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 A paixão do capitão de gelo - Capitulo XIII

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charlote-chan
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MensagemAssunto: A paixão do capitão de gelo - Capitulo XIII    Ter 12 Ago 2014 - 0:01

Notas da autora:

Yo, minna-san. Esse é o capitulo mais extenso da fic. Sério mesmo. 16.496 palavras O.O
A razão para esse tamanho foi o seguinte: queria fazer cenas de batalha decente. O mais proximo possivel do anime. Além disso, não é apenas ação  Wink Tem romance também.
Então, devido ao tamanho do cap. dividirei em três partes.

Que se inicie-se a primeira!

Tempestade de Gelo

Seireitei estava sendo atacada e por nada menos que as abominações de Kurotsuchi.

Os hollows-quimeras.

Como os capitães elegidos para a investigação temiam, (exceto Zaraki Kenpachi), os monstros conseguiram de algum jeito escapar do laboratório soterrado. A cidade estava um caos. Gritos e explosões por toda parte e o Comandante movendo a Brigada para conter e eliminar as quimeras. À uma sugestão de Urahara, o Soutaichou tomou uma decisão de última hora. Enviou o capitão do 10º esquadrão ao Centro de Desenvolvimento Tecnológico para que encontrasse um provável segundo laboratório.

As ordens de Hitsugaya eram: Invadir as estalações do 12º quartel, encontrar o lugar e o destruir, antes que aumentasse mais a horda.

No entanto, o laboratório já estava destruído e a shinigami que delegou para a missão de vistoria, Kurosaki Karin, não sabia onde ficavam as celas com as cobaias vivas. Já iam sair do prédio quando um estrondo ecoou. Eles arregalaram os olhos um pro outro e correram para o pátio. Dezenas de quimeras corriam em debandada para o portão.

Hitsugaya mandou que Karin fugisse enquanto atrasaria os monstros, o suficiente para que depois se juntasse aos outros capitães. Karin já ia atravessar o limite do muro quando uma barreira bloqueou seu salto. A reiraku eletrizada a agarrou pelos pulsos e tornozelos e depois a atirou para longe.

Seu capitão a amparou a tempo freando sua queda e então desconfiado foi até o limite do muro, com Karin o seguindo. Hitsugaya esticou a mão a frente e a mesma massa opaca e elétrica de reiraku apareceu, repelindo sua mão. Abaixou a cabeça, xingando pela enrascada em que se encontravam.

- Eu não acredito! Porque essa... barreira elétrica prendeu a gente e não eles?! Alias, porque essa coisa tá aqui?

Observando os hollows-quimeras correrem pelas ruas, ele suspirou.

- Não faço ideia. Mas isso parece que só repele shinigamis.

Os dois se encararam e sem uma palavra Karin entendeu.

Estavam presos, sozinhos, dentro de um lugar que provavelmente virou um inferno com essas quimeras.

KARIN POV

Ofeguei, tentando respirar com o pânico me tomando.

- O que vamos fazer?

Toushirou piscou e olhou para o lado, pensando.

- Realmente não sei.

Ele respirou fundo, estreitando o olhar e tentei ficar calma. A situação era no mínimo desastrosa, mas mesmo assim eu não posso ficar com medo. Se tem uma coisa que aprendi naquele dia que fui atacada na floresta pelos adjuchas e ontem no laboratório é que não posso ficar com medo. Com esse pensamento, parei de tremer e não entrei em pânico. Encarei Toushirou, ainda pensativo. Depois um longo minuto ele me encarou de volta com um ar sério.

- Venha comigo.

- Sim, senhor.

Dando meia volta, ele tomou impulso e saltou para o alto. Franzindo a testa o segui. A cada vez que parava, ele tomava impulso e subia mais, metros acima até que finalmente parou. Fiquei ao seu lado e arfei. Nunca fiquei tão alto assim no céu. Toushirou olhava para baixo, sua mão ainda agarrada na zanpakutou e pelos céus com nuvens negras e a corrente do cabo, mantinha a Shikai. Tive um péssimo pressentimento quanto isso.

- Estranho.

Olhei pra ele e franzia as sobrancelhas confuso. O vento onde estávamos soprava fraco, lento e me senti estranha com isso também. Era como se estivesse entediado, infeliz.

