou quando coloquei seu joelho no lugar tinha me rasgado por dentro. Inferno. Nem consegui colar direito seus ossos e os músculos triados e estávamos sendo cercados de novo.

Apareci em frente a um pátio enorme, assustando vários shinigamis do 4º esquadrão. Levantei devagar, respirando fundo e controlando minha reiatsu. Fui andando calmamente até a porta de entrada, abrindo caminho.

- Hitsugaya Taichou!

Alguém me chamou. Me virei pra direita e um homem louro andava até mim. Ele me encarava assustado pelas sobrancelhas levantadas.

- Onde o senhor esteve? Todos os Capitães e tenentes estão na batalha!

Então me olhou de cima abaixo ficando mais assombrado. Suspirei me irritando. Meu kimono e haori surrados. Tinha uns cortes na testa e no rosto e a garota que eu carregava nas costas no mesmo estado que eu, exceto pela perna que sangrava, manchando meu sobretudo branco de vermelho. Tentava a todo custo não entrar em pânico. Arranjando calma sabe-se lá de onde.

- O que aconteceu com o senhor e essa garota?

Me virei o olhando de lado.

- Não é importante.

Continuei andando e o sujeito me seguia. Estreitei olhos entrando no prédio, atraindo mais olhares espantados. Ignorei e continuei andando, saindo da recepção onde as enfermeiras corriam apressadas com uma prancheta nas mãos e entrando em outro corredor.

- Hitsugaya Taichou, os seus ferimentos...

- Qual é a situação da batalha?

O cortei cansado. Não estava a fim de conversa, mas eu precisava saber. Afinal, depois que deixasse Karin aos cuidados de Unohana me juntaria aos outros.

- Ah... Claro. Hisagi, Ikkaku, Yumichika e Zaraki Taichou estão cuidando do lado oeste de Seireitei. Na busca de uns hollows fugitivos. Kuchiki Taichou está exterminando os que estão tentando invadir a Central 46.

- E quanto ao Comandante e os outros?

- Estão cuidando dos Menos Grandes e Arancar Adjuchas, senhor. Felizmente o número inimigo parou de crescer.

Bufei, com certeza.

Entrei no pronto socorro, olhando em volta. Os leitos estavam todos ocupados. Vários soldados feridos e outros já sendo tratados. Estalei a língua, alheio ao olhar surpreso do 3º oficial e voltei ao corredor. Unohana também não estava aqui. Tentei seguir sua reiatsu, era mais fácil.

- Hitsugaya taichou...

Apertei os dentes. Louro insistente!

- O que foi, Iemura?

Ele se entalou. Só não entendi se foi porque disse o seu nome ou porque eu disse seu nome com raiva. Com certeza a segunda opção.

- Ah... Aconteceu alguma coisa quando o senhor foi o quartel do 12º bantai?

Suspirei parando e fechando os olhos. Calma... Não posso dar um soco nele pelas perguntas idiotas.

- Sim, aconteceu. Eu e Kurosaki ficamos presos numa espécie de barreira elétrica e somente agora conseguimos sair.

Abri os olhos e me virei de lado. O cansaço começando a vir a tona.

- Mande uma mensagem para o Comandante e os Capitães. Diga que Kurotsuchi Taichou tinha realmente outro laboratório com mais cobaias. Desta vez de quimeras de Arancar e adjuchas.

Continuei a andar, deixando o homem chocado. Já respirava de alivio quando Iemura voltou a me seguir.

- Capitão, mas isso é gravíssimo! E se eles...

- Não irão. – silêncio, então disse de uma vez para que me deixasse em paz – Kurosaki e eu derrotamos todos antes de vir para cá.

Dessa vez, o 3º oficial de Unohana ficou mudo de espanto.

////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////////

- Com licença.

Fui entrando no quarto. Unohana se virou para mim piscando surpresa. Dei uma olhada em volta e estava atendendo um paciente. A vergonha teria me feito voltar senão fosse meu desespero.

- Hitsugaya Taichou! O que houve com o senhor?

Então olhou para a garota em minhas costas, enquanto eu entrava no quarto. Seus olhos se arregalaram um pouco e fiquei mais sufocado, a agonia pelo estado de Karin me perturbando.

- Sei que é pedir muito, mas pode dar uma olhada em Kurosaki? Ela... a perna dela...

Engoli em seco. Porque eu não conseguia dizer? Acho que a visão que tive antes me embrulhava o estomago.

- Claro. Coloque ela aqui.

- Arigatou.

Fui andando até o leito ao lado do ocupado. Unohana abrindo espaço enquanto ao chegar nele, me virei de costas e levantei um pouco Karin, apertando sem querer sua perna. Ela arquejou e a sentei devagar. Tomando o cuidado de soltá-la aos poucos.

- Pronto. Pode larga-la.

