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 O Meio-Youkai, Hakuryuu - A Dor no Coração de Hakuryuu!

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Rodrigo Kira
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MensagemAssunto: O Meio-Youkai, Hakuryuu - A Dor no Coração de Hakuryuu!   Qua 30 Jul 2014 - 23:01

Para compreensão dos leitores, esta cena se passa após Sesshoumaru empunhar a Tessaiga, usando o braço humano, fornecido por Naraku.

               InuYasha e seus amigos estão descansando na beira de um rio, perto de uma floresta. Miroku e Shippou estão assando peixes em uma fogueira. InuYasha está conversando com Kagome e Hakuryuu está sentando na beira do rio, com um olhar sério, observando as águas.

               - Está quase pronto – diz Miroku.

               - O cheiro tá muito bom – comenta Shippou.

               - Parem de ficar pensando em comida, vocês dois! – exclama InuYasha – Temos que ir logo, encontrar o maldito Naraku e os outros fragmentos da jóia!

               - Calma, InuYasha! – fala Kagome – Temos que repor nossas energias primeiro. E o Miroku tem que se recuperar, depois de ter sugado os Insetos Venenosos, usando o Buraco do Vento. E o Hakuryuu... – ela hesita - ... não parece muito bem.

InuYasha olha para o amigo, o meio-youkai tigre.

               - Hmm... nisso você tem razão, Kagome. O Haku parece meio estranho, desde que enfrentamos o Sesshoumaru.

               - Então porque você não vai falar com ele? – pergunta Shippou.

               - Há! Porque eu?

               - Porque ele é o seu melhor amigo, seu idiota! – retruca o youkai raposa.

               - Bom, sim ele é, mas... – InuYasha olha para Hakuryuu - ... eu também nunca o vi daquele jeito...

Hakuryuu continua olhando para a margem do rio. InuYasha se aproxima de seu amigo.

               - Ei, Hakuryuu. Você está bem?

O garoto tigre responde, sem olhar para o amigo.

               - Sim.

               - Tem certeza? Você não parece muito bem, desde ontem, depois da luta com Sesshoumaru.

               - Estou bem, InuYasha. Obrigado por se preocupar.

               - Tudo bem. Mas eu ainda acho que...

               - JÁ DISSE QUE ESTOU BEM, DROGA!! – Hakuryuu grita.

Chocado, InuYasha se afasta.

               - Tudo bem... vou deixar você sozinho. – ele volta a se sentar com Kagome. – Viu só?! Que ingratidão!

Kagome continua olhando com tristeza, para Hakuryuu. Miroku chama o grupo para comer e todos almoçam em silêncio.

               - Hmm... isso tá muito gostoso! – diz Shippou.

               - Tá mesmo – comenta Miroku.

Depois de comerem, continuam andando, mas Hakuryuu caminha mais lentamente, absorto em pensamentos.

               - Ei, o Hakuryuu continua meio estranho – diz o monge.

               - Eu disse pro InuYasha que ele não estava nada bem. – responde Kagome.

Eles olham por sobre os ombros, e veem o jovem tigre cabisbaixo.

“O Jaken disse... disse que quem deu aqueles Insetos Venenosos para o Sesshoumaru”, pensa Hakuryuu, “foi um tal de Naraku, que usava uma pele de babuíno branco...  só pode ser ele...”

InuYasha repara em algo no horizonte.

               - Ei, olham ali. Tem uma cidade lá.

Todos veem uma grande cidade. Curiosamente, uma parte dela está enegrecida.

               - Que estranho. Parece que uma parte tá queimada. – diz Kagome.

Hakuryuu levanta os olhos pela primeira vez.

               - A-aquela é...

               - Você conhece aquela cidade, Hakuryuu? – pergunta Shippou.

O tigre olha tristemente para a cidade parcialmente queimada.

               - Conheço...

Kagome olha para Hakuryuu. “Hakuryuu, o que está escondendo da gente?”, ela pensa, preocupada.

               - Vamos até lá? – pergunta Miroku.

               - Kagome, você sente algum Fragmento da Jóia? – pergunta InuYasha.

Ela não responde. Continua tentando decifrar o que se passa na cabeça do meio-youkai tigre.

               - Ei, Kagome! – insiste o youkai cachorro.

               - Ah! Não, não sinto nada.