- Olhe a frente.

A voz de Toushirou me tirou do devaneio. Fiz o que me pediu e pisquei confusa. Apontando com o queixo, ele me mostrava a fila de monstros que corriam em debandada do prédio destruído. Eles seguiam como uma manada, soltando aquele urro que me assombrou a vida inteira, mas somente numa direção.

- Porque estão indo para o portão?

- Será que tem alguma coisa haver com a barreira que prendeu a gente aqui?

Olhei para o Toushirou e ele encarava lá embaixo. Com minha pergunta seus olhos se estreitaram. Já ia sugerir pra darmos uma olhada quando de repente ele levantou a cabeça. Seus olhos arregalados. Toushirou agarrou meu pulso e sumiu no shunpo aparecendo metros abaixo de onde estávamos. Me colocando atrás dele, se inclinou pra frente, agarrando o punho da zanpakutou com as duas mãos.

- Taich..

- Fique aqui!

Toushirou tomou impulso e sumiu. Arfei jogando o pescoço pra trás, encarando onde estávamos a tempo de vê-lo aparecer. Batendo o pé no ar, ele pulou pra trás girando e levantou o braço com a espada. Uma espiral de gelo celeste explodiu do punho criando o dragão. Jogando a espada num arco, Toushirou atirou o dragão de gelo serpenteante no céu. Mirei para seu alvo. Era um hollow de pelo negro e vermelho, com mascara de chifres de bode.

Urrando o dragão escancarou a boca o engolindo inteiro. Despedaçando. Mal respirei de alivio e um outro hollow apareceu atrás do Toushirou, girando e chicoteando a cauda. Ela bateu nas suas costas o atirando pra longe. Entrei em pânico.

- TOUSHIROU!!!

Tomei impulso. Ia saltar e ouvi aquele barulho, um rasgado no som atrás de mim. Me joguei pro lado, longe e firmei um pé no ar, girando. Curvando a mão livre no peito, uma luz azul brilhando na minha palma, sussurrei.

- Hadou nº 33 Soukatsui.


Estiquei o braço, acertando o hollow que tinha saltado até mim bem na cara. Ele voou longe até se chocar num prédio, abrindo um buraco. Escutei um estrondo e virei na direção. Colado na parede do prédio principal Toushirou ofegava. Arregalei os olhos, o pânico explodindo e sumi no shunpo. Saltando até ele.

Apareci a uns 2 metros, ofegando agoniada.

- TOUSHIROU!!!

Pulei de novo, parando na sua frente. O impacto do seu choque rachou o concreto. Seus olhos tremiam fechados e puxou os braços da parede, apoiando a mão livre no concreto quebrado se empurrando.

- Que droga.

Arquejou com raiva. De cabeça baixa, as mechas caindo nos olhos ele levantou o olhar me encarando sem ver de um jeito irritado.

- Kurosaki...

- Sim?

Agarrei seu pulso com a espada puxando pra ajuda-lo.

- Você... CUIDADO!!!

Senti um empurrão no ombro e um vulto passou a centímetros de mim. Me virei de olhos arregalados, vendo a poeira levantar junto com o estrondo. Corri pra dentro da entrada e parei arquejando. Um hollow igual à que ia esmagar o Renji e o Ikkaku empurrava Toushirou, chocando e arrebentando as paredes. Uma seguida da outra. Já ia correr pra ajudar quando os dois pararam de voar. Com os pés no chão derrapando, as costas do hollow tremiam, forçando peso, mas não saía do lugar. Levantei a sobrancelha, incrédula.

Toushirou tava medindo força bruta com esse monstro?!

Então, um vento gelado soprou no meu rosto, balançando meus cabelos levemente. Me entalei. Ai, caramba! Pulei pra direita a tempo de ouvir meu capitão gritar e uma rajada furiosa de gelo atravessar o “corredor” entre as paredes, atirando a quimera pra longe e congelando. Me virei pra trás tremendo e andei devagar até os rombos nas paredes. Tudo congelado, coberto por uma camada fria e nevoenta. No fim do “corredor”, Toushirou ofegava fundo curvado para frente. Fui até ele usando o shunpo e ao ficar na sua frente me espantei mais.