Hesitei um pouco e o fiz. Me virei para a cama e Unohana a segurava pelos ombros a inclinando lentamente no colchão. Peguei suas pernas e as levantei devagar a virando e as pondo no leito. Ao estica-las ouvi um estalo. Karin soltou um grito sufocado se agitando e a segurei no lugar. Encarando seu rosto, arregalei os olhos. Meu Deus. Estava cinzento, sem cor alguma e suando. Quando parou de mexer a soltei e me afastei num passo. Olhei para minha mão, vermelha de sangue e tremendo.

Um movimento me chamou atenção e levantei a cabeça. Unohana rasgava a perna da calça de Karin até o final da coxa. Arquejei com a visão. Os músculos estavam em vermelho e roxo, o sangue pisado por debaixo da pele e deslizando os olhos, encarei seu joelho, em torno dele e na dobra escurecendo e ficando verde. O resto da sua perna estava igual a sua coxa, a carne quase esmagada e os ossos... Seus ossos...

Ofeguei mais forte. Tentando não sufocar. Mal reparei que Unohana levantou os olhos para o gesto então voltou a encarar a perna de sua paciente.

- Parece que se envolveu na batalha, Capitão. Ela estava com você?

Levantei a cabeça, saindo um pouco daquele caos. A mulher de tranças me olhava impassível, mas eu sei que estava claramente abalado. Eu tremia, arquejava e no meu rosto o pânico de ver a garota no leito naquele estado.

- Sim – engoli em seco, tentando manter compostura – Estávamos sozinhos e havia muitos inimigos.

Ela voltou a olhar para Karin, tocando de leve em sua testa. Sondando.

- Essa menina está muito esgotada. Quase não sinto sua reiatsu. Falando nisso, Hitsugaya taichou também os capitães não sentiram a sua desde que foi investigar o laboratório de Kurotsuchi.

Já ia explicar quando a porta foi aberta. Por um segundo achei que era Ichigo, mas quando vi um haori e cabelos louros de franja torta, suspirei.

- Hirako.

Ele se aproximou do leito onde estávamos e se espantou com o estado de Karin. Se virando na minha direção cruzou os braços, sério.

- Recebi sua mensagem. É verdade que ficou preso no quartel do 12º esquadrão?

- Sim. Havia uma torre emitindo um pulso de reiraku com eletricidade. Eu e Kurosaki não percebemos até que tentamos sair e a barreira nos repeliu.

Inclinou a cabeça para baixo, pensando.

- Faz sentido. O pulso bloqueava sua pressão espiritual. Me diga uma coisa, Hitsugaya-kun.

Voltou a me encarar, sorrindo de canto. Estreitei os olhos. Louro debochado.

- Na mensagem dizia que Kurotsuchi realmente escondeu a informação de outro laboratório com mais cobaias. Elas despertaram como as outras?

O que esse sujeito queria? Não dava pra adivinhar pelo meu estado surrado e desgrenhado, além de Karin daquele jeito que eu e ela enfrentamos um inferno?!

Quase que disse isso na cara dele.

- Sim, Capitão. Parece que ele não revelou também que fez quimeras com Vastor Lorde.

Hirako arregalou os olhos surpreso e Unohana parou seu exame em Karin. Eles me olhavam chocados.

- Tem certeza?

Ele franziu o rosto, descrente. Suspirando olhei para o vazio, lembrando.

- Tenho. Eram cinco. Eu e Kurosaki não percebemos enquanto segurávamos as quimeras até eles aparecerem.

Engoli em seco e encarei Unohana, ainda espantada.

- Foi um deles que – hesitei, me sufocando de novo – quebrou a perna dela, capitã.

Ela olhou para o membro machucado e virei o rosto, encarando Hirako sem querer. Ele me observava pensativo, atento pela primeira vez que entrou ao meu comportamento. Quando curvou os lábios, irônico, o encarei com raiva. Diga alguma coisa, idiota e não respondo por mim.

- Hitsugaya-kun. Pelo que me parece você e a irmã de Ichigo derrotaram a horda inteira antes que saíssem da barreira, não foi?

Pestanejei surpreso. A pergunta prática me desarmou da raiva.

- Foi. O pulso somente prendia shinigamis.

- Mas não os hollows.

Então virou o rosto, estalando a língua.

- Kurotsuchi, seu louco demente.

Vi um brilho pela visão periférica e olhei para Karin. Unohana pousava os dedos no joelho dela e emitia ondas de kidou, suaves e profundas. Em minutos, o vermelho arroxeado desaparecia junto com os rasgos na carne e os hematomas negros. Suspirei de alivio quando a pele voltou ao tom saudável de antes. Eu pensei que nunca mais voltaria a andar.

Se endireitando, Unohana me olhou confusa e ao seu lado, Hirako que tinha observado o processo de cura me encarava risonho.