               - Bom, então quer dizer que podemos ir até lá e descansar um pouco – diz Miroku.

               - Se não tem um Fragmento, então não deve ter youkais – diz Shippou, que está nos ombros de Miroku. – O que você acha, Hakuryuu?

Ele está quieto, olhando para a parte queimada da cidade.

               - Hakuryuu? Você está se sentindo bem? – pergunta Miroku.

               - Ah... sim... eu acho.

InuYasha olha raivoso para seu melhor amigo.

               - Hakuryuu!! Você não está bem. Pare de mentir pra nós!

               - Não estou mentindo... eu estou bem... – ele responde, secamente.

InuYasha perde a paciência.

               - Já chega, seu idiota!! – ele golpeia Hakuryuu com um soco no rosto, lançando o amigo alguns metros.

               - InuYasha!! – exclama Kagome.

               - O que é que você tá fazendo? – diz Miroku.

Shippou pula dos ombros do monge e corre até Hakuryuu.

               - Ei, Hakuryuu! Você tá bem?

               - Ai. Acho que sim.

               - Porque você fez isso, InuYasha? – grita Shippou.

               - Pra fazer o Haku voltar ao normal!! – exclama InuYasha.

Todos ficam surpresos, boquiabertos.

               - Hakuryuu, eu te conheço melhor do que ninguém! O que você não está contando pra gente?

O garoto tigre continua em silêncio.

               - Maldição! RESPONDA!! – grita Inuyasha.

Hakuryuu se levanta e olha para os amigos.

               - Eu... já estive nessa cidade antes. Foi há dez anos, quando você ainda estava selado, InuYasha.

Eles observam a parte queimada da cidade.

               - Hakuryuu... foi você quem... fez aquilo? – pergunta Kagome, olhando para as casas queimadas, que continuam exalando fumaça.

Antes que Hakuryuu possa responder, InuYasha o corta.

               - É claro que não foi o Hakuryuu! Mesmo com o poder dele, o Haku nunca fez nenhum mal aos humanos!

Hakuryuu olha para o amigo. Agora há pouco, socara-lhe o rosto e agora o defendia, mesmo sem ninguém acusá-lo. Apenas InuYasha seria capaz desse tipo de coisa. “Por isso ele é o meu melhor amigo”, ele pensa.

               - InuYasha está certo – ele diz. – Não fui eu quem causou isso. Mas também não consegui impedir. Mas deixemos isso de lado. Vamos procurar um lugar pra passar a noite.

Ele começa a andar em direção à cidade, como se tentasse voltar a ser como sempre fora. “Não adianta mais pensar nisso... certo? Ela ficaria muito triste se eu fraquejasse assim... não, é... Natsume?”

Seus amigos olham para ele, sem se moverem. Ao perceber que segue sozinho, ele se vira.

               - Ei! Vamos logo, seus molengas!! – e segue caminhando. Mas os outros continuam a observa-lo, em silêncio. Kagome é a primeira a falar.

               - Ainda tem alguma coisa que ele não contou pra nós.

Shippou corre e pula de volta nos ombros de Miroku.

               - É verdade. O Hakuryuu não ficaria se culpando tanto daquele jeito, por algo que não tem nada a ver com ele. O que você acha, Miroku?

               - Acho que ele tem alguma ligação com aquelas casas queimadas, mas não está pronto pra falar sobre isso. Vamos deixa-lo em paz, por enquanto. – ele segue a estrada, atrás do amigo.

Quando eles chegam na cidade, várias pessoas começam a cochichar, ao vê-los passar.

               - É ele? Não acredito! – comenta um homem.

- Depois daquilo achei que ele não voltaria mais. – diz uma mulher.

- Coitado dele... será que já superou? – cochicha outra.

- E quem são essas pessoas que estão com ele? – pergunta outro homem.

Miroku e InuYasha olham para as pessoas, desconfiados.

               - O que estarão cochichando? – pergunta Miroku.

               - Eu não sei, mas parece que não gostaram muito de nós – responde Kagome.

               - HÁ! Se quiserem nos atrapalhar, podem vir que eu acabo com todos eles! – diz InuYasha.

               - Para com isso! Você não consegue passar um dia sem querer arrumar briga, InuYasha? – retruca a garota.

De repente, um senhor se aproxima do grupo.

               - Hakuryuu? É você não é? – ele pergunta.