Seu kimono e haori estavam surrados, cobertos de pedaços e poeira de reboco e sua testa tinha um corte acima da sobrancelha, sangrando. Só. Ele ofegou mais um pouco e se endireitou me encarando de lado, achando graça do meu choque.

- O que foi?

- Nada.

Mas eu não conseguia deixar de encarar. Seus olhos se estreitaram e então ele se virou para sala, onde uma das paredes ficou destruída por causa da luta.

- Vamos, Kurosaki.

Saltou o buraco e fui atrás. Enquanto corríamos olhei em volta. Parece que estávamos numa espécie de sala de máquinas. Pelo ao menos foi o que pareceu pra mim, com os chiados, as luzes piscando e os tubos azuis e vermelhos atravessando o teto. As paredes se conectavam com os computadores gigantes, separados em alas. Toushirou e eu corríamos por um corredor largo de lajotas brancas com nossas zanpakutous abaixadas.

Encarei suas costas. O haori com uns rasgos e a bainha atravessada. Do que são feitos os Capitães? Eu jurava que tinha se quebrado inteiro quando aquela quimera pulou em cima dele, arrebentando as paredes. Ver aquilo me sossegou um pouco (apesar estarmos ferrados presos nesse quartel). Parece que não vou morrer hoje.

De repente, meu capitão parou de correr. Seus pés derraparam um pouco e quase bati nele derrapando também. Pisquei confusa.

- Taich...

- Shsss.

Sua cabeça se virou pra direita. Fiquei quieta. Segundos depois escutei um barulho, quase imperceptível pelos chiados nessa sala. Engoli em seco. Eram... eram pisadas. Desajeitadas. Esperamos um pouco, então no corredor a nossa frente uma quimera parecida feito um sapo se arrastou cruzando o corredor onde estávamos. De repente, parou e a mascara branca se virou pra nós. As luzes se arregalaram de susto e escancarou a bocas.

- OOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

- Tsk.

Pisquei com força pro Toushirou. Ele olhava para a quimera com tédio. Apertando os olhos, tomou impulso e sumiu. O monstro se espantou. De repente, Toushirou apareceu atrás dele. Girando o corpo e deu um chute nas suas costas. O golpe atirou a quimera pro alto, que urrava surpresa e então ele fez um gesto com o braço livre. O antebraço e mão retos o abaixando, uma corrente de elos surgindo e girando.

- Bakudou nº 63, Sajousabaku!


O kidou pulou do seu braço quando o balançou num arco para o lado e se atirou na quimera que voava, prendendo ela num dos tubos azuis que iam do chão até o teto. Toushirou sumiu e apareceu diante do hollow. Simplesmente saltei até os dois. Ao ficar do seu lado, o sapo esperneava tentando se soltar, sacudindo a cabeça.

- É inútil.

Toushirou avisou e o hollow parou de mexer. O encarando com uma raiva e arfando.

- Shinigami...

Me arrepiei com o tom sibilante e esse gesto chamou atenção do hollow. Ele estreitou as luzes e sibilou de novo.

- Deliciosa.

Arquejei recuando um passo e vi um movimento na visão periférica. Um segundo depois a quimera-sapo chiava de dor e baixei o olhar, o arregalando. Toushirou cravou a espada na barriga magra e encarava de olhos baixos a quimera. Me arrepiei de novo. Era um olhar frio de gelar a alma e a quimera se assustou também, pois começou a tremer.

- Nem pense nisso, monstro maldito. – então apertou os olhos – Quero que me responda umas coisas.

O hollow-quimera chiou.

- O q..que q..quer s..saber?

- Que barreira é essa envolta do quartel?

As luzes na máscara branca brilharam confusas.

- E.. e. eu. AAAHHH!

Arregalei os olhos. Toushirou tinha perdido a paciência e torceu a espada. O sangue preto escorregou da ferida e passou a pingar.

- Taichou!

- Quieta, Kurosaki.

Cravou mais espada, devagar e o hollow ofegou. Meu estômago se embrulhava com a tortura.

- É um muro!

Levantei as sobrancelhas. E não é que estava dando certo? Meu capitão enfiou mais a espada.

- Um muro para quê?

A quimera ofegou e o encarou irritada.