- A perna dela estava menos esmagada do que pensei – piscou mais confusa – Hitsugaya Taichou, o senhor...

- Colou os ossos e restaurou os músculos internos, não foi?

Hirako a interrompeu, adorando o rubor que subia pelo meu pescoço. Então olhou para Karin.

- O joelho dela também foi deslocado, mas o pôs no lugar. Excelente primeiros socorros.

Sorriu para mim e apertei os punhos. Louro debochado! No entanto, suspirei controlando a raiva.

- Só fiz o que era certo.

- E muito bem. Agora tudo o que ela precisa é de descanso.

Unohana comentou de um jeito bondoso. O que me relaxou.

- Certo, então agora eu vou...

- Hitsugaya-kun, um instante.

Parei no lugar e me virei para Hirako. Já estava me afastando do leito quando me chamou.

- Não precisa se juntar na linha de frente. Os outros Capitães estão com a situação sob controle.

A irritação me inundou.

- Mesmo assim eu não posso me afastar mais da batalha, sua sugestão...

- Não é uma sugestão minha, Capitão. O próprio Comandante deu essa ordem.

Me espantei. Então Unohana se virou para mim.

- Se não for muito incomodo, será que o senhor não poderia levar Kurosaki com você?

A encarei mais surpreso e ante a isso, ela sorriu sem graça.

- É que precisamos de leitos. Já que a menina só necessita de descanso ela pode fazer isso no seu esquadrão.

Pisquei confuso. Unohana nunca nega leito para seus pacientes. Que sugestão absurda era essa?

- Mas capitã, eu...

Então estreitou os olhos, o sorriso mais frio.

- Por favor, Hitsugaya Taichou.

Minha nossa! Um calafrio de medo varreu minha espinha quando ela me olhou desse jeito!

- Claro.

Me aproximei da cama e enfiei os braços debaixo de Karin. Um nas suas costas, outro na dobra dos seus joelhos. A puxei pra mim com cuidado e devagar a aninhei no peito tirando-a da cama. Sua zanpakutou estava pendurada nas minhas costas, junto de Hyourinmaru. Então saí do quarto ignorando os olhares de Hirako. Soltei um suspiro, esse sujeito me irritava demais.

HITSUGAYA POF



Enquanto o capitão do 10º bantai saía do 4º esquadrão, Hirako e Unohana ainda estavam olhando a porta, pensativos.

- Hirako Taichou, o Comandante não deu aquela ordem, não foi?

Hirako sorriu.

- Não, mas ele dará quando souber que sozinhos Hitsugaya e a irmã de Ichigo formaram uma barricada e destruíram as quimeras restantes no 12º esquadrão.

Estreitou os olhos, o divertimento deixado de lado.

- Percebeu?

Unohana suspirou ao seu lado.

- Sim. Os outros não iriam, mas uma mente treinada como a minha e a sua notaria.

Então se encararam.

- A reiatsu daqueles dois se ligaram. Viu o halo que os envolvia?

Unohana piscou calma e Hirako olhou para a janela.

- Vi. – então sorriu – Sabia que tinha alguma coisa diferente naquele tufão de minutos atrás. Um golpe daquele deve ter destruído o quartel inteiro.

- Ou não.

Os dois voltaram a se encarar e sorriram.



HITSUGAYA POV

Saltei com mais calma para meu quartel. Agora que Karin estava fora de perigo aquele sufoco que apertava meu peito despareceu. Nunca fiquei tão agoniado assim, tão em pânico. A única vez que senti algo parecido foi quando Matsumoto e Hinamori foram atacadas por aquele monstro. Uma ironia? O hollow se chamava “Quimera Parca”. Suspirei pensativo. Esses monstros criados só causam desgraça.

Olhei para o rosto dela e estava relaxado, voltando a corar. Sorri um pouco. Apesar da pele branca Karin tinha um leve rosado, que eu não teria notado se não observasse com tanta atenção. Saltei de novo e apareci diante dos portões. Os guardas se espantaram ao me verem, mas não disseram nada. Perceberam pelo estado das minhas roupas e semblante que não queria conversa.

Enquanto andava pelo quartel, caminhando entre os prédios pelo caminho de cimento, vários homens meus me cumprimentaram e como os guardas não fizeram perguntas. Olhei em volta enquanto entrava na passarela que ligava o refeitório aos alojamentos. Aqui estava bem tranquilo, tirando o fato que os shinigamis corriam de lá pra cá, repassando os relatórios da batalha para os oficiais. Onde será que estava Matsumoto? Pisquei pensativo. Deve estar na linha de frente. Entrei nos alojamentos, vazio por causa da confusão na cidade e procurei no corredor por um quarto vago. Dobrei entrando em outra ala e finalmente encontrei. Cruzei o beiral e fui até uma estante de madeira. Descendo devagar as pernas dela, sustentei com o braço esquerdo seu peso e puxei o futon. Teria estado no chão, mas como ninguém dormia aqui... Enfim, sacudi o estendendo e o soltei recuando, enquanto caía num baque. Peguei uns lençóis e tentei forrar do jeito que dava.