Hakuryuu olha, surpreso para o homem.

               - Senhor Saitou?

               - Sou eu mesmo! Hakuryuu!! Há quanto tempo! Você não mudou nada!

               - Bem, senhor Saitou, o tempo passa diferente para os youkais. – o tigre responde, sorrindo.

               - Hakuryuu, você conhece esse homem? – pergunta InuYasha.

               - É claro! Este é o senhor Saitou. Nos conhecemos quando eu vim aqui há dez anos.

               - Eles são seus amigos, Hakuryuu? Por favor, venham se hospedar em minha casa! Qualquer amigo do Hakuryuu, é meu amigo também.

               - Por favor, não queremos incomoda-lo, senhor Saitou – diz Miroku.

Uma senhora e uma bela jovem se aproximam.

               - Papai, quem são eles? – pergunta a moça.

               - Ah, Karin! São Hakuryuu e seus amigos. Eu acabei de convidá-los para ficar em nossa casa esta noite, mas infelizmente eles recusaram.

Miroku se prontifica, obviamente, com ideias depravadas em sua cabeça.

               - Mas já que o senhor insiste, ficaremos muito gratos em nos hospedar em sua casa.

O resto do grupo olha para o monge, sem acreditar. “Esse cara não tem conserto!” pensam todos. Mas a jovem olha para o youkai tigre, ignorando o monge.

               - Senhor Hakuryuu! Não acredito que é o senhor!

               - Oi, Karin. Há quanto tempo. Você cresceu bastante – ele responde, sorrindo.

Frente a essa cena, Miroku se afasta, chorando, meio decepcionado.

               - Por favor, venham. Nossa casa é por aqui.

O grupo de InuYasha segue a família até uma casa de porte médio. Enquanto Kagome, Karin e sua mãe preparam o jantar, os homens se sentam na sala, conversando.

               - Então foi o Hakuryuu que o ajudou a construir esta casa, senhor Saitou? – pergunta Miroku.

               - É, sim. Foi há mais ou menos dez anos. Me lembro como se fosse ontem...

- FLASHBACK (INÍCIO) –

               Minha filha, Karin, tinha oito anos naquela época. Nossa casa, nos campos, estava ficando apertada demais, mesmo para nós três. Então eu vim  construir uma nova, aqui nesta cidade. Eu estava no começo da obra, quando o  Hakuryuu chegou, amarrado pelos guardas do senhor deste feudo. Naquele tempo, ninguém, nem mesmo eu, confiaria em um meio-youkai, e estavámos assustados com aquela chegada. Mas  Hakuryuu tinha uma expressão de quem não estava nem um pouco preocupado.

               - Gente, por favor! Eu não fiz nada, tá legal? – ele exclamava.

               - Calado, demônio! – gritou o comandante dos soldados. – Você morrerá hoje, seu monstro!

               Mesmo assim, o semblante do senhor Hakuryuu continuava calmo.

               - Olha, eu já passei por isso antes. Vocês me amarram, eu me solto, vocês tentam me caçar e me matar, daí eu fujo. Não podemos, simplesmente, pular as etapas?

                Os soldados o olhavam incrédulos, como se não pudessem acreditar que alguém estaria tão calmo, mesmo frente a uma ameaça de morte. Hakuryuu estava perfeitamente tranquilo, e naquela mesma noite, eles o levaram e o prenderam no pátio de um templo, para que fosse purificado na manhã seguinte. Sabem, está cidade foi construida ao redor de vários templos, de modo que temos vários monges, sacerdotes, sacerdotisas e uma infinidade de livros e pergaminhos, contendo diversos conhecimentos. E o Hakuryuu só ficava gritando que queria pesquisar sobre selos mágicos e como removê-los. Mas, é claro, ninguém lhe dava ouvidos. Mas durante toda a tarde, ouviamos ele gritando, tentando convencer os guardas. Inclusive, minha filha Karin. E naquela noite, ela foi a única pessoa a visita-lo.

               Sem que eu ou minha esposa soubessemos, Karin saiu escondida e foi até o pátio do templo, onde Hakuryuu estava amarrado em um poste de madeira.

               - Porque você quer ler sobre esses tais selos mágicos? – ela perguntou.

               Quando ela me contou o que acontecera, depois de voltar, imaginei que um meio-youkai  jamais daria satisfações a um humano, o que dirá uma criança. Mas ele respondeu com sinceridade.