- Para proteção. – então soltou um risinho – Parece que o shinigami louco não queria que descobrissem a gente.

Pisquei, mal acreditando no que passou pela minha cabeça.

- Espere aí. Tá dizendo que aquilo lá fora é um escudo pro quartel inteiro? Ele nem conseguiria sair!

- É... Mas não era pra tomar o quartel. Somente as celas nos subsolos que prendiam a gente.

Toushirou piscou ao ouvir isso e puxou a zanpakutou. O hollow-quimera cuspiu sangue preto e nos viramos de lado. Toushirou para pensar e eu de repulsa. Ver aquilo foi simplesmente nojento. Olhei pra ele.

- O que acha?

- Se disse a verdade, então Kurotsuchi criou um dispositivo que dispara a reiraku criando a barreira. Isso impede que shinigamis entrem na sua área isolada, mas também prende o que está dentro.

Parei pra pensar e franzi as sobrancelhas.

- Mas tem uma coisa errada. Porque os hollows tão saindo?

Toushirou piscou e vi um brilho neles. Um lampejo de ideia. Olhou sobre o ombro, para o monstro preso no tubo pelo kidou.

- Quantos vocês são?

A quimera cuspiu um pouco de sangue e levantou a cabeça.

- Pra que quer saber?

Repuxei o lábio e Toushirou apontou a zanpakutou na cabeça do monstro e a coisa chiou apavorada.

- Uma centena.

Me entalei.

- C..ce cem?!

Olhei pro lado e meu capitão apertava os olhos, preocupado. Suspirou e depois me encarou de lado. Tinha um quê meio duvidoso nos seus olhos, que me ofendeu e confundiu. Mas então seu olhar mudou. Ficou determinado.

- Hei. Eu já disse tudo. Me solta!

Toushirou olhou para o monstro e sem dizer nada, deu um golpe da zanpakutou. Congelando-o por inteiro. Sem dó.

Se virando pra mim, me encarou determinado de novo. Isso tava me deixando curiosa.

- Vamos.

- Hai.

Sumimos no shunpo correndo pela sala. De repente, ele viu algo acima e saltou para os tubos, subindo. O segui e então ao pairar quase tocando no teto, parou e tomou impulso se atirando para frente. Levantei as sobrancelhas. Toushirou seguia direto pra umas janelas enormes e gradeadas. Abri a boca pra perguntar se íamos mesmo pulá-las quando vi um brilho na sua mão livre. Uma bola de reiatsu vermelha crescia então, segundos antes a disparou. O estrondo arrebentando as janelas e suas grades, junto com a poeira. Atravessamos e sumimos de novo.

Não entendi para onde Toushirou ia até que de repente parou. Abaixo de nós estava o portão do esquadrão. O encarei confusa e ele olhava para baixo, para a horda de quimeras que passava enfileirada pelo portão. Quando faltavam meros metros para os primeiros chegarem, Toushirou sumiu e fui junto. Afinal, ele não disse pra me afastar.

Aparecemos de costas para o portão principal, diante da horda de quimeras. Meu coração pulou disparado e não sei se foi medo ou se pela admiração. Acho que foi os dois. Toushirou se virou de lado, o braço com a katana levantada e sem pestanejar, encarando impassível a onda de monstros que escancaravam as bocas pra nos devorar, se firmou no lugar e jogou o braço para frente num arco enorme.

Embasbacada vi o dragão de gelo explodindo do punho da zanpakutou em segundos, urrando com a bocarra arreganhada, seu corpo enorme serpenteando, chocando num estrondo de estremecer o pátio com os hollows. Gelo cobriu toda onda que entrava levantando uma rajada branca e fria. Quando se dissipou o piso numa linha reta congelou e as criaturas presas no gelo despedaçaram com ele. Levei uns segundos pra levantar meu queixo.

E era só sua Shikai... Incrível.

Enquanto as pedras de gelo rolaram, se desintegrando Toushirou se virou para mim. Ele nem parecia cansado pelo golpe. Então reparei em sua expressão, determinada.

- Kurosaki.

- Sim?

Hesitou por um segundo, então suspirou e inclinou a cabeça se aproximando de mim.

- Entende que não tem como descobrirmos um jeito de sair agora, não entende?