Ao ficar bom o bastante para mim, me abaixei mais e enfiei o braço de novo atrás dos joelhos dela, a estendendo devagar no futon. Ajeitei seu corpo, estendendo suas pernas (e ignorando uma desnuda os meus olhos), braços e tronco. Quanto cheguei ao seu pescoço, me demorei nessa parte. Meus dedos roçavam hesitantes, de leve. Observei meu gesto subindo por seu rosto e soltei um suspiro ao afastar com o dorso umas mechas soltas das fitas. Quase ri recolhendo a mão. Ela me pregou um bruto de um susto. Me deixando em pânico ferida daquele jeito, mas agora... (Curvei a cabeça, estreitando o olhar observando-a dormir) estava bem. Ainda a admirando (porque era isso que eu fazia) lembrei do que Matsumoto me perguntou uma vez. Parecia há muito tempo, mas ainda me lembrava.

“Não acha que Karin-chan ficou linda?”


É.... Karin realmente ficou linda. Já era bonita quando criança, mas ao crescer ficou simplesmente bela.

Suspirei de novo e mirei para sua boca. Entreaberta de sono e senti uma ânsia. Antes que me arrependesse, apoiei o braço no futon e me inclinei. Ao ficar a centímetros do seu rosto fechei os olhos e a beijei devagar. Agradecendo internamente que não tinha ninguém aqui para me flagrar, que sua boca estava entreaberta e podia não apenas colar meus lábios, mas também encaixar nos seus.

Que coisa errada...

... E tão boa.

Suspirei de novo, dessa vez com desejo e a beijei de novo, quase abrindo mais seus lábios e agarrei o lençol, me segurando e ficando quieto por uns segundos. Parei o beijo ofegando. Ainda de olhos fechados. O que eu estou fazendo? Mais um pouco e a acabo acordando! Me afastei devagar e larguei o lençol me endireitando pra longe dela. Estava apoiado num joelho no futon. Fiquei surpreso. Karin devia ter acordado. A tinha beijado com força e... fiz um esgar, deixei uma marca vermelha. Tomara que suma quando despertasse. Bem, é melhor eu ir para meu gabinete. Aposto que está uma bagunça.

Levantei do futon e o quarto inteiro girou. Virei tonto pro lado e agarrei uma prateleira da estante. Arquejei e esperei até que passasse. Estou tão exausto da luta, mas não fazia ideia que era tanto assim. E além do mais, meu corpo inteiro doía. Não me sinto assim desde aquela luta com aquela Espada. Acho que é porque lutei hoje com cinco dos seus tipos e ainda mais umas dezenas de adjuchas transformados. Soltei a prateleira e fui saindo do quarto, mas de novo o cômodo girou. Droga! Estou quase desmaiando. Me apoiei no batente até a tontura sumir outra vez e abri os olhos.

Pensei um pouco e tive uma ideia. Porque não?

Fechei a porta e passei a tranca. Não quero que ninguém me incomode pelas próximas horas. Então dando meia volta, segurei as correias das zanpakutos nas minhas costas e as tirei, colocando-as na estante. Olhei pro meu haori, ensanguentado numa aba e o tirei também, o dobrando e pondo numa prateleira. Me virei para Karin e observei o espaço que sobrou no futon. Era o suficiente, então me abaixei e me deitei ao seu lado, encarando o teto enquanto me estendia. O macio nas minhas costas me relaxando inteiro. Fechei os olhos e dobrei um braço (que não estava ao seu lado) na barriga e dormi. A ultima coisa que pensei era quem de nós dois acordaria primeiro, acho que seria ela.

HITSUGAYA POF

KARIN POV

OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Um urro medonho me avisou tarde demais. Bem a minha direita. Me esquivei pro lado, girando a You Ou, mas o bolsão de ar não parou totalmente o golpe. Uma pancada pesada acertou meu lado direito e fui jogada pra longe. Quando tentei frear no ar, uma dor absurda e gritante disparou da minha perna. Arregalei os olhos de choque. O Hollow a tinha quebrado inteira.


Abri os olhos. Ofegante de susto e pisquei enquanto eles se acostumavam. Relaxei quando senti o futon macio e lençóis. E minha perna não doía mais. Fechei os olhos de alivio. Toushirou deve ter me levado pro 4º esquadrão. Agora eu descansava num leito.

Espera.