               - Quero salvar meu melhor amigo. Ele é um meio-youkai como eu e foi acusado de alguma coisa que não fez. Agora ele está lá, selado. Eu prometi que iria salvá-lo e pra isso, preciso aprender mais sobre selos mágicos e barreiras.

               Então, Karin cortou as amarras que o prendiam, e o trouxe para nossa pequena casa, nos campos. Eu e minha esposa ficamos apavorados, mas ele se desculpou por qualquer incoveniência, e perguntou se havia algo em que pudesse nos ajudar. Quando mencionei a casa que estava construindo, ele imediatamente se ofereceu para o trabalho. E assim, logo no dia seguinte ele me ajudou a construir a casa. Foi um grande alvoroço quando descobriram que o meio-youkai que estava preso no templo estava agora com a minha familia. Quando os sacerdotes do templo chegaram, quiseram prender  Hakuryuu, novamente.

               - Ei, você, meio-youkai!! Fique aí, onde está! – gritou um dos sacerdotes.

               - Pois não? – Hakuryuu perguntou.

               - Você deverá vir conosco, para o templo!

               - Desculpe, agora eu não posso – foi o que ele disse, com a maior naturalidade. Isso chocou ainda mais as pessoas, que se juntaram para assistir. – É que eu prometi a este senhor que o ajudaria a terminar a sua casa. E eu também tenho uma coisa importante para fazer. Por isso, lamento, mas não posso ir com vocês.

               Então, ele continou a trabalhar na casa, ignorando os sacerdotes e guardas. Com a ajuda dele, nossa casa ficou pronta em pouco mais de um mês. E nesse meio tempo, ele ajudou muitas outras famílias, além da nossa. Sempre que os guardas vinham tentar prendê-lo, ele estava ocupado ajudando outra pessoa. Até que um dia, o sacordete mestre de um dos templos veio até aqui, procurá-lo.

               - Você é o meio-youkai que tem ajudado as pessoas desta cidade? – perguntou ele, serenamente.

               - Sou.

               - Porque um meio-youkai estaria ajudando humanos?

               - Não sei bem. Porque querem me eliminar? – pergunou Hakuryuu.

O sacerdote mestre hesitou em responder.

               - Achamos que assim estaremos fazendo o que é certo, e protegeremos nossos semelhantes. –  respondeu sacerdote.

               - A  minha razão é bem parecida – disse Hakuryuu, rindo.

               Frente a essa resposta tão pura e simples, o sacerdote mestre riu com alegria. Nos desejou um bom dia e voltou para o templo, dizendo que não viriam mais perturbá-lo. Antes que ele partisse, Hakuryuu perguntou se podia visitar as bibliotecas dos templos, e o sacerdote mestre lhe deu permissão. E assim, todos os dias,  Hakuryuu ia e voltava das bibliotecas.

- FLASHBACK (FIM) –

               - Foi incrível que, em tão pouco tempo, ele tenha conquistado a afeição e confiança de tantas pessoas por aqui. – disse o senhor Saitou.

               - Puxa, Hakuryuu, você é muito bonzinho. – disse Shippou.

Hakuryuu ri, encabulado.

               - Bom, eu prometi que ajudaria o InuYasha. Então, que mal faria ajudar outras pessoas enquanto isso? Se bem que eu não consegui nada que tirasse o selo da Kikyo.

               - Pra mim, você parece muito mais um puxa-saco, Haku. – falou InuYasha.

Antes que os dois amigos youkais pudessem começar uma briga, o jantar é servido.

               - Aqui está, senhor Hakuryuu! – diz Karin – Espero que o senhor goste! Eu fiz com muito carinho.

               - Obrigado, Karin. – o tigre responde. – Está muito gostoso.

O tempo todo, a garota olha e sorri para o youkai tigre. Kagome repara no comportamento da jovem e comenta com seus companheiros.

               - Ei, eu acho que a senhorita Karin gosta muito do Hakuryuu.

               - É verdade – comenta Shippou – Mas não parece que ele percebeu.

               - Há! É porque ele é bonzinho com todos os humanos – InuYasha contra-ataca.

               - Eu tenho inveja dele... – completa Miroku, com cara de choro.