Olhei nos seus olhos e engoli em seco.

- Hai.

- Segundo aquele hollow essa barreira era para servir como uma prisão para as cobaias e evitar que shinigamis entrem nas celas caso os monstros fujam.

Observou em volta para o alto e olhei ao redor do complexo de prédios. Tudo abandonado. Os prédios a direita de onde vinham as quimeras, devastados e destruídos.

- Mas parece que o troço deu errado e a barreira se expandiu pro quartel inteiro.

- Deve ser por isso que o 12º bantai estava deserto quando Urahara veio mais cedo. O dispositivo se descontrolou.

Encarei Toushirou e ele me olhava de volta. Ele quer me dizer alguma coisa. Tava escrito no seu rosto.

- Pelo movimento das quimeras, há uma falha na barreira. Bem aqui.

Relanceou os olhos para o portão atrás de mim. Bem, eu já tava desconfiada.

- Kurosaki – seus olhos me encararam de novo e a determinação tomou conta deles – Vamos fazer uma barricada.

Levantei as sobrancelhas e demorei uns longos segundos pra processar.

- Como?

Toushirou ignorou meu espanto e sua determinação aumentou.

- Não podemos sair. E definitivamente essas quimeras não devem sair daqui.

Suspirou fundo e vi porque ele se tornou um Capitão tão jovem. Esqueci meu pânico e confiei na sua expressão enquanto me encarava.

- Mesmo só nós dois podemos – então vi a sugestão de um sorriso convencido – You Ou e Hyourinmaru são zanpakutous elementais supremas e os inimigos virão diretos até nós.

Abri e fechei a boca e percebi que quase sorria também.

- Peraí, você tá dizendo...

Se virando de lado, Toushirou me encarou risonho.

- Exatamente. A zanpakutou mais poderosa de Vento é You Ou. Urahara me contou hoje antes de vir te buscar no esquadrão.

Então ficou de costas pra mim.

- Mas eu já sabia disso.

Sorri de um jeito bobo.

- OOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO

Encaramos a direita, para os hollows-quimeras que corriam para a entrada e aquele momento alegre sumiu. Agarrei com mais força o punho da minha espada e pela linha corporal dele, também estava se preparando para a batalha.

- Fique acima de mim e cubra minha retaguarda. Não hesite em matar. Entendeu?

Me olhou sobre o ombro e acenei concordando. Toushirou então me encarou de um jeito... Seu olhar cheio de alguma coisa, mas virou o rosto e agarrou o punho da sua zanpakutou. Tomei um impulso e saltei alto girando pra trás, caindo em cima da parte do muro que ficava acima dos portões principais. Estava bem uns sete metros acima do chão.

De repente, senti uma reiatsu crescer, se concentrando. Olhei pra baixo e vi um deslocamento de ar girando ao redor de Toushirou, lenta e levantava de leve suas roupas e cabelos. Ele levantou o braço com a zanpakutou e a espiral de gelo explodiu do punho, libertando o dragão azul celeste de olhos vermelhos. Hyourinmaru girou em torno do seu senhor. Grandes anéis de gelo e rugiu. Que pressão espiritual...

Parei de admirar e me concentrei também. Sem o medo me travando, sem o pânico de morrer. Senti um deslocamento de ar girando em torno de mim, reagindo à reiatsu que crescia. Firmando os pés, girei o tronco pra trás esticando o braço e respirei fundo. O deslocamento de ar aumentou e senti o Rei Falcão abrindo os olhos, acordando. Encarei os hollows-quimeras que entravam no pátio e me concentrei mais.

- Bata suas asas...

Girei o punho da espada entre os dedos e me endireitei, torcendo o punho e levantando a zanpakutou.

- YOU OU!!!

O vento soprou com mais força, repentinamente e se retorceu na minha espada que brilhava e crescia enquanto a girava. Em segundos eu segurava minhas zanpakutous e as firmei no muro ao meu lado, esperando. Eu entendi o que o Toushirou quis dizer. Podíamos ser os únicos aqui. Mas não iríamos morrer. Se não podemos nos juntar na batalha, vamos ao menos impedir que vire um massacre. Sustentaremos essa barricada até não restar nenhuma quimera.

Continua...
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