Futon? Abri os olhos de novo e percebi uma coisa que me fugiu quando acordei. Um som. Não, dois sons. Um de uma respiração profunda, tranquila e o outro das batidas de um coração. Bem debaixo do meu ouvido. Olhei para o tecido na minha frente, negro, e minha cabeça levantava e abaixava... No ritmo da respiração. Arregalei os olhos, ciente que estava deitada de lado e abraçada com alguém. Ai caramba.

Inclinei o pescoço, levantando só um pouco a cabeça e vi mechas brancas. Abaixei rápido, o rosto esquentando e o pulso disparado.

Toushirou...

Eu estava dormindo com Toushirou!

Engoli em seco, quieta e mexi meu braço sem querer, minha mão tocando outra mão. Olhei para baixo e vi que não só usei seu peito como travesseiro como me agarrei nele. Ai, que vergonha!

Tentei ficar calma, me situar e quando meu pulso voltou a ficar mais ou menos normal reparei onde estávamos. Era um quarto do alojamento. Acho que depois que trataram da minha perna, Toushirou me levou pro esquadrão. Ele respirou de novo, o som me distraindo junto com o ondular do seu peito. Fiquei concentrada nisso, na respiração profunda dele e as batidas do coração. Calmas. Curvei os lábios um pouco, ele tem um sono pesado e não ronca. Segurei um risinho. E então suspirei.

Porque ele estava aqui? Deveria ter tido pro seu próprio quarto, não é? Mas o que eu tou pensando?! E daí se ele ficou? Quando vou ter de novo uma oportunidade dessas de dormir agarradinha nele? Nunca.

Fechei os olhos de novo e suspirei. Toushirou tem um cheiro tão gostoso... Era gelado e lembrava hortelã ou será que era menta? Ah! Tanto faz. Era de alguma coisa que aumentava essa impressão de frio e frescor. De repente o braço debaixo de mim se mexeu (só agora percebi que estava aí) e escutei um gemido. Arregalei os olhos e me afastei de uma vez. O que foi um erro. A cabeça dele virada para o outro lado rolou para mim e suas pestanas tremiam piscando.

Fiquei pregada no lugar quando os olhos verdes se abriram e se focaram em mim, sonolentos. Esqueci do nervoso, abobalhada pelo jeito dele acordar. Era tão... Tão... Eu não sei, só sei que me amoleceu inteira e quis sempre levantar de manhã vendo ele assim.

Toushirou piscou de novo e seu braço debaixo de mim se mexeu outra vez. Me sentei afobada enquanto ele, se apoiou no futon se sentando também, esfregando os olhos com a outra mão

- Kurosaki... – abriu a boca bocejando – pelo visto acordou. Como se sente?

Se virou para mim, me encarando sonolento. Já disse que Toushirou estava tão kawaii nesse estado? Ah, não. Eu não consegui dizer antes.

- O que?

- Sua perna. Ainda doí?

- Ah.

Olhei pra ela e um calor subiu pelo meu rosto. Uma perna da minha calça, a direita, estava aberta num rasgo que ia até minha coxa. Ela estava nua exceto pela meia. Encarei Toushirou e ele olhava direto pra ela. Parecendo... Engoli em seco, interessado? Rápido juntei os panos e a dobrei debaixo da outra a cobrindo. Seu olhar ficou decepcionado, mas ao me encarar estava risonho. Meu rosto ficou mais quente, vermelho de vergonha.

- Parece bem melhor pra mim.

Comecei a me irritar e apertei os olhos.

- Porque minha calça ficou desse jeito?

Se virando pra mim, levantando uma perna e apoiando um cotovelo no joelho, Toushirou achou mais graça.

- Rasgada?

- É.

Senti mais calor, como eu posso ficar vermelha desse jeito? Me encarando de lado, ele explicou.

- Foi Unohana quem fez isso. Ela precisava ver o estado da sua perna. – então seu rosto se assombreou um pouco, olhando para baixo – estava pior do que pensei.

Um frio tomou minha barriga.

- Pior? Como parecia?

- Nem queira saber.

Engoli em seco, encarando meu colo. Então o hollow quase esmagou mesmo minha perna.

- Kurosaki.

- Hum?

Levantei a cabeça e pisquei confusa. Toushirou agora me olhava curioso.

- “Fuujin Zekku”. Que golpe é esse?

Pestanejei.

- Você lembra? Achei que nem tinha prestado atenção.

- Numa batalha sempre fico atento. É uma habilidade nova das suas zanpakutos?

Ri sem graça, olhando pro lado.

- Ah, não. Os nomes meio que me vieram na hora.

- Lâminas de Vento, Corte no ar. Faz sentido. Acho que You Ou lhe disse inconsciente.

O encarei de novo e estava pensando, olhando o vazio.

- Nenhuma habilidade de zanpakutou é nomeada à toa. – Então sorriu de canto, se virando para mim – Por isso nosso combo final saiu daquele jeito.