Depois do jantar, enquanto os outros se preparam para dormir, Hakuryuu sai e observa a Lua cheia. Karin se aproxima dele.

               - Não consegue dormir, senhor Hakuryuu?

Ele é pego de surpresa, pela aparição da jovem.

               - Ah. É, eu só estava pensando na última vez em que vim a esta cidade.

Ele continua olhando a Lua, absorto em seus pensamentos. Karin, claramente incomodada com o silêncio, faz um esforço para quebrá-lo.

               - Sabe, senhor Hakuryuu? Eu fiquei muito feliz quando o senhor voltou para cá. Quando você partiu há tantos anos, você parecia tão triste. Aconteceu alguma coisa naquela época?

Hakuryuu abaixa a cabeça, sério e triste. Karin olha para ele novamente.

               - Senhor Hakuryuu?

Ele se vira, e caminha no escuro da noite.

               - Desculpe, eu tenho que fazer uma coisa. Boa noite.

E se vai.

               - Não se preocupe. – diz InuYasha, saindo de dentro da casa e seguindo os passos do amigo. – Sabe, ele também não nos contou nada.

               - Ele vai dizer, quando estiver pronto. – completa Miroku, que segue o meio-youkai cahorro. Ambos deixam para trás uma Karin completamente confusa. O que estaria atormentando Hakuryuu? E porque nem seus amigos sabiam o que se passava?

-----

Hakuryuu segue caminhando, em direção às casas queimadas. InuYasha e Miroku o seguem, de longe. O meio-youkai tigre para na frente de uma das casas, totalmente destruída.

               - Oi... Natsume. – ele diz. – Já faz bastante tempo, não é? Mas eu nunca esqueci você.

InuYasha e Miroku observam, confusos.

               - Quem é essa tal de Natsume, InuYasha? – pergunta o monge.

               - E como é que eu vou saber? – retruca o youkai. – Você sabe muito bem que isso aconteceu enquanto eu estava selado.

Hakuryuu continua olhando para a casa queimada.

               - Sabe, Natsume, depois desses anos todos, o meu amigo, o InuYasha, finalmente está livre daquele selo. Agora temos novos amigos e estamos todos viajando juntos, em busca dos Fragmentos da Jóia de Quatro Almas e estamos passando por muitas encrencas e aventuras. E agora, eu sei quem é o culpado por tudo isso. O responsável por você ter morrido, aquele cara de pele de babuíno branco, se chama Naraku. Estamos todos atrás dele também, e isso quer dizer que logo vou conseguir vingar a sua morte, Natsume.

Ele olha, tristemente, para a casa queimada. Ele se lembra de quando a casa fora incendiada, alguns anos antes. Da garota morrendo em seus braços. Do homem vestido com a pele de babuíno. Ele se lembra de gritar por ela, chorando, enquanto a vida da garota se esvaia. Ela chamara por ele, mas ele não chegara a tempo, e por isso ela estava morta.

De repente, uma sombra se move em uma rua escura. Uma garota de belos cabelos escuros e compridos, e usando um quimono branco caminha em direção a Hakuryuu. Seus cabelos estão arrumados em uma trança bem cuidada, adornada com uma única flor amarela.

               - Hakuryuu – ela chama. O tigre se assusta com a voz que o chama. Ele se vira, lentamente, não acreditando no que ouviu. “Essa voz...”, ele pensa, “Não pode ser! É ela mesmo?”. Ele se vira e se depara com a jovem.

               - N-Natsume...? – ele pergunta, incrédulo.

Ela assente, com um sorriso.

               - Já faz muito tempo. Não é, Hakuryuu?

Miroku e InuYasha assistem a tudo, atônitos.

               - Aquela é a Natsume? – pergunta Miroku.

               - Deve ser... – responde InuYasha. – Mas... tem algo errado...

Hakuryuu continua olhando para a garota a sua frente. Ele dá um passo a frente, estendendo os braços, mas hesita. É como se temesse que, ao tocar o corpo da garota à sua frente, ela se quebre ou se dissolva como fumaça.

               - Natsume, é você? Mas... achei que você tinha... naquele incêndio há três anos... -  fala o youkai tigre, tremendo e hesitando enquanto fala.

A garota, simplesmente, sorri e o abraça. O garoto retribui o abraço lentamente. InuYasha e Miroku se veem obrigados a virar a cara para um outro lado.

Continua...
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