Fiquei muda, olhando seu sorriso e estranhando, Toushirou ficou sério.

- Saber o nome do ataque o potencializa várias vezes mais. Principalmente quando o chama.

- Ah.

Olhei pro meu colo. Não sentindo mais vergonha. Era outra coisa. Aquilo que fizemos, lutar presos um no outro foi incrível e surreal agora que pensei. Se mover em sincronia com alguém é o mesmo que dançar com um parceiro. Exige meses de treino, anos. Pensei mais além. Lembrando desde o inicio da batalha. Ao liberar seu Bankai pra me proteger, Toushirou deixou de me considerar um apoio. Sorri um pouco. Quantas vezes ele me jogou no ar e nos encontramos após exterminar quimera por quimera? Realmente, aquilo foi uma loucura.

- Kurosaki.

Saí do devaneio e engoli em seco. Toushirou estava inclinado pra mim, perto o suficiente para sentir sua respiração no meu rosto. Meu folego faltou.

- O que?

Me observando de um jeito preguiçoso, seus olhos subiam e desciam por meu rosto, meus cabelos... Isso me deixava mole.

- No que estava pensando? Ficou quieta por um tempo.

Sorri um pouco, encolhendo os ombros e ele se atentou pro meu gesto, gostando.

- Tava lembrando de quando lutamos juntos.

- Ah.

Encarei seus olhos, me sentindo leve e boba com seu olhar.

- Como sabia que daria certo?

- Daria certo o quê?

Sorri de novo, sentindo um calor diferente de vergonha subir por meu peito, pescoço até tomar meu rosto.

- Nos prender no kidou e continuar lutando. Foi uma sorte que...

- Não foi sorte.

Então seu braço que se apoiava na perna se levantou e Toushirou estendeu sua mão até meu rosto. Afastou devagar umas mechas soltas, roçando de leve o dorso na minha bochecha. Eu fiquei parada, simplesmente quieta sentindo seu toque enquanto, invés de olhar pra mim, Toushirou olhava pro próprio gesto descendo os dedos no meu cabelo até que senti um leve puxão. Pisquei confusa e olhei para sua mão quando afastou, enrolada no seu punho estava minha fita.

Arregalei os olhos, as mechas soltas se espalhando. Toushirou me encarava risonho, divertido no meu choque.

- Eu sei como luta, sou seu Mestre e você me conhece também, Karin.

Me entalei de raiva. A arrogância carregada na voz nele (mesmo que dissesse meu nome)

- Porque fez isso?

Estendi o braço e Toushirou esticou o seu trás, longe do meu alcance.

- Seu cabelo fica melhor solto.

- Não, não fica. Me devolve!

Tentei pegar minha fita do outro lado e Toushirou se virou, barrando a brecha que vi. Gemi de raiva e ele riu de mim. RIU. Idiota! Fiquei de joelhos, o espantando um pouco e quando me inclinei pra cima dele, quase alcançando sua mão, Toushirou sumiu. Caí de cara no futon e ouvi outro risinho. Dei um soco de raiva e me levantei. Ele estava no fundo do quarto, de olhos baixos e sorrindo de canto.

- Para, isso não tem graça nenhuma!

- Tem sim.

Então sua cabeça inclinou e seu punho começou a girar. Olhei pra ele. Toushirou balançava as pontas das fitas me provocando. Inflei de raiva e o encarei apertando os olhos. Ele riu de mim divertido.

- Desista, Karin. Não vai tomar de mim – ficou sério por um momento, alheio ao meu choque quando disse meu primeiro nome de novo – E vou ficar com essa outra também.

Pisquei confusa.

- O que?!

Me ignorou. De repente, ele sumiu e senti um deslocamento de ar atrás de mim. Arregalei os olhos e me afastei de um pulo, mas a outra parte do meu cabelo se soltou no meu ombro. Me encarando de lado, Toushirou me observava divertido e satisfeito.

- Pronto. Bem melhor sem dúvida.

Eu me tremia de raiva e nervoso.

- Porque tá fazendo isso? É a segunda vez...

Me calei. E estreitando o olhar Toushirou se aproximou.

- É a segunda vez o quê?

- Nada.

Quase disse que ele me beijou. Ficando diante de mim, me encarou fundo nos olhos. Minha raiva sumiu e o nervoso aumentou, junto com a sensação de amolecimento. Porque Toushirou me encarava desse jeito penetrante, quente...?

- Responda, Karin.

- Porque tá dizendo meu nome?

Perguntei sem pensar e sorrindo um pouco vi seus olhos se escurecerem.

- Porque é o seu nome. Não gosta?

Um arrepio me perpassou. A voz dele ficou mais baixa, envolvente. Igual naquele dia.

- É estranho, Capitão.

Dando um passo, recuei outro, ainda hipnotizada por seu olhar. Parecia cheio de alguma coisa. O que era?

- Não é estranho e não me chame de Capitão. Quando estivermos sozinhos pode dizer “Toushirou”. – então me olhou risonho – Não é assim que me chama pelas minhas costas?

Arregalei os olhos.

- Como você sabe?

- Não importa. Então Karin, o que quis com é a segunda vez...?

Engoli em seco.

- É a segunda vez que rouba minhas fitas.

- Mais nada?

Ele ofegou e deu mais passo, recuei outro e minhas costas bateram na parede. Toushirou não me prendeu apoiando as mãos nos meus lados como achei. Ele continuou me encarando e entendi do que estava cheio o seu olhar. O verde brilhava de desejo. Esperou mais um pouco e como continuei muda, seu olhar baixou até minha boca. Ofeguei também e vendo, quase riu.

- Não vai mesmo me dizer que te beijei embriagado, não é?

Me estremeci inteira.

- Ma... ma... mas como? Você...

Voltou a me olhar nos olhos e vi algo diferente neles. Era carinho. Fiquei mais mole.

- Eu lembro. Aliás é uma das poucas coisas que lembro daquela noite.

- Por que não me disse?

Estávamos praticamente sussurrando e curvando a cabeça, Toushirou suspirou.

- Porque você merece coisa melhor...

Se aproximou mais e apoiou uma mão na parede. Sua respiração ofegante no meu rosto como a minha no seu.

- ... Do que ter seu primeiro beijo roubado por um bêbado.

Estremeci de novo e gemendo, se inclinou mais. Fechei os olhos e abri os lábios. Ao fechá-los, minha boca se encaixou na dele. Eu senti um choque me percorrer e voltei a beijá-lo. Era uma sensação gostosa. Os lábios mornos se mexendo calmos e sem pressa nos meus. Toushirou chegou mais perto, quase colando em mim e se debruçou mais, devagar. Sem interromper nosso beijo tímido e um pouco inocente. Dado o que o outro foi. Levantei as mãos, tremendo e as coloquei no seu pescoço. Queria sentir o seu cabelo e escorregando os dedos, hesitante, os afundei em sua nuca e os agarrei, gemendo.

Isso teve um efeito.

De repente, Toushirou ofegou e seu braço livre se enroscou na minha cintura e me puxou, apertando contra seu peito. Sua língua deslizou pra dentro da minha boca, abrindo mais e aprofundou o beijo. Me fazendo estremecer e jogar o pescoço para trás, o beijando de volta com abandono. Meus dedos no seu cabelo se apertaram e ofeguei forte, sem ar junto com ele. Mas não parávamos. Não queríamos. Era tão bom, tão gostoso. Ele provava minha boca como fez da primeira vez, só que com mais ânsia. Mais sedento. Igual ao mim. Gemi de novo e dessa vez, Toushirou perdeu a cabeça.

Gemendo de um jeito, do fundo da garganta seu braço me apertou e me suspendeu. Minhas costas bateram na parede e senti sua mão com as fitas deslizar na minha coxa nua pela calça rasgada, a agarrando e puxando pra ele. O beijei mais sôfrega e abri as pernas, o deixando se afundar entre elas. O calor que me tomava parecia que se alastrou por meu corpo todo e tonta com estava, pra mim foi muito normal enroscar as pernas na sua cintura o apertando contra mim. Toushirou parou o beijo, soltando um risinho e sua boca escorregou lentamente pela minha bochecha, queixo até enfiar o rosto no meu pescoço onde fez uma coisa que me arrepiou inteira. Senti algo macio, quente e molhado passar devagar pela extensão do meu pescoço. Ofeguei surpresa e ouvi outro risinho seguido de um roçar de dentes, mordicando. Estremeci de novo e o calor aumentou. Escorregando a mão que se apoiava na parede pela minha cintura, ela chegou até o meu quadril e o apertou, junto com sua mão com as fitas enroladas, afundando no rasgo da calça até espalmar minha nadega, a apertando.

Arquejei surpresa e sua boca passou a minha beijar no pescoço, quase chupando. Estremeci de novo. Agora eu não parava de tremer. Com esses toques ousados (eu não imaginaria que ele fosse assim) comecei a sentir uma coisa diferente. Um calor anormal entre minhas pernas, latejante e se concentrava num lugar que me inundou de vergonha, mas me deixou mais entregue e tonta desse jeito. Apertei os olhos, sentindo outra onda de estremecendo com a mão que me espalmava e tocava dentro da calça, brincando com renda da minha calcinha. Os dedos agarravam e soltavam o tecido, ao mesmo tempo massageando e me arrepiando de prazer.

Caramba! Eu tava ficando excitada. Muito excitada e senti meu sexo latejar mais, esquentar mais e começando a ficar úmido. Gemi mais fundo e Toushirou me soltou um pouquinho. Escorreguei na parede e ele me segurou de novo. Ofeguei alto quando senti o que ele queria. Literalmente eu senti, apertado dentro da calça dele e prensando entre minhas pernas.

Toushirou escorregou a boca pelo meu pescoço, o deixando babado e encontrou outra coisa pra brincar de morder e lamber, além de beijar. Minha orelha. Quando beijou o lóbulo seu quadril se moveu e soltei um gemido, estremecendo ainda mais. Gostando disso, ele fez de novo e novo, sem parar e devagar, roçando através das nossas calças nossos sexos completamente excitados.

Entreabri os olhos. Eu não acredito nisso. Eu realmente não acredito que isso tá acontecendo. Como pode um dia tão desastroso terminar desse jeito? De uma luta entre a vida e a morte, para uns amassos quentes e ousados. Gemi de novo com mais um roçar pensando em como meu Capitão estava tão fogoso agora. Pouco me importava que era a primeira vez que um cara fazia isso comigo. Desde que seja ele tudo bem. Senti uma lambida na minha orelha e ofeguei pensando.

Será que vai doer? Rolei os olhos. Idiota. Claro que vai doer, mas com aquela sensação gostosa que me deixava tão molinha e mais úmida, a ideia que doeria quando Toushirou e eu transarmos (por que é isso que ia acontecer daqui pouco) parecia improvável. De repente, fiquei preocupada e olhei de relance para porta.

- Toushirou... E se alguém...

Ele entendeu e enfiou os dedos na minha calcinha, tocando minha nadega de leve. Gemi com o toque, mas ainda encarando a porta preocupada.

- Eu tranquei. Relaxe.

Não era isso que eu ia dizer, mas não importava. Ele parou de se roçar em mim e se afastou um pouco ainda me prensando na parede. Suas mãos subiram pra minha cintura e não entendi o que queria, até sentir minhas blusas serem puxadas para fora da calça. Me espantei um pouco, me sentindo com vergonha ao vê-lo (mesmo apoiando a testa na minha) olhar com cobiça para minha pele, meu sutiã. Aqui em Soul Society, como se vive praticamente na era do Edo, não existem peças intimas como calcinhas e sutiãs. O que eu usava era umas peças feitas por encomenda que pedi para moça de uma loja de kimonos fazer pra mim. Era mais como um top de renda e algodão, com pedaços de cetim fechado com cordões nas costas. Pelo verde escurecido de desejo parecia que eu usava lingerie.

Levantando o olhar, Toushirou ofegou.

- Como se tira isso?

Sorri pra ele e agarrei mais o seu cabelo.

- Vai ter que descobrir.

Ele estreitou os olhos com minha provocação e me beijou, sôfrego e avido. Como se quisesse me punir por isso. Ri na sua boca e suas mãos me apertaram de novo. Quando íamos nos roçar outra vez, uma batida na porta me gelou inteira. Mas não Toushirou, ele não ouviu. Estava ocupado lambendo meu pescoço de novo. Então, as batidas voltaram mais rápidas e fortes junto com uma voz.

- Taichou! O senhor já acordou?

Toushirou congelou. Paralisado como eu.

Quem estava do outro lado da porta era sua tenente!

Notas finais:

Minna.
Esse sem dúvida foi o capitulo que mais me deu trabalho, mais comprido e que me empolgou demais em escrever.
Até o próximo.
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MensagemAssunto: Re: A paixão do capitão de gelo - Capitulo XIII   Ter 12 Ago 2014 - 8:15

Esse é o capítulo mais perfeitamente perfeito que eu já li na minha vida! Caramba, a luta épica, essa parte romântica no final... meu Kami-sama, como você consegue escrever uma coisa tão divina assim? <3
Sinceramente, eu já reli esse capítulo umas cinco vezes (e só agora eu criei coragem e palavras pra comentar), e provavelmente vou continuar relendo até minha cabeça explodir. Simplesmente os melhores 20 minutos gastos na minha vida. (sim, eu gastei 20 minutos para ler esse capítulo porque ele me incentivava a ficar prestando atenção aos detalhes da escrita, que ficou simplesmente épica).
Estou ansiosíssima pelo próximo!

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MensagemAssunto: Re: A paixão do capitão de gelo - Capitulo XIII   Qua 13 Ago 2014 - 15:18

Eu to completamente Apaixonada.... Ameiiii esse capítulo, simplesmente perfeito *o*
Ohhhh Kami-sama.. que tudo!
Morfei de amores, ^^ Esse jeito Caliente! *----*
Muitas vezes não tenho nem palavras, mas agora não tenho mesmo..pq ta SuperMegaUltraMaxterIncrível *o*
To encantada... Divino *O*
Please... to super animada para o próximo ^^

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